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Nosso Filho, Meu Segredo: O Contrato Proibido romance Capítulo 246

Ian estava imerso em relatórios financeiros quando seu celular vibrou insistentemente. Ele quase ignorou - até ver o nome "Dra. Beatriz - ONG Aurora" piscando na tela.

— Sim? — respondeu com sua voz habitual de negócios.

— Senhor Moretti? — a voz da veterinária saiu trêmula e acelerada. — É sobre a Olívia... e a Valentina. Houve um incidente... algo grave. A Valentina sabotou um tratamento animal e a Olívia descobriu. Elas estão prestes a se confrontar e eu... não consigo controlar a situação.

Cada palavra foi como um soco no estômago de Ian. Ele se levantou tão abruptamente que a cadeira giratória bateu na parede.

— Onde estão? — sua voz saiu um tom mais baixo, perigosamente controlada.

— Na sala de reuniões do setor administrativo. Mas, Senhor Moretti, por favor, talvez seja melhor...

Ele desligou antes que ela terminasse, já correndo em direção à saída.

— Cancelem minhas reuniões — ordenou à assistente enquanto passava por ela no corredor. — É uma emergência familiar.

No carro, seus dedos tamborilaram no volante enquanto navegava pelo trânsito. Cada semáforo vermelho parecia uma tortura. A imagem de Olívia enfrentando Valentina sozinha o enchia de uma fúria primitiva.

A porta do escritório se abriu com tal violência que as molas quase cederam.

Ian parou na entrada, respirando profundamente como um touro prestes a atacar. Seus olhos percorreram rapidamente a cena:

Olívia, de pé no centro da sala, com o rosto corado e os punhos cerrados, emanando uma coragem feroz que ele nunca tinha visto nela antes.

Valentina, recuando contra a mesa, seu rosto antes astuto agora pálido de genuína surpresa.

— Ian? — a voz de Valentina saiu mais aguda que o normal. — O que você está fazendo aqui?

Ele ignorou-a completamente, seus olhos fixos em Olívia.

— Você está bem? — perguntou, sua voz suavizando momentaneamente.

Antes que Olívia pudesse responder, Valentina tentou recuperar o controle:

— É claro que ela está bem, considerando que foi ela quem acabou de me agredir sem...

— Cale-se — Ian cortou, finalmente virando-se para ela. — A pergunta é: o que você estava fazendo aqui, Valentina? Sabotando tratamentos médicos como uma criminosa comum?

Olívia colocou a mão no braço de Ian.

— Eu estava lidando com isso, Ian. Você não precisava vir.

— Precisava, sim — ele respondeu, cobrindo a mão dela com a própria. — Quando alguém mexe com você, mexe comigo. E quando essa pessoa é você, Valentina — seus olhos faiscaram em sua direção — a situação exige minha presença pessoalmente.

Valentina forçou um sorriso tenso.

— Ian, isso é um mal-entendido. Eu só vim fazer o relatório mensal quando...

— Mentira! — Olívia interrompeu, avançando um passo. — Você manipulou o curativo do Thor intencionalmente! Quase matou o animal!

Ian sentiu o sangue ferver. Sua voz saiu gelada quando se dirigiu a Valentina:

— Eu vi as imagens de segurança. Todas. Incluindo os trechos que você tentou apagar.

Ian cruzou os braços.

— Estou ouvindo.

— Eu sei onde Benjamin está — ela sussurrou. — E sei com quem ele está se escondendo.

O ar pareceu sair da sala. Olívia apertou a mão de Ian involuntariamente.

— Como posso acreditar em você? — Ian questionou, sua voz agora carregada de nova atenção.

— Porque eu tenho provas — Valentina respondeu, recuperando um pouco de sua confiança habitual. — E-mails. Registros de transferências. Nomes. Tudo que você precisa para encontrá-lo.

Ian estudou seu rosto por um longo momento, então olhou para Olívia, buscando sua opinião silenciosa. Os olhos dela transmitiam cautela, mas também reconheciam a importância da informação.

— Se isso for só mais um de seus jogos, Valentina, juro por tudo que é sagrado que você se arrependerá amargamente.

Valentina cambaleou em meio aos escombros de sua arrogância, mas ainda segurando a única carta que poderia salvá-la.

— Não é. Eu juro. Quando seu avô o nomeou como vice-presidente, Benjamin me procurou. Ele precisava responder um conjunto de questões necessárias que você conhece. E depois disso, eu sei que ele desapareceu para você... — Valentina murmura, mesmo que a voz trêmula, a determinação em sua voz era palpável. — Mas não para mim.

Ian encarou Olívia, que lentamente, apenas assentiu para Ian, lhe dando permissão para seguir, para que pudesse, finalmente encerrar aquela questão.

Onde diabos Benjamin estava? Qual sua ligação com a morte de Diana?

— Comece a falar. — Ian ronronou.

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