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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 147

POV/ ADRIAN

De repente, a parede lateral do galpão explodiu.

O estrondo foi ensurdecedor. Vidros voaram, concreto virou poeira e o ar foi preenchido por fumaça e gritos. O som de centenas de tiros começou a ecoar a equipe do Mathew e a polícia tinham chegado. Era o inferno na terra. Homens caíam, luzes táticas cortavam a fumaça, mas eu era uma estátua de dor sobre a Clara protegendo a cabeça dela e o corpo dela.

Azazel tentou correr para o túnel, mas eu o vi pelo canto do olho e vi meus guardas correndo atrás dele.

— Clara... — Minha voz sumiu. Encostei meus lábios nos dela uma última vez, as lágrimas se misturando ao sangue. — Por favor... não me deixa aqui sozinho.

E então, no meio do cheiro de pólvora e da poeira da explosão, senti um pequeno espasmo. Um movimento quase invisível no peito dela.

O galpão era um inferno de luzes táticas, fumaça de pólvora e gritos. Mathew surgiu do meio do caos, segurando meu braço são com uma força desesperada.

— Adrian! Temos que sair! Tem uma carga de explosivos no subsolo, Azazel armou o lugar para ruir! — O grito dele mal atravessava o som dos tiros.

— PEGUEM ELA! — eu berrei, apontando para o corpo da Clara no chão.

Um dos meus homens avançou e a ergueu nos braços, jogando o corpo dela sobre o ombro. Começamos a correr em direção à saída lateral. Cada passo era uma agonia; meu ombro baleado latejava num ritmo doentio, e o sangue quente escorria pelas minhas costas, mas eu não parava. Eu via a luz do dia que já havia chegado a menos de um metro de distância. A liberdade estava ali.

De repente, o chão tremeu.

A primeira explosão veio do fundo, um rugido que fez as paredes de concreto soltarem lascas como se fossem de papel e um sopro de vento com entulhos na nossa direção. O impacto jogou todo mundo para frente. O homem que carregava a Clara tropeçou nos escombros e caiu violentamente. Clara rolou pelo chão sujo, parando a poucos metros de uma viga que rangia perigosamente.

Eu já estava quase na porta. O ar puro da manhã tocava meu rosto. Mas eu parei.

— Você vai ficar bem... você vai ficar bem... — minha voz era um sussurro rouco, quase inaudível. Eu falava para ela, mas precisava convencer a mim mesmo. Se eu acreditasse nisso, meu coração não pararia de bater. — Eu tô aqui, Clara. Eu não vou embora sem você.

Sentia o peso dos escombros nas minhas costas, o cheiro de queimado invadindo meus pulmões, mas eu não a soltava. Até que mãos fortes começaram a me puxar. Mathew e outros dois homens apareceram entre a fumaça, tossindo, tentando nos erguer.

— Vamos tirar vocês daqui! Patrão, você está perdendo muito sangue! — o homem ao lado gritou, tentando me levantar.

— Cuidem dela... — ordenei, minha visão começando a escurecer nas bordas pelo esforço e pela perda de sangue. — Levem ela... ela precisa acordar... cuidem da minha Clara...

Mathew e mais um a pegaram com cuidado e correram para a luz. Eu fui arrastado logo atrás, sentindo o asfalto frio sob o meu corpo quando finalmente saímos. O som das sirenes de ambulância era a última coisa que eu ouvia. Vi quando a colocaram na maca, os paramédicos correndo ao redor dela.

Fechei os olhos. O Imperador podia cair agora. Ela estava a salvo.

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