POV/ Clara
Ele me seguiu com passos lentos pela cozinha. Eu podia jurar que sentia minha bunda queimando com o calor do olhar dele cravado em mim. Parei e me virei bruscamente, tentando recuperar alguma dignidade. O tarado estava me comendo com os olhos, sem nenhum pudor, como se eu fosse o prato principal e ele estivesse em jejum há meses.
— Eu sou o que você quiser que eu seja. Sempre fui — ele disse, passando a língua pelos lábios de um jeito tão pecaminoso que me fez perder o fio da meada por um segundo inteiro. Alguém desliga o aquecedor dessa casa, por favor?
— O que você quer que eu faça hoje? — ele perguntou, me encarando de forma desafiadora. — Quer que eu lave a louça? Arrume a casa?
— Quero comer algo muito gostoso — respondi, sustentando o olhar dele, enquanto sentia uma umidade traidora começar a florescer entre minhas pernas. Sério, corpo? Agora? Nós temos padrões, tenha modos! — Mas duvido que você saiba fazer algo além de reservas em restaurantes cinco estrelas.
— O que você quer comer? — ele me ignorou totalmente e perguntou, caminhando até a despensa e abrindo-a com uma familiaridade que me irritou e me excitou ao mesmo tempo.
— Cadê as meninas? — O ignorei completamente e escorei no balcão sobre uma perna e cruzei a outra por cima, deixando a fenda da camisola abrir "sem querer". Se eu vou sofrer com esse calor, ele também vai entrar em combustão.
— Elas estão bem, com a Adelaide na mansão.
— Você devia estar com elas. Você sabe que eu estou bem, né? E que não preciso de babá. Você e a Isadora não me deixam sozinha, me tratando como um passarinho que precisa de cuidado constante.

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