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Nosso Filho, Meu Segredo: O Contrato Proibido romance Capítulo 277

O toque do celular vibrando sobre a fria mesa de vidro foi como um choque no ar carregado da sala de conferências. Olívia viu o nome: Carla.

— Com licença — ela disse aos sócios, com uma calma que não sentia, e atendeu. — Carla? Tudo bem?"

A voz de Carla chegou do outro lado da chamada, clara mas carregada de uma tensão resolvida.

— Olívia, estamos voltando. E não estamos sozinhos. O Matheus conseguiu localizar e… conter a Clara. Ela está conosco.

Um turbilhão de emoções passou por Olívia. Alívio, porque uma ameaça potencial estava sob controle. Desgosto, ao lembrar-se da mulher que fora cúmplice de Alexander. E uma pontada aguda de preocupação pela criança que ela carregava — uma criança que, querendo ou não, era parte daquela teia sanguínea maldita.

— Certo — Olívia respondeu, mantendo a voz neutra e profissional. — Tragam-na em segurança. E… cuidem dela, Carla. Ela está grávida.

— Estamos cuidando — a voz de Carla soou estranhamente suave por um instante. — Até logo.

Olívia desligou e voltou seu olhar para os homens à mesa, que a observavam com curiosidade e expectativa. Um leve sorriso, mais estratégico do que genuíno, tocou seus lábios.

— Bom, um problema a menos. A segurança do Ian conseguiu localizar Clara. Ela está sendo trazida de volta e em breve teremos todos os esclarecimentos e os direitos sucessórios devidamente mapeados e resolvidos.

Ela não gostava da ideia de ter Clara tão perto. Cada vez que pensava nela, via o desespero nos olhos de Léo no armazém, com ela e ela simplesmente não fez nada. Mas sabia, com uma clareza fria, que era infinitamente melhor tê-la sob custódia e sob os olhos da lei do que solta, desesperada, podendo ser uma peça manuseada por inimigos remanescentes.

Foi quando o sócio mais jovem, Silva, aquele do setor de fusões, pigarreou.

— Isso resolve uma ponta, sim. Mas ainda nos resta a questão mais… incômoda. A Carolina.

O nome caiu na sala como um peso de chumbo. Olívia sentiu os músculos do estômago se contraírem.

Silva continuou, incisivo.

— A ex namorada. A que apareceu grávida e clamando aos céus que o filho era do Ian, tentando prendê-lo antes de tudo isso começar. Com a morte do Benjamin e a desintegração de Nicolau, se ela conseguir provar a paternidade…

— O filho não é dele.

A interrupção veio seca, clara e inesperada. Todos os olhos se viraram para o canto mais silencioso da sala. Lá, sentado com uma postura impecável, estava Vitório. O advogado-chefe das Indústrias Moretti, homem de meia-idade, trajes impecáveis e um olhar que parecia enxergar através de qualquer fachada. Ele era a lei encarnada da família.

Olívia o encarou, a surpresa a deixando sem palavras. Ela sabia que aquele filho não podia ser de Ian. Sabia do procedimento médico que ele fizera meses atrás, uma decisão tomada em meio ao desespero de não querer perpetuar o sobrenome de forma alguma. Mas era uma informação íntima, dolorosa, que ela jamais revelaria naquela mesa.

Vitório manteve o olhar calmo sobre os sócios.

— Não há motivo para preocupação com a Carolina ou com a criança que ela espera. Ela não representa uma ameaça à estrutura acionária ou ao nome de Ian.

— Como pode ter tanta certeza, Vitório? — perguntou Eduardo, levantando uma sobrancelha.

Um sorriso quase imperceptível tocou os lábios do advogado.

— Porque eu lido com fatos, senhores. E os fatos, neste caso, são bastante conclusivos. Deixem esse assunto comigo. Carolina não será um problema.

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