Enquanto isso, Jorge já havia saído do bar.
Jonas o seguia, perguntando:
— Era a Sabrina?
— Era a Alice. — Jorge jogou as chaves do carro para o motorista.
— E o que ela quer atrapalhando a uma hora dessas?! — Jonas estava irritado, certo de que Alice estava fingindo problemas apenas para chamar a atenção de Jorge.
— Não ligue para ela. — Claramente, Jorge pensava o mesmo. Ele abriu a porta do carona e entrou direto.
O veículo deu a partida, acelerando de forma rápida e implacável em direção à empresa.
No banheiro, a mente de Alice estava em branco, e seus ouvidos ainda zumbiam.
Mas, antes que pudesse se recuperar, seu corpo já fora arrastado para fora da cabine pelo homem à sua frente.
Atrás dela, o grito aterrorizado de Sara Lima ecoou:
— Ah! Me solta! Tia! Me salva, tia!
Aos chamados desesperados de Sara, Alice forçou-se a manter a calma. Já havia perdido a melhor oportunidade para ligar para a polícia, restando apenas tentar negociar com aquelas pessoas.
— Vou repetir mais uma vez. O que estão fazendo agora já é crime. Se concordarem em nos deixar ir, eu transfiro imediatamente o valor que vocês pedirem.
Temendo que eles não se comovessem, Alice deu ênfase:
— Qualquer valor!
No entanto, a reação do homem não foi a que ela desejava.
O líder deles soltou uma risada de escárnio.
— Tá achando que eu sou quem?! Acha que me falta dinheiro?!
— Mulher, já ouviu falar da Família Figueiredo de Alvorada? Quem está na sua frente é o próprio herdeiro dos Figueiredo!
— Se tiver juízo, venha com a gente quietinha. Senão, as coisas vão ficar muito feias para vocês!

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