Will e eu fomos caminhando lentamente até o meu chalé, conversando sobre outros assuntos. Algumas vezes tive que fugir das suas tentativas de flerte. Talvez por Colleri novamente estar aqui, Will achava que colle poderia ser uma ameaça, um empecilho entre eu e ele. E Will, definitivamente não fez nenhuma questão de ocultar seu desejo de ficar comigo por todo esse tempo.
Diferente de mim. Eu jamais teria um relacionamento com Will. Não que ele não fosse um bom homem. Muito pelo contrário. Nós já havíamos nos beijado e até acariciado por mais de uma vez, mas lá estava, não havia fogo, arrebatamento, química. E eu necessitava disso, desse fogo, dessa paixão.
— Então, vou ficando por aqui.
Ele se aproximou de forma gentil.
— Para mim, você continua linda. Com filho ou sem filho, você é a mulher mais linda e sexy que eu já vi. — Sua boca se curva em um meio sorriso.
— Muito obrigada, Will. — Eu me senti imediatamente desconfortável, como se eu estivesse lhe ferindo ou algo assim. — Porque eu definitivamente não queria nada com ele.
— Apenas aceite jantar comigo amanhã. — Ele completa e da mais um passo em minha direção.
— Eu... eu sinto muito... — Ele encontra meu olhar, lábios pressionados em uma linha tensa e infeliz. Mas eu prossigo. — Não estou preparada para um relacionamento.
Ele fechou o rosto, não parecendo irritado, apenas frustrado.
Segundos depois, o carro enorme de colleri parou na frente do chalé, tirando totalmente nossa atenção. Conforme ele se aproximava, eu endireito meus ombros e tento esconder o arrepio que sobe pela minha espinha. Ele parou entre eu e Will.
— Eu tentei te seguir, — Ela se vira para olhar para mim. A voz dele com raiva, rouca e tão sexy. — Mas primeiro tive que resolver algumas coisas com Caroline. Eu sinto muito pela falta de respeito dela. Acho que, afinal, ela não vai superar.... — Ele suspira fundo. — nunca vai superar nada que algum dia possa acontecer entre eu e...
Colleri deve ter lido algo na minha expressão, porque e olha para trás de si, encarando Will.
Ele nem disfarçou, e noto o conjunto tenso de sua mandíbula e a maneira como seus punhos cerram ao seu lado.
— Will, agora eu estou com ela, pode ir.
— Cara, não me leve a mal — ele disse. — Mas ela saiu de lá sozinha.
— Tinha assuntos não terminados com Caroline — ele disse irritado — Eu queria sair, mas ela precisava entender definitivamente, que Nicole faz parte dessa casa como qualquer um. Ela merece respeito e será respeitada.
— É, realmente você deveria controlar a sua namorada louca — Will Afirmou, além de ignorância, ironia soava em cada tom.
— Desculpe? — Não havia gentileza, a sua testa franze e os ombros sobem como se ele estivesse pronta para uma luta. — Caroline não é doida e não é minha namorada — ele disse. — Nós não temos nada, e eu sempre fiz questão de que TODOS nessa casa soubessem disso, inclusive você. — Quando disse isso, olhou para mim, como se quisesse que eu soubesse. E para Will como se ele fosse um inseto irritante em sua bota.
— Não importa, apenas não deixe que desrespeite a Nicole. — A voz de Will sai baixa e letal.
— Você acha que eu não sei? — Colle disse entredentes.
Will caminhou para próximo dele, como se fosse iniciar uma maldita briga. Colleri não hesitou quando olhou em seus olhos marrons.
— Fico feliz que tenha sido o único. — Ele segura meu olhar, um lampejo de remorso que eu não compreendi em seus olhos.
— Na verdade, uma das coisas que me incentivaram a me tornar chefe de cozinha, foi ter salgado o seu café. — Dou de ombros, um sorriso curvando sobre meus próprios lábios — Tenho pretensão de abrir meu próprio restaurante. Não agora, vou esperar mais uns anos.. pretendo me dedicar bastante a Nicholas nessa fase.
— Uau! Estou tão orgulhoso de você Nicole! — Diz com sinceridade. — Não que eu algum dia tivesse pensado o contrário de você. Mas hoje você parece tão madura, e certa do que quer. Com a maternidade então... Aposto que é maravilhosa. A maneira que você fala do seu filho é linda. Tenho certeza que ele tem sorte de ter você.
Enquanto eu o estudava, seus lábios se curvaram em um sorriso, suavizando suas feições duras.
Meu coração batia forte contra minhas costelas. Não sei porque ter a aprovação de Colleri parecia tão importante. Mas vê-lo falando de mim, me fazia querer entregar o melhor a ele.
— Eu sinto muito pelo comportamento de Caroline, eu pensei que, depois de cinco anos, com a terapia e tudo mais, ela teria melhorado. — Seu maxilar cerrou e depois relaxou — Tento explicar a ela, que não haverá nada entre nós. Mas é difícil quando ela só tem a mim. — Seu tom é indiferente e frio. — É ainda pior quando Caroline tem problemas sérios de socialização e não aceita facilmente “NÃOS” e também não ser o centro das atenções na vida das pessoas. Estávamos trabalhando nessa distância necessária para ela aprender a conviver sozinha, mas ela simplesmente não consegue.
Ele fica em silêncio e então ouço seus passos, e ele vai ao meu lado no balcão de mármore, sua voz estranhamente contida quando ele assume.
— Ela não é minha responsabilidade. Mas não posso abandona-la sozinha. Não ainda. — Um sorriso desgostoso ultrapassou sua careta.
Raiva e culpa irradiam de meu corpo, eu não queria ser egoísta, não depois de saber tudo oque Caroline passou. Mas isso era realmente desculpa para ela saber uma grande vadia comigo toda vez que me visse?
— Olha, não vou dizer que o comportamento dela não é irritante, porque é. Mas eu tenho mais coisas para lidar no momento. O que eu não quero é atrapalhar vocês aqui. Você sabe, já faz cinco anos, e eu já posso me manter fora daqui, mesmo que eu ame esse lugar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário
Está faltando capítulos autora...
Cadê o resto dos capítulos?...