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O bebê do bilionário romance Capítulo 31

Seis meses e duas semanas depois

Eu nunca tive tanto medo que alguma coisa desse errado. Eu tremia e suava frio, tanta coisa podia potencialmente sair dos trilhos aqui, e depois, o que eu faria? Eu realmente não estava preparada, e se ele me odiar? E se depois for embora e me deixar? E se ele me achar fraca?

— Ahh! — gritei. — Eu não vou aguentar. Eu estou morrendo. Suspirei fundo.

Minhas primeiras contrações começaram na parte da tarde do dia anterior, e eu estava certa que eram apenas contrações de Braxton-Hicks. Mas quando senti tanta dor que tive vontade de torcer o pescoço de alguém, acabei indo para maternidade.

— Respire devagar — uma enfermeira disse.

— Eu não consigo. Preciso de uma anestesia.

— Não, não — Alice, que estava do outro lado da sala comendo uma barra de cereal, falou. Você me fez prometer que, por mais que gritasse, chorasse, e implorasse eu ia te convencer a não tomar uma anestesia. — Além do mais, você está quase lá. Ela abaixa a cabeça de um ângulo estranho olhando entre as minhas pernas.

— Dá a porra da anestesia! — Vivian gritou. — Não é a sua mão que ela está quase quebrando.

Elas estavam surtando, mas quem era eu para culpá-las? Assim que as contratações começaram verdadeiramente, 12 horas antes, elas pegaram o voo e conseguiram chegar; nunca fiquei tão feliz em vê-las. Em alguns momentos, elas foram capazes de me acalmar, outras vezes pensei que eu teria que acalmá-las.

— Uhhhhh... ahhhhrr... eu não vou... arrrr!!

— Respiração de cachorrinho. Uff... uff... — Alice fingia a respiração.

— Respire, apenas respire — um coro de voz tentava me acalmar.

Choraminguei, — Eu não vou conseguir, meninas, eu sinto muito, esqueçam o que eu disse.

— Oh, vamos lá! — a médica disse. — Apenas mais uns empurrões e botará esse meninão no mundo. — Sorriu.

A próxima contração foi dolorosa, mas eu sabia que havia chegado a hora. Soltei um grito tão alto que pensei que o quarteirão poderia ter ouvido. Segundos se passaram até que eu finalmente ouvi o seu choro. Eu não tive certeza de como, mas a partir daquele momento, a única coisa que eu sabia é que daria certo, que eu faria funcionar, e que eu me tornaria tudo para ele. O choro era o som mais lindo do mundo. A médica me deu um pequeno e perfeito embrulho nas mãos. Segurei-o firme, com medo que fosse deixá-lo cair. Senti seu cheiro, contei cada dedo. Meu coração se apertou por um momento, minha mãe deveria estar ali, Colle deveria estar comigo. Aquilo me entristeceu verdadeiramente, mas quando olhei para o meu colo, eu percebi que seria forte, que seria capaz. Senti-me orgulhosa de mim, amada, foi o sentimento mais puro que já tive. Eu o amava, e finalmente não precisava ter medo. Uma pequena lágrima caiu e escorreu pelo seu rosto. Minha lágrima era emoção, era amor na sua forma mais pura. Quando olhei para o lado, Vivian e Alice choravam junto, percebi que estavam tão felizes quanto eu. Só que eu notei um lampejo de tristeza no olhar de Vivian.

— Você quer segurar? — disse a ela.

— Eu não sou boa com bebês — ela falou, secando as lágrimas que desciam pelo seu rosto.

— Ele é lindo — elas disseram.

— Como se chamará? — Alice perguntou.

— Nicholas.

Ethan Colleri tunner ( Antes)

Há anos atrás, eu descobri a maneira mais difícil de deixar alguém. Eu fui obrigado a deixar meu irmão e Caroline para trás para sobreviver. Meu irmão, se tornou um desconhecido um dano colateral para o comportamento do meu pai assim como Caroline.

Eu voltei por ela sete anos depois. Mas ela, como cada um de nós, ela não era mais a mesma. Meu pai, teve esse efeito sobre a gente. Arrancando a bondade de nossos corações e substituindo por puro e vil veneno. As vezes me pergunto se eu nunca tivesse ido embora se eles teriam se tornado oque são, se teriam tomado o caminho tortuoso e amargurado que tomaram. Me pergunto se eu mesmo seria um “eu” diferente? Um outro Ethan.

— Você entende porque eu preciso da sua descrição? — Sua voz sai baixa e letal. Nada diferente do que se espera de uma CEO, muito bem sucedida. A mulher de pelo menos cinquenta anos vestida elegantemente na minha frente, pisca os olhos azuis para mim, com seriedade enquanto bebe o seu café.

Colleri, (atualmente)

No momento em que ela passou pela minha porta, há semanas atrás, e disse o seu nome. Algo em mim estremeceu. Era antinatural, devastador, insano. Eu nem me importava com a porra do café salgado que quase me matou. No momento em que eu a vi, eu só me importava com ela. Nenhuma foto em rede social faria justiça a sua beleza. Nenhum perfume no mundo faria jus ao seu cheiro natural adocicado. Nenhuma melodia poderia substituir a nota suave da sua voz. Nenhum tom de azul seria tão quente e bonito como a cor dos seus olhos. Nicole exalava inocência, pureza e elegância. Era o semblante da riqueza e da elegância. Sua pele aveludada e seu cabelo bem cuidado, sua educação e falta de habilidade com qualquer atividade caseira não escondia o fato de que ela era de veras, de uma família rica. Mas ela estremecia brevemente toda vez que eu falava sobre família. Oque sugeria que os problemas que Madeleine falou eram mais profundos do que eu esperava. Sua mãe, me pedia atualizações semanais, mas aos poucos foi vendo que a sua filha não voltaria atrás.

Madeleine tinha uma arrogância inegável e olhos azuis penetrantes que por algum motivo não escondiam o seu sofrimento. E pareceu cansada quando assumiu a realidade.

— Ela não vai voltar. — Ela se aproxima, mantendo seu olhar conectado com o meu o tempo todo. — Por isso eu preciso que faça uma coisa por mim. Pago o dinheiro que precisar.

As minhas sobrancelhas se juntam ao seu pedido estranho. Eu não aceitaria nada dela, mas ouviria oque ela tinha a dizer.

— Nicole tem problemas com a figura materna. — Avisa. — Talvez por você ser mais velho ela te escute. — vejo o brilho escuro em suas pupilas, o lampejo de advertência.

— Sim, — Limpo a garganta, é claro. — Mas até agora ela não fez nada além de limpar a casa.

E salgar meu café – não digo isso, mas o pensamento arranca um sorriso tímido dos meus lábios.

Madeleine parece ler meus pensamentos.

— Sim, e você ainda é homem. — O escárnio em sua voz é espesso e condescendente. — Então me garanta que não tocará na minha filha. Ela já tem problemas demais. E eu não quero ter que pedir para Lucian intervir, se é que me entende. Nicole pode parecer prudente mais ela não passa de uma menina mimada de dezessete anos. Tentei ajudar como pude, mas infelizmente agora ela terá que lidar com as suas próprias escolhas. Agora é tarde de qualquer maneira.

Não há nada de amigável em suas palavras, mas também não há malícia. Ela parece apenas uma mãe preocupada com a sua filha.

E ela definitivamente deveria estar. Porque eu nunca estive tão tentando a ter algo que não posso na minha vida, como estou com Nicole.

Foi só quando eu percebi que ela era boa demais para mim que tomei a decisão que mudaria nós dois para sempre. Eu a deixaria, mas não para sempre. Haveria o momento certo para eu reivindica-la.

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