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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 102

POV/ ADRIAN

Fiquei estático, os braços pendendo ao lado do corpo, os dedos sujos de sangue. O mundo parecia girar em câmera lenta em torno daquela mancha vermelha que se expandia nas fibras do tapete. Eu odiava aquela mulher com cada célula do meu corpo, mas ela era o sangue do sangue das minhas filhas. Eu sabia o que a morte de uma mãe mesmo uma mãe ausente faria com a psique da Ângela e da Geovana. Elas estavam apenas começando a florescer; isso as destruiria.

Mas eu amava a Clara. Eu a amava com uma força que me sufocava, uma obsessão branca e pura que me fazia querer queimar cada obstáculo para mantê-la ao meu lado.

Enquanto observava Sara tossir mais sangue, minha mente foi violentamente arrastada para doze anos atrás. O cheiro metálico do sangue agiu como um gatilho para o meu próprio inferno pessoal.

Aos 19 anos, recém-saído do exército, eu era um herdeiro com a conta bancária com alguns milhões e a alma cheia de crateras. Fugi da proteção sufocante da tia Aurora, trazendo Adelaide comigo como um escudo contra a solidão. Eu tinha sede de perigo, fome de algo que o dinheiro legítimo não podia comprar.

Foi quando conheci a Sarah. Ela não era apenas uma mulher; ela era o próprio pecado encarnado em curvas loiras. Uma das rainhas da noite de Porto Alegre, uma mulher que conhecia as profundezas dos desejos humanos. Foi ela quem pegou minha mão trêmula e me apresentou ao BDSM, à dor que liberta, ao prazer que escraviza. Eu me apaixonei como um imbecil completo. Foram dois anos de um relacionamento que não era amor; era um vício químico, regado a adrenalina e poder. Ela me ensinou que o verdadeiro trono de um homem não é feito de ouro, mas de segredos.

Aos 21, recém-formado veio o choque gravidez de gêmeas. Casei-me por um senso de honra distorcido, transformei esta mansão em um castelo blindado. Trabalhei como louco inventei plataformas, aplicativos fundei a Tech Global em cima da empresa antiga que tinha.

Mas Sarah... ela não nasceu para ser rainha de um lar. Ela odiava as correntes da rotina. Ela amava o Adrian inconsequente, o amante das sombras, não o pai que acordava de madrugada. Quando ela partiu, ela levou minha capacidade de acreditar na luz.

Tentei encontrar paz e consolo no controle, na obsessão e no prazer do BDSM mais de 800 mulheres dominadas e mais de 500 corpos suados ao meu.

Até a Clara entrar por aquela porta. Eu aos 31 anos, no ápice do meu poder como Imperador, eu finalmente tinha descoberto o que era amar alguém pelo que a pessoa é, não pelo que ela pode me oferecer no escuro. Uma menina que a vida tentou quebrar de todas as formas, mas que mantinha uma alma solar que me aquecia.

E agora, o destino jogava seu dado final. O meu passado, podre e moribundo, estava sangrando na minha sala de estar. O meu futuro, doce e frágil, estava fugindo pelo jardim, acreditando que eu era apenas mais um mentiroso. Eu estava preso. Pela primeira vez na vida, o Imperador, o homem que comanda exércitos e decide quem vive e quem morre, não tinha poder nenhum sobre o próprio destino. Eu estava no meio de uma guerra onde, não importa o lado que eu escolhesse, eu sairia perdendo.

O sangue no tapete era um lembrete cruel e indelével: o passado nunca morre, ele apenas espera o momento de maior felicidade para voltar e cobrar o seu preço.

CAP. 102 - O mais rico porém o mais miséravel 1

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