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O bebê do bilionário romance Capítulo 32

Quatro anos depois

Nicole

— A Security Enterprises está envolvida no escândalo do século. Milhares de dólares desviados e lavagem de dinheiro — a repórter dizia no noticiário.

Olhei, ainda desacreditada, para a mesma notícia que assolava as principais manchetes. O Ethan jamais faria isso. Não era à toa que a culpa estava caindo no principal contador da empresa.

— Sr. Colle! Sr. Colle! — A repórter o abordava enquanto ele saía de um evento em Nova Iorque. Acompanhado.

Meu coração ainda doía, mesmo depois de quase cinco anos sem vê-lo. Ele ainda me afetava. O Colleri, não era uma pessoa que gostava de aparecer em público, portanto, raramente via-se uma imagem dele. Agora, mesmo depois de todos esses anos, eu entendia o motivo, a história da sua juventude ainda me assombrava. Não parecia fazer sentido para as pessoas um CEO milionário, bonito e bem sucedido ter um passado desconhecido para o público. Aparentemente isso também foi motivo de desconfiança e investigação. Colle não estava nada feliz com isso. Eu pude ver seu ombro tensionar quando as câmeras filmaram sua aparência. Ele definitivamente não gostava de aparecer.

Tivemos algumas ligações durante todo esse tempo, ele era sempre atencioso e cavalheiro, mas não houve mais flerte.

Apesar, de eu ter fantasiado com ele por todos esses anos; Ele nunca mais se aproximou de mim, e nunca mais voltou para a sua propriedade. Eu ainda morava no chalé, e havia conseguido me formar como chefe de cozinha. Nunca havia pensado nessa carreira, mas com o tempo, fui descobrindo do que eu realmente gostava. Além de cuidar da propriedade, eu trabalhava duas vezes na semana em um restaurante local. Para não precisar me afastar muito de Nicholas enquanto ele crescia.

— O que o Sr. tem a declarar perante esse escândalo que assola a reputação da empresa?

— Não temos nada a declarar! — a voz enjoada da mulher gritou.

Espera. Eu conheço essa voz. Dei pausa no noticiário e percebi que era ninguém menos que Caroline.

Ele sempre volta para mim“.

A sua voz me assombrou. Senti minhas mãos tremerem. Acho que ela estava certa. Não havia maneira de ele se interessar por mim; para ele, eu fui um flerte e talvez daria um bom sexo, mas quando ele viu que eu vinha com uma bagagem, era mais fácil não arriscar. Doía no meu peito. Doía pra cacete. Mas eu viveria.

Ele seguiu andando impassível e entrou na SUV, sem sequer dar a mão a ela, tampouco a deixou entrar primeiro. De certa forma, aquilo me fez sorrir por dentro. Será que ele transava com ela? Será que ele dormia com alguém? Ele não era nenhum santo, e foram cinco anos, não que eu esperasse que ele se guardasse para mim ou algo assim. Provavelmente não nos veríamos mais. E além do mais, eu mesma tinha seguido em frente. Eu não havia dormido com ninguém depois de Luck. Minha psicóloga chama isso de trauma, eu chamo isso de não querer qualquer um entre as minhas pernas.

Não que não tivesse vontade, mas eu ainda era insegura em relação a isso. E havia descoberto outra maneira de me dar prazer sem ter que me frustrar com os homens. Cheguei a sair com Will uma ou duas vezes, mas não passou de uns amassos no banco do seu carro. Nós nos damos melhor como amigos, ele é como um tio para Nicholas. Não queríamos estragar a relação e resolvemos parar por ali, mesmo que ele estivesse relutante sobre pararmos.

Preferi assim antes que um de nós saísse machucado. Uma batida na porta me fez despertar dos meus pensamentos. Abri e Will estava lá com Nicholas no colo, dormindo. Will também segurava sua mochila escolar. Ele abriu um grande sorriso quando me viu.

— Ah! Obrigada. — Dei espaço o suficiente para que eles entrassem.

— Ele estava agitado, mas acabou dormindo. Posso levá-lo ao quarto?

— Claro, por aqui — disse enquanto o guiava. Ele entrou no quarto e, com cuidado, o colocou na cama. — Muito obrigada pela ajuda, Will, fiquei presa até depois da hora no restaurante — disse enquanto saímos do quarto e descíamos.

— Não há de quê. Você sabe que realmente gosto muito do garoto. É realmente como um filho para mim. — Deu aquele lindo sorriso.

— Tá tudo bem, eu sei que vocês têm um carinho imenso por ele. Ele também gosta muito de vocês. — Ele começou a caminhar para fora, enquanto fiquei parada na varanda, os braços cruzados sobre os peitos.

— Ah, antes que eu me esqueça, a Maria queria saber se poderá levá-lo amanhã para passar o final de semana na casa da irmã.

— Oh, claro, por que não? — perguntei, sorrindo.

— Quem sabe não podemos sair para jantar sem compromisso? — ele perguntou.

— Desculpe, mas acho que vou aproveitar que Nicholas vai com Maria e vou descansar.

Durante o primeiro horário do dia aproveitei para me cuidar. Também, usei meu tempo para organizar os cardápios da semana do restaurante e pedir o reabastecimento de alguns alimentos que precisaria. Mais tarde, passei alguns minutos com Alice no telefone enquanto ela falava do seu novo namorado, Jamie.

As duas da tarde, o sol de 33 graus de verão em Houston, fazia qualquer um querer estar imerso em uma piscina. Eu olhei para os gelos no meu copo de chá verde enquanto decidia se entrava no lago ou não. Nunca entendi porque uma propriedade tão grande não tinha uma piscina, parecia muito mais fácil entrar em uma do que em um lago gigantesco de águas escuras.

O lago era rodeado de árvores, e com pequenas pedras de água doce em seu fundo. Haviam dois decks enormes, um coberto sem abertura para o lago e um aberto que levava diretamente ao lago.

Eu decidi não sofrer mais pelo calor escaldante, indo até o closet pequeno do meu quarto para escolher um biquíni azul marinho. Senti-me ótima, aquelas horas na academia da propriedade me fizeram bem. Eu já não tinha o corpo infantil, minhas curvas mais desenvolvidas atraíam olhares por onde passava, eu não era exatamente gorda, mas evidente tinha uma barriguinha extra onde anos atrás havia uma barriga de grávida. Meus seios eram maiores e firmes, minha cintura agora era modelada, curvilínea. Meu bumbum não era tão grande, mas era redondo e empinado. Meus cabelos estavam na altura das costas, e tinham alguns cachos. O biquíni mal cobria as minhas partes, por cima, uma roupa de banho branca, quase transparente.

Segui o caminho do lago. Parei no deck e deixei minha roupa de praia, ficando apenas de biquíni.

Olhei para a outra extremidade do lago onde estava o deck coberto, e por um momento, um flashback do meu aniversário de dezoito anos passou na minha cabeça.

E os dias que sucederam a ele.

O dia em que Colle me beijou, a maneira em que ele me pressionou na parede em seu escritório. Como ele puxou a minha calcinha com suas mãos habilidosas e os olhos ainda grudados nos meus. Não houve hesitação, ele era um homem que sabia oque fazia e como queria.

Eu nunca mais fui beijada daquela forma, em nenhum dos dois lugares. Senti um rubor surgir em meu rosto.

— Preciso de um banho frio — falei para mim mesma.

Corri no deck e me joguei no lago. Por incrível que pareça a água estava agradável. Diferente de dezembro que o lago se torna um enorme lago congelado. Fiquei lá sozinha, tomando banho e sol por horas, não havia ninguém na propriedade, então eu não teria que me preocupar. Will havia ido levar Nicholas e Maria.

E Ben e Colle não estavam mais lá.

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