Com uma atitude displicente, Catarina conectou o HD externo de Alice ao computador. Enquanto abria a pasta, seu celular tocou.
Seu olhar desviou-se imediatamente da tela. Ela pegou o celular e, no identificador de chamadas, destacavam-se as palavras "caloura Natália Santos".
Um sorriso surgiu no rosto de Catarina, e ela atendeu prontamente.
— Caloura, a que devo a honra da sua ligação?
— Não posso ligar para a minha veterana sem motivo? — A voz alegre de Natália Santos soou do outro lado da linha.
— Não é isso. — O sorriso no rosto de Catarina não diminuiu.
Natália tinha quase a mesma idade que ela, mas, por ter prestado o exame para a pós-graduação um pouco mais tarde, acabou se tornando sua caloura.
Ela gostava muito de Natália, achava que a garota trazia na essência um espírito indomável, que não aceitava a derrota.
Aquela vontade de ser sempre a primeira em tudo combinava perfeitamente com ela própria.
Muito diferente de certas pessoas apadrinhadas, que, sem o menor mérito, caíam de paraquedas no cargo.
Ouvindo a voz de Natália, Catarina não pôde evitar fazer comparações com Alice. Ela tinha que admitir que as suposições de Ximena na copa haviam penetrado em sua mente. Por isso, seu preconceito contra Alice estava agora ainda maior do que antes.
Percebendo o longo silêncio de Catarina, Natália elevou o tom de voz do outro lado.
— Veterana, está ocupada? Eu a estou atrapalhando?
— Ah, não, não estou ocupada. Nada de urgente. — Catarina voltou a si, encarando os arquivos recém-abertos na tela do computador.
Ela sinceramente não achava que os resumos de Alice teriam qualquer serventia, então não deu a mínima importância. Fez o login no sistema do instituto e enviou o arquivo compactado para todos, sem sequer escrever uma mensagem de acompanhamento.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!