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O bebê do bilionário romance Capítulo 17

— Enquanto isso, vou terminar a parte de cima. Tem um terno cinza que o Sr. Colleri irá usar na reunião de hoje à noite. Ele precisa dele seco e passado, será que você poderia pôr na secadora para mim?

— Claro, Maria. — Segui até a lavanderia. Primeiro, peguei as roupas e os pneus da secadora. OK. Primeira parte feita. Agora terno... Terno... Encontrei um terno cinza embaixo de um plástico protetor, garçom.

Quando tirava o terno do plástico, ele cheirava a homem. Era um odor amadeirado, com canela, uma mistura intensa que pegou bem. Flagrei-me, por um momento de distração, imaginando como ele era. Que bobeira, eu já tinha tido problemas demais por ficar imaginando. E eu estava ali para fazer um serviço.

Depois de ter feito o que me foi pedido, subi para minhas próximas

instruções.

— Ah, Nicole, que bom que te conheceu, eu já estava descendo. Bom, o Sr. Colleri acabou de chegar. Eu pretendia tomar um banho, pois em breve o almoço será servido, será que você poderia levar um café para ele lá no escritório?

— Ah... claro. — Desci direto para a cozinha, que cheirava a frutos do mar. Encontrei uma mulher de meia-idade, uniforme da criadagem da casa, cabelo preso em coque com uma rede de proteção. Ela cozinhava. Ao me avistar, virou-se, deixando o molho fervendo, secou suas mãos no pano apoiado em seus ombros e se aproximou.

— Ah, oi, então você é a nova governanta?

— Sou sim. Nicole. Prazer!

— Prazer! Sou Júlia.

— Bom, eu procuro café para o Sr. Colleri.

— Ah. Claro, ele tem costume de tomar uma xícara de café sempre antes do almoço.

Peguei uma xícara, servi com o café que estava pronto em cima da ilha, e coloquei em uma bandeja.

— Ele toma o café com exatas duas colheres de açúcar e uma de creme.

- Ah sim.

O açúcar está na prateleira de cima do armário, à esquerda.

Abra o armário e pegue o açúcar, preparando as exatas duas colheres. Peguei o pote com creme, preparei devidamente e comecei a caminhar em direção ao seu escritório. Encontrei a porta encostada e a empurrei. Ela soltou um leve ranger quando entrei.

Os pés do Sr. Colleri estavam apoiados em cima da mesa, ao lado do notebook e de uma jarra com água. Ele estava lendo um jornal que cobria o seu rosto.

— Maria, você sabe que não precisa trazer meu café aqui — o homem com a voz mais sexy que eu conheci falei. Fiquei na dúvida se só tolerava o café ou dizia o meu nome.

— É Nicole, Sr. Colleri.

Na mesma hora ele abaixou suas pernas e o diário. Oh, ele era perfeito, não me lembrava de ter visto alguma vez na vida alguém tão lindo. Devia ter, pelo menos, 1,86m de altura. Seus olhos azuis eram e seus cabelos loiros, em um corte baixo. Tinha um cavanhaque muito bem feito, que gritava a palavra “homem”. Seu corpo era forte, ele vestia um terno Armani, possivelmente feito sobre medida e um mocassim preto.

- Oh. Perdoe-me, pensei que fosse a Maria. — Ele deu um sorriso sexy, convidado-se e retirou a bandeja das minhas mãos. — Eu não faço questão de que meu café seja servido aqui, eu mesmo tenho o traje de pegá-lo na cozinha. A Maria que acaba me trazendo aqui.

Eu fiquei sem palavras, apenas o observando apoiando a bandeja na mesa e pegando a xícara para beber o café. Por um momento, passou um flashback na minha cabeça, da noite em que dormiu com Luck. De certa forma, havia algo no Sr. Colle que o lembrava. Ou eu apenas estava meio carente. Ele deu o primeiro gole no seu café e, em seguida, cuspiu tudo e teve uma crise de tosse.

— Oh, meu Deus! Meu Deus! O que há de errado, Sr. Colleri?

Ele não conseguia falar, estava engasgado. Fui até a mesa, peguei a jarra com água e servi no copo vazio que estava ao lado. Entreguei a ele, que bebeu rapidamente. Deu rápidas lufadas de ar e, então, conseguiu falar.

— Nicole, quem diabos preparou esse café? — ele disse com a voz rouca. Seu rosto estava vermelho, olhos marejados.

— E-eu... — minha voz tremeu.

— Esse café estava com sal! — há apenas um leve endurecimento em torno de sua mandíbula enquanto ele range os dentes.

— Sinto muito, eu não sabia, pensei que era açúcar. — Estava tão envergonhada.

Seu rosto era impassível e ele me olhava, parecia furioso. Eu não tinha o que dizer, tinha colocado sal no café dele. Era a primeira vez que o via e, ao compensou de causar uma boa impressão, quase o matei engasgado.

— Você precisa prestar mais atenção quando prepara algo — Ele disse com a voz calma, ainda rouca, porém firme. Sr. Colleri pigarreou. — No entanto, não foi nada grave. — Pigarreou novamente, para limpar sua garganta. — Está tudo bem — disse ele, sua voz baixando uma oitava.

— Sério? — Perguntei, sentindo o calor rastejar em minhas queridas.

Nada disso, Nicole, controle-se.

Abri a porta, onde havia um espelho, para poder guardar a roupa. Quando olhei para o reflexo, avistei outro cômodo que estava com a porta aberta e que eu nem havia reparado. Vi seu corpo nu ensaboado. E se eu achava que Luck tinha o corpo mais lindo do mundo, eu realmente não conhecia nada da vida. O Sr. Colleri estava de costas, sabão descendo pelo seu corpo, água escorrendo pelo traseiro perfeito. Músculos definidos, algumas cicatrizes, o cheiro forte de shampoo inundando o armário. Eu estava hipnotizada. Que homem era aquele? Ele tinha uma tatuagem nas costas, na altura da cintura, que ia a parte da frente, e até que provavelmente levaria ao seu bem... hum... grande e grosso... porque definitivamente não havia como um homem tamanho tão grande ter um pênis pequeno. Eu estava suando frio.

Pela primeira vez em muito tempo, senti um calor incomum se reunindo entre as minhas coxas, friccionei minhas pernas à procura de alívio.

Droga.

Eu estou pisando em gelo fino. Quando ele ameaçou se virar na minha direção, dei um pulo e finalmente despertei do meu transe. Fechei a porta de espelho e corri em direção ao meu quarto.

Senti na cama ainda tremendo, passei as mãos pelo rosto para me acalmar.

O que eu estava fazendo? Não que eu estava pensando? Eu não posso estragar tudo. Não dessa vez. Eu tenho planos e não posso perder meu foco. Depois de conjurar esse mantra, tomei uma ducha rápida e desci.

A mesa, como sempre, estava majestosamente arrumada. Estavam todos sentados: o Sr. Colleri, Maria, Will e Benjamin. Júlia estava em pé, a pouca distância do assento do Sr. Colleri.

— Ah, querida, só esperava você para almoçar — Maria disse calmamente.

— Que gentileza, me desculpe pelo atraso. — Will, Benjamin, Sr. Colleri. Passei por cada um deles, os cumprimentando com um aceno de cabeça, e me senti na outra extremidade da mesa. Júlia nos serviu. Comemos em silêncio. Quando acabamos, cada um se operador para tomar seus postos.

O dia passou correndo. Maria me mostrou o restante das coisas, me ajudando a organizar o que eu ainda não conhecia e me situando sobre a festa que ocorreria no final de semana. Foram contratadas cinquenta pessoas entre garçons, copeiros e cozinheiros. Seria uma festa pequena, para duas pessoas. Pelo que Maria me disse, era um evento anual para arrecadar fundos para uma ONG. Seriam membros da mais alta aristocracia, empresários, pessoas com muito dinheiro. Após ter me conhecido com o evento, subi. Colleri havia saído novamente para algum evento, e eventualmente, não conversamos sobre minha estadia ali. Já era tarde e eu precisava dormir.

Eu levantei mais cedo que o habitual, queria tentar ir à cidade procurar um médico. Quando saí pela porta dos fundos, tive a visão mais esplêndida de um nascer do sol. Era lindo, o céu meio azul, meio alaranjado, tão puro. Respirei fundo e fechei meus olhos, deixando que aquela energia pura irradiasse para dentro de mim. O sol pinicava de forma doce a minha pele.

— É lindo, não é?

Dei um pulo e abri os olhos; olhou para o lado e lá estava ele, Sr. Colleri, com um sorriso lindo, aquele que, provavelmente, arrancava calcinhas por aí.

— Sr. Colleri. Eu não te vi chegando.

— Desculpe, eu não queria te assustar. Eu gosto de correr pela propriedade na parte da visão da manhã, exatamente para ter essa. — Apoiou as mãos no quadril, olhando para o céu.

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