O vento balançava através das janelas do quarto de modo suave, isolando-os do mundo exterior: do caos, das traições, das palavras não ditas que ainda pairaram no ar da mansão.
O silêncio ali dentro era diferente; espesso, carregado, elétrico. Apenas a luz suave do abajur banhava o espaço, criando sombras dançantes que pareciam sussurrar segredos antigos.
Ian estava parado embaixo dela, mas ele podia perceber as costas tensas de Olívia, seus ombros carregando o peso de tudo que acontecera.
Ele observou-a por um momento, e ela fez o mesmo. Olívia via não o poderoso herdeiro dos Moretti, mas o homem ferido, vulnerável, real. E algo dentro dela despertou, não por pena, mas por reconhecimento. Eles eram dois sobreviventes, duas almas marcadas pela mesma tempestade.
Ela aproximou seu corpo ainda mais do dele. Quando suas mãos tocaram seu peito, ele estremeceu: não de surpresa, mas de algo mais profundo.
Ian também a tocou. Seus dedos começaram a trabalhar os músculos tensionados de seus ombros, desfazendo nós de tensão acumulada por dias, semanas, talvez uma vida inteira.
— Ian — ela sussurrou, seu nome saindo como uma prece, uma rendição.
— Não fale nada — ele respondeu suavemente, levantando os olhos para o encarar. — Hoje não vou deixar você pensar.
Seus olhos encontraram os dela, e pela primeira vez, não havia barreiras entre eles: nenhum contrato, nenhum jogo de poder, nenhum segredo não dito. Apenas verdade crua e nua.
Foi ela quem fechou a distância, seus lábios encontrando os dele não como uma pergunta, mas como uma resposta. E desta vez, não havia hesitação em seu beijo, apenas fome, necessidade, uma entrega total que fez Ian gemer baixo contra sua boca. Suas mãos encontraram seus cabelos, puxando-a mais perto, como se temesse que ela pudesse desaparecer.
Não tomou muito tempo até as roupas serem abandonadas no chão como penas de um pássaro se libertando. Cada peça de tecido que caía revelava não apenas pele, mas camadas de defesas sendo derrubadas.
Ian se virou e quando ele a deitou sobre os lençóis de seda, ambos estavam nus, não apenas fisicamente, mas emocionalmente expostos, vulneráveis e livres.
Ian beijou seu pescoço, uma linha de fogo que desceu até seus seios. Sua boca encontrou um mamilo, e o som que escapou de Olívia foi meio gemido, meio libertação. Suas mãos enterraram-se em seus cabelos, não para guiá-lo, mas para ancorar-se na tempestade de sensações que varria seu corpo.
— Eu te amo — ele sussurrou entre beijos, as palavras saindo como uma confissão contra sua pele. — Deus, como eu te amo.
Ela não respondeu com palavras, em vez disso, arqueou suas costas, oferecendo mais de si mesma, uma aceitação silenciosa que disse mais que qualquer declaração. Suas mãos percorreram seu torso, sentindo cada músculo, cada cicatriz, mapas de batalhas passadas que agora pareciam belas sob seus dedos.
Quando ele se posicionou entre suas pernas, houve um momento de pausa; um instante fugaz de reconhecimento mútuo de que isso era diferente de todas as outras vezes. Não era sobre posse ou poder. Era sobre entrega.
E ela deixou. Sua orgasmo a atingiu como um tsunami, arrancando um grito abafado de sua garganta enquanto ondas de prazer eletrizante varriam seu corpo, fazendo-a tremer incontrolavelmente sob ele. O som de seu clímax pareceu desencadear o dele; com um gemido gutural, Ian enterrou o rosto em seu pescoço, seu próprio corpo sendo sacudido por espasmos intensos enquanto ele encontrava sua própria liberação dentro dela.
Por longos momentos, eles permaneceram assim, entrelaçados, ofegantes, cobertos por uma fina camada de suor, o cheiro do sexo e da pele quente preenchendo o ar. O mundo lentamente voltou a existir ao redor deles, mas de forma diferente, mais suave, mais tolerável.
Quando Ian finalmente rolou para o lado, ele a puxou contra seu corpo, seus corpos ainda perfeitamente moldados um ao outro. Sua respiração aos poucos foi se acalmando, seus corações batendo em uníssono contra o peito um do outro.
Foi então, no silêncio aconchegante que se seguiu ao furacão de suas paixões, que Olívia fez a pergunta; suave, quase casual, mas carregada de um significado que nenhum deles compreendia completamente ainda.
— É do seu costume mesmo nunca usar camisinha?
Ian ergueu a cabeça, seus olhos escuros estreitando-se ligeiramente; não com raiva, mas com confusão genuína.
— Como assim nunca usar? — ele perguntou, sua voz ainda rouca da atividade recente. — Quantas vezes você já transou comigo?
O ar entre eles mudou sutilmente, não para tensão, mas para algo mais complexo. E enquanto eles se encaravam no crepúsculo aconchegante do quarto, a pergunta pairou entre eles como uma semente prestes a germinar, carregando consigo o peso de futuras revelações que mudariam tudo para sempre.

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