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Nosso Filho, Meu Segredo: O Contrato Proibido romance Capítulo 21

O portão da mansão Moretti se abriu devagar, como se não estivesse apenas recebendo visitantes, mas julgando se eles eram dignos de entrar.

Olivia sentiu o estômago revirar. Não era medo. Não era exatamente raiva. Era um misto dos dois, embrulhado na certeza de que cada espaço daquela casa, guardava um teste para sua resistência.

O carro avançou pela longa entrada de pedras, ladeada por jardins impecáveis, cada flor podada com precisão militar.

No banco de trás, Léo estava colado à janela, os olhos brilhando e ele não parava.

— Mãe! Olha o tamanho dessa casa! Parece um castelo! É maior que o pátio do hospital! — Ele virou para ela, ansioso. — Será que tem piscina? E cachorro?

Olívia tentou sorrir, tentando que a voz soasse leve.

— Não sei… Mas a gente vai descobrir logo, meu amor.

Por dentro, tudo dela estava em guerra. Cada metro que se aproximava da porta principal parecia reduzir sua capacidade de respirar. Já ensaiava mentalmente mil formas de sobreviver àqueles dias, mas nenhuma parecia suficiente.

Quando o carro parou, Nicolau já estava na porta. Postura ereta, mãos cruzadas nas costas. Parecia um juiz aguardando o réu principal de um julgamento que já estava decidido.

O sorriso que ele deu para Léo foi caloroso, genuíno quase paternal. O olhar que lançou a Olívia… calculado.

— Seja bem-vindo, garoto. — Nicolau se inclinou para apertar a mão de Léo, em um gesto completamente maduro. — Espero que goste da casa.

— Eu já gostei! — Léo respondeu, sem hesitar, cheio de energia enquanto os olhos brilhava.

Ian estava logo atrás, discreto, mas não o suficiente para que Olívia não percebesse como ele analisava cada reação dela.

— Bom, eu preciso ir! — Nicolau anuncia, olhando em frente. — Mal posso esperar para finalmente me aposentar. Bom, Ian irá mostrar a casa para os dois.

E simples assim, ele foi embora.

Entrar naquela mansão, sabendo que ali seria o seu novo lar, foi como mergulhar em outro mundo. O mármore frio sob os pés, os corredores longos demais, o silêncio pesado demais. Cada funcionário que passava, sempre com um aceno polido, parecia avaliar Olívia de cima a baixo.

Léo, por outro lado, estava encantado, correndo para espiar portas, apontando para quadros e janelas como se estivesse em um museu.

— Vou mostrar o quarto dele. — Ian anunciou, já subindo as escadas e se movendo para o andar de cima.

Quando a porta do quarto de Leo se abriu, revelou um cômodo enorme, iluminado, com cama nova, brinquedos caros e até um espaço para estudos. Era impossível não perceber que tudo tinha sido planejado para impressionar. Tudo meticulosamente arrumado.

— Nossa! — Léo respirou fundo, maravilhado. — Eu posso brincar agora?

— Claro, campeão. — Ian respondeu com um sorriso controlado, como se estivesse conquistado território.

Mas enquanto o filho vibrava, Olívia congelou.

— Esse corredor… — Ela olhou ao redor, a voz tensa. — É o mesmo do meu quarto, não é?

— Sim. — Ian disse, casual. — Mais fácil para você cuidar dele… e para eu cuidar de vocês dois.

O sangue dela pareceu subir todo de uma vez.

— Cuidar de nós dois? — Ela cruzou os braços, o olhar estreito. — Ian, você está dizendo que…?

Ele manteve o olhar firme, quase provocador. Por um instante, o mundo parou, enquanto o olhava por um tempo.

— Não será fácil, eu confesso. — Ian falou, como se lesse sua mente. — Mas eles não tocarão em você ou no Léo. É uma promessa.

De alguma maneira completamente irracional, Olivia confiou nas palavras dele.

— Bom, eu preciso resolver algumas coisas — Ian anunciou antes de se despedir. — Tudo que vocês precisarem, estará disponível para vocês.

Quando voltou para o quarto, viu Leo completamente entusiasmo com um carro de controle remoto. Ela suspirou ao olhar para ele, ele realmente passou por muita coisa. Mas faria tudo outra vez, Léo a fazia se recompor a cada segundo, pois ele fazia com que ela não caísse aos pedaços

Mais tarde, Olívia colocou Léo para dormir. Um beijo na testa, e a promessa de que tudo ficaria bem. Foi tomar um banho rápido para tentar aliviar o peso do dia.

Quando saiu, a cama estava vazia.

— Léo? — chamou, já sentindo o coração acelerar.

Saiu pelo corredor, os ecos de sua voz sumindo, enquanto descia alguns degraus e foi então que ouviu. Risadas abafadas, vindo da sala. Clara e Benjamin tinham chegado.

Ela ia recuar, mas a voz alterada de Clara a fez parar no meio do movimento, congelando no lugar.

— É óbvio que aquele filho é seu! — Clara cuspia as palavras, nervosa. — Você não viu? Eles têm o clássico nariz dos Moretti. E os olhos? Idênticos.

Olívia sentiu o ar desaparecer dos pulmões.

Virou o rosto e viu, do outro lado da sala… Léo. Bem na frente de Benjamin.

— Você que é o meu pai? — Léo perguntou, a voz pequena, mais incisiva.

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