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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 116

POV/ ADRIAN

Mas não ouvi o barulho de passos indo embora. Em vez disso, senti o calor. Uma mão pequena e trêmula tocou meu ombro, e eu congelei. Quando me virei, o impacto foi maior do que qualquer bala. Clara não tinha ido embora. Ela estava ali, com o rosto banhado em lágrimas, mas com uma determinação que me paralisou.

Antes que eu pudesse formular uma desculpa ou implorar pelo seu perdão, ela avançou. Clara selou meus lábios com um beijo que explodiu como uma granada entre nós.

Meu Deus, aquele beijo... entrou na lista das coisas favoritas da minha vida. Top 1, com certeza absoluta.

Não foi um beijo suave; foi brutal, faminto, um choque de dentes e línguas que buscavam desesperadamente o que tínhamos perdido em semanas de silêncio. Minha mão mergulhou com força no cabelo vermelho dela, puxando sua cabeça para trás enquanto eu aprofundava o contato, enfiando minha língua na sua boca com uma urgência que beirava a insanidade. Ela não recuou. Clara cravou as unhas nos meus ombros e mordeu meu lábio inferior com tanta força que senti o gosto metálico do meu próprio sangue se misturar ao sabor dela.

Eu a apertei contra o meu corpo, sentindo cada curva contra o meu terno. Aquele cheiro de baunilha, agora misturado ao sol da Bahia e de Goiás, invadiu meus sentidos, me entorpecendo. Minhas mãos, possessivas por natureza, apertaram sua cintura, trazendo-a para o encaixe perfeito do meu corpo que já reagia violentamente à presença dela. Eu estava duro, pulsando, sentindo que ia explodir se não a tivesse agora.

Pela primeira vez em trinta e um anos, tive a certeza: eu estava apaixonado. Não era como o vício químico que tive pela Sarah. Não era a luxúria das centenas de mulheres que passaram pelo meu clube. Era amor. Amar a Clara pelo que ela era: pela sua alma solar, pela sua resiliência, por não ter nada a me oferecer além do seu coração. O simples fato dela respirar perto de mim já me tornava o homem mais grato do mundo.

O beijo se tornou uma dança caótica pelo quarto, tropeçamos nos móveis até alcançarmos a cama. Eu não era mais o controlador. O Imperador tinha entregado a coroa. Pela primeira vez, eu estava sendo dominado, arrastado pela correnteza que era o desejo dela.

Ela me jogou naquela cama com uma força que me surpreendeu. Senti o peso do corpo da Clara montando sobre o meu como se fosse a única coisa que me prendesse à terra. O "Imperador" tinha ficado lá fora, na poeira daquela obra; o que sobrou foi apenas o Adrian — um homem que, pela primeira vez, não queria o controle. Eu queria ser dela.

Tentei balbuciar algo, um pedido de desculpas que estava entalado na minha garganta, mas ela colocou o dedo sobre a minha boca, calando-me.

— Cala a boca, Adrian — ela sussurrou, e eu obedeci como um súbdito fiel. Eu faria qualquer coisa que ela mandasse.

Com movimentos ágeis, ela arrancou minha gravata e abriu o blazer do meu terno. Eu suspendi o corpo para que ela retirasse as peças, sem nunca desviar meus olhos dos dela. O mundo lá fora podia estar em chamas, mas aqui dentro, sob o olhar de Clara, eu estava finalmente em casa.

Lentamente, como se estivesse executando um ritual sagrado, ela saiu de cima de mim e ficou de pé ao lado da cama. Levou as mãos às alças do vestido dourado. Meus olhos não piscavam; eu acompanhei cada movimento enquanto o tecido escorregava pela pele dela, revelando os ombros delicados, descendo pelas curvas do quadril até cair no chão em um amontoado de seda.

Por baixo, ela usava um conjunto de renda vermelha que pareceu incendiar minha visão. Ela era a imagem mais linda e perigosa que eu já tive o privilégio de admirar. O contraste do vermelho com a pele dourada pelo sol da Bahia era a coisa mais bela que já vi. E então, eu as notei: as marquinhas do biquíni. Perfeitas, nítidas, delimitando o território do qual eu sentia saudades há semanas. Clara estava arrepiada, os pequenos pontos na pele denunciando que ela sentia o mesmo fogo que me consumia.

Me levantei na cama e puxei-a para mais perto, enterrando meu rosto no vão entre seu ombro e o pescoço. Aspirei o cheiro de baunilha e sol, beijando a pele macia logo abaixo da orelha. Senti-a estremecer e soltar um suspiro que soou como um hino para mim.

— A calça também. Agora — ela continuou, os olhos amendoados brilhando com um poder que eu mesmo a ensinei a ter.

Eu me levantei rapidamente, chutando os sapatos e me livrando da calça com uma urgência que beirava o desespero. Fiquei diante dela apenas de cueca box preta, sentindo o tecido esticado ao limite pelo meu desejo que pulsava, dolorido e faminto.

— Deite-se na cama — ela mandou, apontando para o lençol branco.

Eu obedeci. Deitei-me de costas, sentindo cada músculo do meu corpo retesado. Clara subiu na cama com a graça de uma felina. Ela estava apenas de calcinha, a renda contrastando com a pele dourada de sol e os seios fartos balançando levemente. Ela engatinhou sobre mim e, quando suas mãos pequenas tocaram o elástico da minha cueca e a puxaram para baixo, eu senti meu mundo girar.

No momento em que me vi completamente despido diante dela, a vergonha que eu nunca senti no clube me atingiu, misturada a um tesão avassalador. Eu estava úmido, o líquido pré-ejaculatório já marcando a minha pele, denunciando o quanto a espera tinha me destruído por dentro.

— Clara... — o nome dela escapou da minha boca num gemido baixo, rouco, carregado de uma luxúria que eu não conseguia mais conter.

Ela se posicionou de frente, me olhando enquanto segurava meu membro com as duas mãos. Eu perdi o fôlego. A visão era uma obra de arte: o arco das costas dela e o quadril largo, onde a calcinha vermelha se perdia entre as curvas, formando um coração perfeito com a silhueta da sua bunda enquanto ela se inclinava. Era a visão mais pecaminosa e linda que eu já tinha testemunhado.

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