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Nosso Filho, Meu Segredo: O Contrato Proibido romance Capítulo 256

O vento soprava frio entre as lápides, carregando o cheiro de terra molhada e flores murchas. Quando os passos de Ian se afastaram, um silêncio profundo desceu sobre Olívia, quebrado apenas pelo sussurro das folhas e o distante murmúrio da cidade. Ela estava sozinha. Sozinha com o túmulo fresco de Benjamin.

Por um longo momento, ela apenas ficou parada, suas mãos entrelaçadas diante do vestido preto. A terra solta, de um marrom escuro e fértil, parecia uma ferida aberta na grama bem cuidada do cemitério.

— Benjamin — ela começou, sua voz um sussurro rouco que o vento quase levou. — Eu... não sei nem por onde começar.

Ela engoliu em seco, sentando no banco de pedra frio à beira do túmulo.

— Você me magoou tanto. Mentiu para mim. Usou o nosso amor. Fez escolhas terríveis. — As palavras saíam agora, um fluxo constante de dor e verdade reprimida. — Por anos, carreguei raiva de você. Raiva que virou desprezo, que virou pena.

Um soluço lhe escapou, mas ela continuou.

— Mas ontem... você me mostrou uma coragem que eu nunca imaginei que existisse em você. Você morreu por mim. Por mim, Benjamin. Depois de tudo. — Ela apertou os olhos, segurando as lágrimas. — Por quê? Foi para se redimir? Para limpar sua consciência? Ou... você realmente se importava, no fim?

O vento pareceu aumentar, enrolando-se em torno dela como um manto gelado. Ela olhou para as mãos, ainda imaginando o peso do corpo dele nelas.

— O meu filho vai crescer. Mas tenho certeza que um dia, ele vai perguntar ainda mais sobre você. O que eu vou dizer? Que você era um covarde? Ou que você foi corajoso no final? Que me traiu, mas também me salvou? — Ela balançou a cabeça, uma lágrima escapando finalmente e traçando um caminho quente em seu rosto frio. — Vou dizer que você era complexo. Como todo mundo. E que, no último segundo, você escolheu ser bom. Espero que seja o suficiente para ele.

Ela se inclinou para a frente, suas palavras agora um segredo confidenciado à terra.

— Obrigada. Por me ter me dado amor um dia. E por... por tentar, no final. Descanse em paz, Benjamin. Finalmente.

Foi então que a sensação veio. Uma coceira na nuca, a clássica impressão de estar sendo observada. Um calafrio que nada tinha a ver com o vento.

Olívia endireitou-se lentamente, seus sentidos em alerta. Ela olhou ao redor, seus olhos percorrendo as fileiras de túmulos, os ciprestes altos que balançavam, os mausoléus de mármore silenciosos. Nada. Apenas sombras alongadas pelo sol fraco da tarde.

Mas a sensação persistia, intensa, opressiva.

Ela estava prestes a se levantar e correr de volta para Ian quando um movimento rápido na periferia de sua visão a fez congelar. À sua direita, atrás de uma grande lápide em forma de anjo, uma figura escura se moveu — um vulto que desapareceu quase instantaneamente.

O coração disparou em seu peito. Antes que pudesse gritar ou se mover, algo caiu aos seus pés com um leve tapa.

Uma única flor branca — um lírio do vale, simples, delicado. Amarrado ao seu caule com uma fita preta fina, havia um pequeno envelope de papel pardo.

Com mãos trêmulas, Olívia se abaixou e pegou. A flor cheirava a doce, um contraste brutal com o ambiente de morte. Ela abriu o envelope. Dentro, um pedaço de papel dobrado. As palavras eram escritas à mão, com uma letra inclinada e precisa:

"Não tenha medo. Não quero você.

Quero protegê-la deles.

Cuidado com os que vestem luto.

Capítulo 256 1

Capítulo 256 2

Capítulo 256 3

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