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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 287

Capítulo 287 – Deixar ela ir

Benjamin

Depois de toda a tempestade, achei, de verdade, que o céu limpo e azul ia durar. Mas assim que soube que iríamos para Zurique, enfrentar o Lorenzo, o tempo fechou.

Rosa e eu descobrimos que ela está grávida de uma menina. Tinha apostado todas as fichas que era um menino, principalmente porque na primeira ultrassom o médico nos deu setenta por cento de chance de ser. Porra, são setenta por cento. Mas então, alguns dias atrás, minha garotinha decidiu se exibir.

Aurora… primeira luz do dia, aquela que nasceu para brilhar. Assim como a mãe dela.

Claro que Jackson me zoou por eu ser pai de menina. O problema é que ele se esqueceu que Alex também era. E na primeira piadinha sobre “de consumidor a fornecedor”, Alex o esmurrou, o que rendeu a ele alguns hematomas e ao resto de nós, boas risadas.

A viagem para Zurique está marcada para amanhã, e eu precisava dar essa notícia à minha mulher. Mas como eu disse, o tempo fechou, e nem mesmo a minha Aurora, que é luz, vai conseguir me ajudar a afastar essas nuvens cinzas e carregadas que estão se formando bem em cima do meu quarto, nesse exato momento.

— Repite, porque creo que estoy sorda.

— Não, Rosario, você não está surda. E entendeu muito bem o que falei.

— Quando Evie nos contou, eu juro que pensei que ela estava enganada. Porque eu jamais acreditaria que você seria capaz de fazer isso comigo.

— Mi vida… — comecei, mas ela não me deixou terminar.

— Não ouse falar comigo em espanhol, seu cretino.

— É sério, Rosa, que vai ficar nervosa por isso? — perguntei frustrado.

— Por isso? Está brincando comigo? — perguntou, irritada.

Me aproximei dela e a puxei para mim.

— Claro que não amor. — Eu disse a ela com o tom mais suave que consegui. Ela cruzou os braços e manteve o rosto virado para não me olhar.

— Rosa, pensa na bebê. Estou fazendo isso por vocês.

Ela voltou a me encarar.

— Nos deixar aqui é pensar em nós? Para mim, isso é outra coisa — ela bufou.

— Rosario, não seja infantil. Eu espero uma atitude dessa da Jordan, mas de você? Pelo amor de Deus.

Ela me empurrou para que eu a soltasse.

— Sabe, ogro, se sua intenção era me convencer de que me deixar aqui é o melhor, preciso te dizer que está falhando, y mucho.

— Ok, então me diz o que preciso fazer para te convencer?

— Nada! — me respondeu, irritada.

— Assim fica difícil, Rosario. Tô tentando ficar bem com você para que eu possa viajar tranquilo.

Ela se aproximou e me encarou. Merda, ela me olhando assim não me ajudava muito.

— Diz, Benjamin Carter, você vai ficar tranquilo sabendo que me abandonou aqui?

— Não estou te abandonando, Rosario, não exagera.

— Pois é assim que me sinto: abandonada. — Vi os olhos dela marejarem, odeio ver minha chica chorando.

Ela saiu dos meus braços e foi caminhando para fora do quarto.

— Amor, por favor, vamos conversar — Eu praticamente implorei a ela.

Rosario parou na porta.

— Vai me deixar ir com você? — me perguntou, séria.

— Sabe bem a resposta.

— Então não temos nada para conversar — Ela abriu a porta com toda a calma do mundo. Olhou para mim novamente. — Espera um minuto, temos, sim. Na verdade, não é uma conversa, só vou te dar uma informação.

Olhei para ela, confuso.

— Se não me levar com você, quando voltar, não me encontrará mais aqui.

— Rosario… — adverti.

— Não tenho medo de você, ogro. Agora você deveria ter de mim.

E sem dizer mais nada, porque essas últimas palavras tinham sido o suficiente, ela saiu batendo a porta.

— O que eu faço com você, chica? — murmurei para mim mesmo.

E a única solução que veio à minha mente foi…

Deixar ela ir.

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