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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 146

POV/ ADRIAN

Olhei para o pulso dela. Estava tão fraco, que nem conseguia sentir. Estava muito nervo eu tremia mais do que o corpo frio dela dava espamos. O monitor no meu ouvido captou a voz trêmula de um dos médicos da minha equipe, que acompanhava tudo pelo áudio:

— Adrian, escuta... o reflexo de imersão é violento. Quando o cérebro fica sem oxigênio por tanto tempo, o sistema nervoso entra em colapso total para tentar proteger as funções vitais. Se o coração parou, o cérebro começa a "desligar" as luzes, uma por uma. Ela pode ter entrado em morte clínica.

As palavras dele foram como uma sentença de morte. Eu olhei para ela e, por um momento, o mundo ficou em silêncio absoluto. Não havia o som da respiração dela. Não havia o movimento do peito. A Clara tinha partido. O brilho daqueles olhos verdes tinha se apagado no escuro daquela água maldita.

— Não... — sussurrei, as lágrimas caindo sobre o rosto dela, lavando o sangue seco da sua bochecha.

Eu não ia deixá-la partir. Se ela era um anjo, eu era o monstro que a manteria presa à terra pela força. Selei meus lábios nos dela, soprando meu próprio ar para dentro de seus pulmões. Eu sempre disse que ela era o meu oxigênio, mas agora, eu era o dela. Eu estava empurrando minha vida para dentro do corpo dela, tentando preencher o vazio que a água havia deixado.

Tampei o nariz dela e soprei novamente, com o peito ardendo, entregando cada molécula de oxigênio que eu ainda possuía. Eu a arrastaria de volta para o meu mundo, nem que tivesse que barganhar com o próprio destino e oferecer minha alma em troca da permanência dela aqui.

— ACORDA, CLARA! — gritei contra os lábios dela, antes de soprar meu fôlego mais uma vez, como se pudesse forçar o coração dela a bater no ritmo do meu.

— Me desculpa... por favor, me desculpa... me desculpa... — A minha voz não era mais minha. Era um som quebrado, um resto de humanidade que escapava pela minha garganta inflamada de tanto gritar.

Eu não conseguia parar de tremer. Segurei a mão dela aquela mão que sempre foi firme, agora fria e a pressionei contra a minha testa, fechando os olhos com força, como se pudesse transferir minha própria vida para dentro dela por osmose. Eu abracei e sacudi o corpo dela de leve, um movimento desesperado de quem tenta acordar alguém de um pesadelo.

— Clara, volta... pelo amor de Deus, volta para mim! — Eu gemia as palavras, a voz sumindo no choro. Comecei a esfregar os braços dela com força, tentando gerar calor, tentando lutar contra a frieza cadavérica que a água tinha deixado em sua pele. — Esquenta, meu amor... por favor, esquenta...

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