POV/ CLARA
E a única forma de descobrir era através do toque.
Naquele momento, algo dentro de mim virou uma chave. Amedrontada? Não mais. Se ele me amava, ele era meu. Eu não seria a babá submissa, nem a vítima dos seus segredos. Eu tomei o controle. Avancei e o beijei. Foi intenso, foi visceral, foi um "puta que pariu" que ecoou na minha alma. Aquele beijo entrou direto para o topo da lista de coisas favoritas de Clara Menezes.
Aquelas mãos possessivas, que antes me assustavam, agora me exploravam com uma urgência que eu retribuía com a mesma fome. Eu precisava de mais. Quando o empurrei para a cama e mandei que calasse a boca, senti uma vertigem de poder ao ver o homem mais poderoso que já conheci me obedecer sem questionar. Retirar a "armadura" dele aquele terno caro que simbolizava o Imperador e sua frieza foi o meu gatilho final. Sob o tecido, não havia títulos, não havia sombras. Só havia o Adrian. E ele era, finalmente, meu.
Quando minhas mãos tocaram sua pele quente, o medo da minha virgindade começou a ser substituído por uma confiança absurda. Eu era virgem, sim, mas não me sentia frágil. Adrian me tratava como se eu fosse feita da porcelana manuseando com firmeza mas delicadeza ao mesmo tempo.
E eu queria. Eu queria tudo.
Adrian era imenso. Sua presença física parecia preencher cada centímetro cúbico daquele quarto, e a visão do seu corpo rígido, esculpido e marcado pelo tesão mais puro, me fazia tremer de um jeito que eu nunca havia experimentado. Eu olhava para ele e sentia um frio cortante na barriga, uma incerteza paralisante de que meu corpo e meu buraco tão pequeno, tão marcado por inseguranças e traumas, que não sabia se daria conta de recebê-lo por inteiro.
Mas ele percebeu minha hesitação. Adrian não me tomou; ele me venerou. Ele me tratava com uma adoração que eu nunca imaginei receber de homem algum. Seus lábios buscavam cada milímetro da minha pele, descendo em brasa pelo meu pescoço, sugando meus seios com uma fome devota que me fazia arquear as costas contra o colchão, até chegar aonde ninguém jamais ousara sequer olhar. Ele beijou minhas cicatrizes, as marcas que eu odiava e escondia, com uma ternura tão profunda. Naquele momento, ele não estava apenas me possuindo; ele estava me reconstruindo, peça por peça.
Quando ele começou a passar a língua, cada poro do meu corpo se arrepiou em choque. E quando inseriu o primeiro dedo, eu beirei a loucura. Eu queria mais. Queria que ele entrasse em mim, que me preenchesse. Senti a ardência imediata com o toque dos seus dedos, uma queimação que logo deu lugar a uma pulsação maravilhosa. Ele continua pressionando e friccionando.
O toque dele, que antes me assustava, agora era o meu único porto seguro. Ele me tomou com uma urgência que me tirou o fôlego, mas ao mesmo tempo foi a experiência mais romântica que já vivi. Como ele podia ser tão bruto na forma de segurar meu quadril, marcando minha pele com os dedos, e tão doce na forma de me beijar e me possuir?
Quando tudo terminou, ele me limpou com uma delicadeza religiosa. Ver aquele homem, que comanda milhares com um olhar, cuidando dos vestígios de sangue da minha virgindade com tanto esmero, me destruiu e me aqueceu por dentro ao mesmo tempo. Eu queria gritar que tinha sido maravilhoso, que eu o queria de novo e de novo, mas as palavras ficaram presas na minha garganta, sufocadas pela intensidade do que acabara de acontecer.
A única coisa que consegui sussurrar foi se tinha sido bom para ele. Adrian sorriu, uma expressão de felicidade pura, e respondeu que sim e que faríamos aquilo mais seis vezes até o sol nascer.
Ele me puxou para seus braços, transformando seu corpo no lugar mais confortável do mundo. Beijou o topo da minha cabeça enquanto eu me aninhava em seu peito largo. Eu ouvia as batidas do seu coração rápidas, fortes, vivas e me senti, pela primeira vez na vida, verdadeiramente protegida. Eu não disse que o amava. O medo ainda guardava essa porta. Mas ele... ele me disse várias e várias vezes que me amava, selando aquela noite com a promessa de um amanhã que eu ainda tinha medo de abraçar.

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