Aquele beijo foi como acender um pavio que ambos vinham tentando evitar. Quando seus lábios se encontraram, algo primal despertou entre eles. Matheus não a beijou com pressa, mas com uma deliberação devastadora, como se cada movimento de seus lábios fosse uma pergunta que só seu corpo poderia responder.
Ele a levantou nos braços como se ela não pesasse nada, seus músculos firmes contra seu corpo, e a carregou até o sofá sem quebrar o beijo.
— Me deixa ver você — ele sussurrou, sua voz rouca contra seus lábios. Suas mãos subiram pela camiseta, encontrando a pele quente de sua cintura. — Dessa vez, vou te lembrar por que não consegue me esquecer.
Carla respondeu puxando a camisa dele por sobre a cabeça, revelando um torso musculoso marcado por cicatrizes discretas, histórias que ela ainda não conhecia. Seus dedos traçaram os contornos de seus músculos enquanto ele desabotoava seu jeans com mãos surpreendentemente habilidosas.
— Você é tão linda quando para de pensar. — ele murmurou, beijando seu pescoço enquanto suas roupas caíam no chão. Seus lábios percorreram sua clavícula, fazendo-a arquear as costas contra ele.
Matheus a deitou no sofá seus olhos escuros percorrendo seu corpo nu com uma intensidade que a fez sentir-se completamente exposta e incrivelmente desejada.
— Carla — ele sussurrou, como se seu nome fosse uma prece.
Ele começou uma exploração lenta e meticulosa de seu corpo. Sua boca encontrou primeiro seus seios, e ele tomou um mamilo entre os lábios, fazendo-a gemer alto quando sua língua circulou a ponta endurecida. Sua mão direita massageava o outro seio, seu polegar roçando suavemente enquanto sua boca trabalhava.
— Matheus... — ela gemeu, seus dedos enterrando-se em seus cabelos escuros.
— Shhh... — ele sussurrou, descendo em sua jornada. — Hoje é sobre você.
Seus lábios traçaram um caminho de fogo por seu abdômen, beijando cada centímetro de pele como se fosse sagrado. Quando ele se ajoelhou entre suas pernas, seus olhos encontraram os dela com uma promessa intensa.
— Vou te fazer esquecer tudo, menos meu nome. — ele prometeu, sua respiração quente contra a parte interna de suas coxas.
E então sua boca a encontrou, e Carla gritou, seus dedos se agarrando as almofadas do sofá.
Matheus era incansável, sua língua encontrando um ritmo que a fez perder completamente o controle. Ele a segurava pelos quadris, mantendo-a no lugar enquanto a levava ao primeiro clímax, seu nome saindo de seus lábios em um mantra de êxtase.
Antes que ela pudesse recuperar o fôlego, ele subiu sobre ela, seu corpo imponente pairando sobre o dela. O contato pele com pele era eletrizante, seu peito musculoso contra seus seios macios, suas coxas duras entre as suas.
— Me olhe. — ele ordenou suavemente, e quando seus olhos se encontraram, ele entrou nela em um movimento fluido que fez ambos gritarem.
O ritmo que ele estabeleceu era ao mesmo tempo selvagem e controlado, cada investida uma promessa, cada retirada uma tortura deliciosa. Suas mãos entrelaçaram-se com as dela, pressionando-as contra o sofá enquanto seus corpos encontravam um ritmo ancestral.
— É isso — ele sussurrou em seu ouvido, seus lábios roçando sua têmpora. — Se entrega pra mim.
Carla nunca se sentira tão possuída e tão livre ao mesmo tempo. Cada movimento dele acertava em um ponto profundo dentro dela, fazendo ondas de prazer se espalharem por seu corpo. Ela envolveu suas pernas em torno de sua cintura, puxando-o mais fundo, querendo mais, sempre mais.
Matheus mudou de posição, sentando-se e puxando-a para seu colo. Agora ela estava por cima, e ele a observava com olhos escuros e devoradores enquanto ela se movia sobre ele.
— Assim mesmo — ele incentivou, suas mãos firmes em seus quadris, guiando seu movimento. — Você é perfeita.
A intimidade da posição era avassaladora, ela podia ver cada expressão em seu rosto, cada contração de prazer, cada suspiro rouco. Quando seus olhos se encheram de lágrimas de êxtase, ele puxou-a para um beijo profundo, saboreando seus gemidos.
Ele rolou os dois novamente, agora de lado, suas pernas entrelaçadas, seu ritmo tornando-se mais urgente. O som de sua pele se encontrando preenchia a sala, acompanhado por seus gemidos sincronizados.
— Vem comigo — ele ordenou, sua voz um rugido baixo contra seu pescoço. Sua mão desceu entre seus corpos, encontrando o ponto exato que a faria explodir.
E ela explodiu, seu corpo arqueando violentamente contra o dele, um grito abafado contra seu ombro. O clímax pareceu durar uma eternidade, ondas intermináveis de prazer a varrendo.
Sentindo sua contração, Matheus finalmente permitiu-se seguir, seu próprio orgasmo sacudindo-o com uma intensidade que parecia surpreendê-lo. Ele enterrou o rosto em seu pescoço, gritando seu nome como uma oração, seu corpo tremendo contra o dela.
Por longos minutos, eles ficaram entrelaçados, tentando recuperar o fôlego. A pele de Matheus brilhava com suor, seus músculos ainda tremendo ocasionalmente com os resquícios do prazer.
Ele rolou para o lado, mas manteve-a firmemente contra seu corpo, seus braços envolvendo-a como se tivesse medo que ela desaparecesse.
— Nunca — ele sussurrou contra seus cabelos, sua voz ainda rouca da paixão. —, nunca alguém me fez sentir assim.
E naquele momento, envoltos no calor pós-sexo e na vulnerabilidade compartilhada, ambos sabiam que isso era muito mais do que apenas atração física, era o início de algo que mudaria tudo.
— Então vamos outra vez. — Carla sussurrou, agarrando seu pescoço e ficando sobre ele mais uma vez.
Por isso, eles não ouviram o som da chave girando na fechadura e quando Olívia abriu a porta, o ar dentro pareceu congelar, não pela temperatura, mas pelo que seus olhos captaram em um único segundo:
— Eu achei que ele fosse diferente! Que você fosse diferente! — gritou, os olhos faiscando entre mágoa e incredulidade. — Eu só queria paz, Carla! Um dia sem me sentir traída, enganada, usada! Eu já havia falado sobre isso a você!
Carla ficou imóvel por um instante, o peito subindo e descendo rápido, enquanto Olívia atravessava a casa e abriu a porta para ir embora.
Carla correu atrás dela, chegando na calçada de casa e quando respondeu, sua voz estava carregada de uma dor antiga.
— Você acha que tudo gira ao seu redor, não é? — ela retrucou, o controle se desfazendo. — Sempre foi assim, Olívia! Sua dor, seus segredos, suas tragédias… e a gente que te segura no meio disso, somos o quê? Figurantes?
Olívia piscou, sem acreditar no que ouvia.
— Como é que você pode dizer isso?
— Porque é verdade! — Carla deu um passo à frente. — Você vive cercada de gente que tenta te ajudar, mas ninguém nunca é suficiente! Você é egoísta, Olívia!
As palavras ricochetearam no ar como lâminas.
Olívia ficou em silêncio, as lágrimas escorrendo sem controle.
E então, uma terceira voz atravessou o ar; profunda, grave, inconfundível:
— Ela está certa.
O som fez o chão sumir sob os pés de Olívia.
Seu corpo enrijeceu, o coração disparou; ela conhecia aquela voz como conhecia a própria dor.
Lentamente, virou-se.
Ian.

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