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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 122

PERSPECTIVA DA CELESTE

"Alfa Thomas," Sera o cumprimentou com um sorriso educado e os seus olhos piscaram entre nós, curiosos. "Posso ajudar em alguma coisa?"

Eu sabia que deveria relaxar os ombros e esconder o horror no meu rosto, mas estava ocupada demais tentando manter o meu coração no peito.

"Ah, não," aquela voz familiar respondeu, com uma pitada de escárnio na formalidade. "Acho que conheço a sua... amiga. Celeste, é você, né?"

Sera arqueou uma sobrancelha e eu respirei fundo. Estava na hora de acabar com isso antes que eu desse mais uma arma para aquela vaca usar contra mim.

Virei, forçando um sorriso indiferente no rosto. "Você deve estar enganado," disse rapidamente, com palavras afiadas como vidro e sem conseguir olhar diretamente para ele. "Eu não te conheço."

Antes que ele pudesse responder, dizendo que, de fato, me conhecia, e antes que pudesse listar tudo o que sabia sobre mim e me condenar, dei meia-volta e fugi na noite.

Covardia? Talvez. Mas melhor uma saída rápida do que a ruína que a presença dele ameaçava trazer.

Mal me lembro de como fui da porta daquele café até o meu carro.

Meus saltos batiam rápido demais no asfalto, minha respiração estava rasa e a minha mão tremia enquanto eu segurava o puxador. Bati a porta, me trancando dentro do carro. O ar estava sufocante e quente contra a minha pele.

A voz da Sera ainda estava grudada em mim como uma sanguessuga: 'prova'.

No fundo, eu ainda não acreditava. E, ainda assim, os olhos dela... não, droga, eu não conseguia esquecer da sensação de que ela realmente tinha algo contra mim.

E então ele apareceu.

De todas as pessoas que podiam sair das sombras, tinha que ser o maldito Thomas Bane?

Pressionei as palmas das mãos com força contra o volante, tentando manter a respiração controlada.

Estava tudo bem. Nada estava perdido. Com certeza, ele só estava de passagem. Com certeza...

Um batida firme na janela destruiu esse pensamento frágil e eu me sobressaltei violentamente, virando a cabeça na direção do som.

Lá estava ele, o seu rosto iluminado pela luz âmbar da rua e o seu sorriso sarcástico tão zombeteiro quanto eu me lembrava.

"Performance terrível, Celeste," Thomas disse com desdém, sua voz abafada pelo vidro. "Pensei que uma raposa astuta como você teria habilidades de atuação melhores."

Meu estômago afundou e os meus dedos procuraram inutilmente pela ignição, mas, antes que eu pudesse ligar o motor, ele fez um gesto preguiçoso com a mão. "Relaxa. Não vim aqui te desmascarar. Só parei pra dar um oi."

Forcei uma risada irônica, abaixando um pouco a janela. "Que... cortês da sua parte." Minha voz estava firme, ao contrário do resto do meu corpo, e o meu coração martelava violentamente na garganta.

A risada dele foi curta e cortante. "Não se ache. Você nunca mereceu cortesias da minha parte." E então a voz dele abaixou e o sarcasmo desapareceu como fumaça, sendo substituído pelo desprezo familiar. "Assim como você nunca mereceu o Brett."

O nome me atingiu como um tapa.

Minhas unhas cravaram no volante de couro, mas inclinei a cabeça, colocando uma expressão sobre a máscara que eu usava desde a infância.

"Ah, Thomas, você acha mesmo que trazer à tona velhas histórias vai me ferir?"

Dei de ombros e reparei que eles doíam com a tensão que se acumulava. "Foi melhor assim. O Brett e eu não combinávamos. Companheiros devem ser compatíveis, incluindo quando se trata da família e do legado. Ele também sabia disso."

"Engraçado," Thomas disse, com o olhar fixo em mim, "porque ele não sabia até você esfregar isso na cara dele. Ele teria continuado a te amar até o último suspiro se você não tivesse cortado o laço por conta própria."

Algo torceu dentro de mim. Um lampejo dos os olhos tempestuosos do Brett na noite em que brigamos e a sua voz áspera ao dizer: 'Tudo bem, Celeste. Se é isso que você quer, eu aceito.'

Eu ri dele, mesmo enquanto o meu estômago se revirava.

Achei que ele rastejaria para me ter de volta, mas ele nunca o fez.

Endureci. "Ele estava abaixo de mim. Fiz o que era necessário."

Thomas se aproximou do vidro com um sorriso frio. "Ele era bom demais pra você e você sabia disso. Eu agradeço à lua todos os dias pelo meu amigo ter escapado de você antes que você o destruísse completamente."

As palavras queimaram mais do que eu queria admitir. Levantei o queixo com orgulho. "Pense o que quiser. Eu já segui em frente. Logo, serei a Luna da Alcateia NightFang, a Luna de Kieran Blackthorne. E, então, veremos quem vai ser destruído."

Sua risada soou alta e cheia de desdém. "A princesa tóxica finalmente encontrou um novo trono pra envenenar. Vou mandar as minhas condolências para a NightFang. Que a Deusa os proteja."

Minha garganta doía, mas eu me recusei a dar a ele o prazer de ver o efeito das suas palavras. "Boa noite, Thomas." Subi o vidro devagar, aproveitando a sensação de encerramento.

Liguei o carro, forçando as minhas mãos a não tremer, e saí dirigindo.

Só percebi o quanto os meus cílios estavam molhados quando as luzes da cidade começaram a se desfocar ao meu redor.

Droga. Não.

Sem lágrimas por ele.

Meu olhar caiu, contra minha vontade, na tatuagem no meu pulso.

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