Os mergulhos para o fundo do lado resultaram na parte de cima do meu biquíni tão frouxa que foi desprendido do meu corpo e se perdeu no fundo do lado. Mesmo dando vários mergulhos a procura da peça, parecia impossível acha-la naquele profundo e negrume lago de águas castanhas. Fiquei preocupada, porque a roupa que vim por cima do biquíni era de um branco leitoso, transparente que só tinha a função de decorar o look de verão. Eu estava sozinha na propriedade, mas fiquei ociosa, o caminho era longo, e já era pôr-do-sol. Depois de muito nadar à procura da peça, comecei a cogitar a ideia de sair assim mesmo. A viagem até a casa da irmã da Maria levaria umas quatro horas de ida e quatro de volta, e eles com certeza parariam para comer algo. Então não havia a possibilidade de eu sair dali e dar de cara com Will, por exemplo.
Comecei a nadar de volta para o deck. Quando apoiei meus braços para subir, dei de cara com os mocassins mais bem engraxados que eu já vi na vida. Paro na frente dele, meus braços fraquejando um pouco, quase não sustentando meu peso. Inclinando minha cabeça para cima para encontrar seu olhar, vejo pela primeira vez em anos o Senhor Colleri.
Sua cabeça gira para baixo e um músculo em sua mandíbula cerrada estremece, mas ele não desvia o olhar dos meus... oh Deus! Eu abaixo um pouquinho o meu corpo para que meus peitos não fiquem a plena vista. Ethan, Cerra os punhos e se vira saindo do transe.
— Eu sinto muito... — ele gaguejou. Em seguida, pigarreou. — Eu não sabia que tinha costume de tomar banho no lago nua.
Um rubor vermelho sobe pelo o meu pescoço e minhas bochechas pálidas. Eu agarro meus punhos ao redor da madeira do deck, forçando meu corpo para cima até que esteja em pé, em cima da madeira.
— Me desculpe — disse, cobrindo meu seio com as mãos — Eu sinto muito, eu não sabia que viria hoje, não tenho costume de nadar aqui, e não nado nua, apenas não consegui achar a parte de cima do meu biquíni.
Ele começou a tirar o blazer e girou o braço com a peça na mão, ainda sem virar para mim. Eu o peguei e vesti. Seu cheiro... Porra, um pedaço do céu na terra. Não havia mudado nada. Tive vontade de segurar o blazer em mim e não devolver jamais. Segurei a parte da frente do modelo, pois, apesar de ir até as minhas coxas, por causa do corte do modelo, continuava a deixar meus seios expostos. Passei por ele e, então, parei na sua frente.
— Espere aqui, eu mesmo vou pegar o carro e te levar de volta para o chalé — ele disse, ainda sem olhar para mim. Sua voz suave oscila ligeiramente.
— Olá, Sr. Colle — eu disse com suavidade.
— Ethan — ele me corrigiu.
— Eu sinto muito por essa cena. Pensei que não havia ninguém... E bem...
eu perdi...
— O biquíni. — Os músculos da bochecha dele se contraem quando seus olhos
Fazem algo que não haviam feito antes – suavizam. — Ele olha minha forma pequena tremendo de frio, oi seja lá oque for, enquanto agarro seu blazer como se fosse a coisa mais importante da minha vida. — Tá tudo bem, eu apenas vou te levar de volta. Você vai acabar se resfriando. — Ele se virou e caminhou para longe de mim e voltou segundos depois, dirigindo um carro luxuoso.
Ethan abriu a porta do passageiro por dentro e eu entrei. Senti-me um pouco estranha ali. Eu estava molhando seu banco caríssimo, e ele nem hesitou quando eu entrei. havia anos que eu não o via, e quando o vejo, estou praticamente nua. Era uma vergonha. Eu acho que atraía esse tipo de coisa quando estava perto dele.
— Tem se acomodado bem no chalé? — perguntou.
— Oh, sim...bem...eu tenho vivido bem lá. — respondo, sua voz quase inaudível.
— Maria me contou que conseguiu se formar no ano passado.
— Eu não quero precisar punir alguém que encostou em você sem que você permitisse.
A ameaça clara em sua voz, me trás arrepios, e então me lembro que nessas horas não é com Colleri que eu estou lidando, e sim com Ethan.
— Claro, não vai acontecer de novo. —Ele levanta uma sobrancelha loira escura para mim como se estivesse esperando por algo.— Mais uma vez peço desculpas. Eu posso levar o seu blazer assim que tomar uma banho.
— Não se incomode. Ele vestiu melhor em você, mesmo. — Seus olhos viajam descaradamente pelo meu corpo e, parando bem no topo das minhas coxas. Eu deveria me sentir envergonhada por isso, justamente porque meu corpo não era mais aquela adolescente de dezessete anos. Meu corpo era de uma mulher com alguns quilinhos a mais e uma barriga que carregou um bebê por nove meses.
Mas o seu olhar não tinha nada com aversão e curiosidade, oque me fez pensar se eu não estava imaginando a maneira que ele me olhava. Porque Ethan estava literalmente me Fodendo com os olhos sem nenhuma vergonha ou pudor.
*
Quando entrei em casa, a primeira coisa que eu fiz foi me apoiar na parede ao lado da porta. Minhas pernas pareciam feitas de gelatina, eu ainda estava tremendo e cheirando a Ethan.
Porque ele voltou sem ao menos avisar? E de tantos dias porque tinha que ser hoje o dia que perdi o biquíni? É certo que ele me olhou, e eu realmente gostei quando o peguei me encarando, havia luxúria em seus olhos. Jesus amado, Eu queria aquele homem. Agora mesmo imagens obscenas de ele me puxando para cima dele no banco do seu carro, colocando a parte de baixo do meu biquíni para o lado e me penetrando com seu pau grande, chupando meus peitos e me deixando cavalgar nele me deixava quente entre as pernas.
Eu precisava de um banho frio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário
Está faltando capítulos autora...
Cadê o resto dos capítulos?...