Entrar Via

O bebê do bilionário romance Capítulo 18

Oh, claro, essa visão. Meus olhos desceram para seu peito musculoso, nu. Ele vestia um short de caminhada que prendia na sua cintura, deixando ainda mais gostoso aquela trilha com poucos pelos loiros marcando o caminho indecente para suas partes baixas. Ele devia malhar muito, seu corpo era todo definido e ainda por cima haviam as tatuagens. Algumas gotas de suor desciam pelo seu pescoço, indo para o peito com algumas cicatrizes; sua tatuagem... ah, aquela tatuagem, uma fênix enorme, estava suada. E havia aquele cheiro que irradiava dele.

Meu Deus, eu estava me tornando uma pervertida. Estudei seu corpo até que encontrei seus olhos. Ele soltou um sorriso maroto, porque me pegou olhando. Meu rosto de repente se aqueceu, e tive a certeza de que estava como um tomate.

— Err... Hum... Eu acho que vou dar uma volta.

— Claro. — Sorriu. — Se não se importar, gostaria de conversar com você a sós, ainda hoje.

— Pode deixar. Mas agora, se não se importar, eu pretendia ir à cidade.

— Sim. Há algo que eu possa ajudar? — Ela segurou meu olhar e olhou para mim como se fosse algo único, raro...não sei. A maneira que ele me olhava me deixou um pouco enrusbecida.

— Err... na verdade não, eu agradeço a gentileza, é só uma coisa que eu preciso comprar. — Sorri de lado.

— Se quiser, Ben pode levá-la.

— Está tudo bem. Eu pego um uber.

— Tudo aqui está disponível para você, basta pedir. Mas se quer ir de uber, que seja. — Deu uma piscadela. Uma puta piscadela sexy.

Sorri para ele e caminhei. Não sabia para onde estava indo, mas eu precisava esquecer aquele calor latente que me perseguia toda vez que estava próxima ao Sr. Colleri.

Duas horas depois, eu já havia voltado do médico. Ele me prescrevera as vitaminas e pílulas necessárias e pediu que eu tivesse atenção extra com a minha alimentação, já que eu estava fora do peso para uma gestante.

Guardei os medicamentos na gaveta e me preparei para encontrar o Sr. Colleri.

Caminhei pelo corredor e ouvi as vozes de Will e Benjamin na sala de jogos. Ia passando direto quando ouvi a conversa e acabei parando para prestar atenção.

— Ele nunca mais foi o mesmo — Will afirmou.

— Soube que, depois disso, ele pegou o homem e o manteve em cativeiro.

— Cara, eu estava lá. Foi cruel. — Mesmo eu não estando na sala, podia sentir que ele enrijeceu o maxilar, como se ele fosse dizer algo totalmente hediondo. E então completa —Ethan estava certo, foi apenas retaliação ao que o homem havia feito a ele.

— Ah! Vamos lá, confesse! Houve boatos de que ele arrancou os dedos da mão e depois os jogou aos cães, bem na frente dele.

— Ah, cara, não foi assim.

— Ok, ok — Benjamin disse, entusiasmado. — Então me diga.

— Bom, ele deu cada parte do seu corpo mutilado aos cães.

Eles continuaram a contar os fatos e eu fiquei horrorizada. Eu não sabia quem era esse homem ou porque ele agia com tanta crueldade, mas pela conversa não era primeira vez que o homem matava alguém. Eu nunca havia ficado perto de alguém que foi capaz de tirar a vida se alguém de maneira inclemente. Mas pelo jeito que esses homens diziam, parecia muito normal no meio deles.

Percebi, que eu estava suando frio, tremendo. Será que aquele Ethan estaria no jantar? Ele seria perigoso para mim ou qualquer um nesta casa? Oh, meu Deus. Onde eu havia me enfiado? Fosse quem fosse, eu manteria distância de Ethan.

Levei um tempo para me acalmar, e passei pela porta onde eles estavam, rezando para que não me vissem.

— Nicole! — Benjamin gritou.

— Ah. Oi... Olá, Benjamin... Will... — Cumprimentei-o também.

— Olá, Nicole! — Disseram em coro.

— Err... bom, vocês viram a Maria por aí?

— Ah, ela tirou hoje e amanhã de folga. Já que, depois vocês terão muito trabalho na preparação do jantar. — Ben constatou, antes de se virar e dar uma tacada na sinuca.

— E amanhã é a nossa folga também. Você tomará conta de tudo aqui. — Ele sorriu.

Devolvi educadamente o sorriso.

— Bom, o Sr. Colle está presente?

— Ah, sim. Ele está no escritório.

— Ok. Então, se não se importarem, eu vou descer.

Nós despedimos e eu fui em direção ao escritório do Sr. Colleri. Bati na

porta.

Ri nervosamente.

— Ah sim... Sobre isso, eu realmente preciso do emprego. Se não se

importar, eu prefiro trabalhar. Eu não tenho muita habilidade, mas tenho certeza que posso aprender.

— Eu realmente não vejo necessidade, mas já que insiste, vou garantir que receba o quanto vale o seu trabalho e que Maria também te auxilie no ofício — Ele levou uma xícara de café à boca. Eu nem havia reparado que estava ali. — Está adoçado — disse com senso de humor, deu uma piscadela e sorriu.

Puta que pariu, minhas pernas tremeram.

Colleri era o tipo de homem que iria governar o mundo. Alto, atraente, resistente, poderoso, forte. Perceptivo. Ele me intimidava em geral. Não acovardava, mas me levava a ter pensamentos que eu não deveria e não poderia me permitir ter.

E tudo era culpa do seu Maldito sorriso arrancador de calcinha.

— Estarei em reunião pelo resto da tarde.

— Ah, claro. — Levantei para me retirar. Quando estava na porta, ouvi-o chamar.

— Nicole. — Ele enrijeceu o maxilar. Quando o olhei por cima do ombro.

— É importante que tenha atenção ao guardar as coisas no meu closet. Eu tenho um espelho que costuma ser um pouco traiçoeiro. — afirma com uma voz calma e monótona, porém há um tom de rouquidão devastadora em sua voz.

Oh, não.

O Sr. Colleri deu um sorriso sexy e continuou seus afazeres.

Saí do seu escritório com a bochecha corada e mãos suadas.

Apoiei na parede ao lado e fechei meus olhos. No momento, eu só queria me esconder em um buraco e me deixar consumir pela vergonha, Oh, meu Deus! Ele percebeu que eu o havia olhado?

MAS. QUE. VERGONHA.

E por que ele tinha que ser tão gentil, tão atencioso... tão sexy?

Eu precisava tomar as rédeas da minha vida e me mudar dali o mais rápido possível, antes que eu fizesse ou falasse uma besteira. E desta vez, sóbria.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário