Entrar Via

O bebê do bilionário romance Capítulo 42

— Não, Colle, não é nada. Apenas pensei que, depois do que fiz, você

poderia ficar.

— Ficar? — ele repetiu. — E quem disse que eu estava indo embora? Eu realmente não sei o que você acha de mim, Nicole, mas eu não sou esse tipo de homem. É porque eu vesti a roupa? Se você me acha melhor sem, eu posso tirar.

Olhei para ele, que me encarava com um sorriso brincalhão.

— Olha, me desculpe de novo — falei, soltando uma respiração profunda. — Eu só não sei o que acontece comigo, eu me sinto tão insegura. E tudo o que aconteceu comigo antes, foi terrível. Prefiro não ter que passar por algo assim de novo.

Ele se virou para mim e acariciou meu rosto gentilmente.

— Não precisa se desculpar, apenas me deixe fazer você acreditar, isso aqui não é um conto de fadas — Beijou-me. — Muito menos isso. — Beijou-me de novo. — Eu entendo que tudo o que viveu antes te deixou quebrada, mas esqueça, eu estou aqui.

Sim, ele estava juntando cada parte estilhaçada do meu coração.

— Você vai voltar para sua casa?

— Casa? — ele perguntou.

— Sim. Foi muito ruim quando você voltou para Nova Iorque. — Baixe a visão

Ele está usando meu queixo com a mão. Eu estava me decepcionando novamente.

— Não — ele disse. — Casa, lar, família é onde o coração está, e o meu está aqui. — Apoiou a mão no meu peito, na direção do coração. — Eu sinto muito por ter ido embora, mas foi preciso. Deus, como eu senti a sua falta! Durante esses cinco anos, pensei em você todos os dias. Quis te ligar, explicar. Eu queria ter ficado mesmo sabendo que você estava grávida. A minha vontade era de encontrar o filho da puta que te despedaçou e fazê-lo pagar. Você despertou em mim sentimentos que eu não sabia se tinha mais. — Sua mandíbula resiste novamente enquanto me observa, então balança a cabeça. — Eu fui te ver quando você teve o Nicholas.

O quê? Fiquei surpresa.

— Você estava dormindo tão serena. E tão linda. — Olhou-me com direitos. — Eu queria ter estado com você. Poder te suportou, Nicholas no colo. Mas você não era minha. Eu não podia simplesmente pôr uma bandeira em cima de você. Por outro lado, a culpa foi minha por ter te tratado daquela forma quando me contorno. Eu não sabia como me aproximar de você novamente. Quando tive problemas na empresa, senti que já era hora de voltar para casa, voltar para você, que é onde o meu coração pertence.

Passei mais dois dias ao lado de Colleri. Durante esse tempo, eu o peguei me encarando um número incontável de vezes. Incontável porque eu só sei que ele está olhando para mim porque eu estou olhando para ele também. E algumas vezes, quando ele estava lá com aqueles olhos grandes me encarando com tanta conexão e carinho tenho que abaixar a minha cabeça para esconder o vermelho que rasteja por minhas deixadas.

Ele era o tempo todo carinhoso com Nicholas, quase um pai. Quem não sabia da nossa história poderia até pensar que Nicholas era dele; a aparência deles muitas vezes me confundia, eles tinham o mesmo sorriso e brilho no olhar. Era estranho até de olhar.

— Eu posso ir te buscar, amor? — ele disse, acariciando meus lábios com o dedo. Fechei meus olhos quando senti o seu toque.

— Eudoraria. — Sorri, minha voz melosa.

— Que horas você sai?

— Às cinco. Hoje vou só cobrir uma amiga, nem mesmo ficarei na cozinha.

— Estarei aqui — ele disse e me beijou docemente nos lábios. Colle interrompeu o beijo e, quando abriu meus olhos, observei o seu olhar, antes apaixonado, se tornar escuro. Ele olhou para algo atrás de mim do lado de fora do carro. Quando me virei do banco do passageiro para olhar, Will estava me esperando na frente do restaurante.

— Tá tudo bem — disse a ele. — Eu preciso mesmo falar com ele. — Sorri.

Observei Colle relutante, seus olhos brilhando de raiva, uma expressão irritada no rosto.

- OK. — Acabou cedendo. — Qualquer coisa me ligue, e antes que eu pudesse estar aqui.

Saí do carro e caminhei até Will, que não havia percebido minha presença.

— Olá, chefe — ele disse sorrindo.

— Olá — cumprimentei-o normalmente.

Entramos no restaurante e eu passei para o lado de dentro do balcão.

— Você estava com Ben?

— Sim — ele falou.

— Que horas você saiu?

— Saímos às cinco da tarde e chegamos pouco depois das dez — ele respondeu de forma passiva, porém, dava para perceber o tom de recebimento na sua voz.

— Engraçado — disse a ele. - Colle afirmou estar com Ben durante o dia todo. Mas quer saber, acho melhor ligar para ele para confirmar, eu odiaria que ele estivesse mentindo para mim — disse com sarcasmo.

Naquele momento, olhei fixamente em seus olhos, enquanto colocava a mão por dentro do bolso do meu uniforme para pegar o celular.

Ele apoiou a mão no meu braço, como se quisesse impedir que eu o pegasse. Não foi um movimento brusco, mas fiquei surpresa.

Olhei com estranheza para ele. Não seria bom.

— Eu apenas fiquei em casa — afirmou ele, enquanto eu guardava o celular novamente no bolso.

— Em casa?

— Sim.

— Sozinho?

Ele se calou. E para minha surpresa, uma expressão de remorso cruza seu rosto.

Oh, meu Deus.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário