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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 164

POV/ Clara

Ele me seguiu com passos lentos pela cozinha. Eu podia jurar que sentia minha bunda queimando com o calor do olhar dele cravado em mim. Parei e me virei bruscamente, tentando recuperar alguma dignidade. O tarado estava me comendo com os olhos, sem nenhum pudor, como se eu fosse o prato principal e ele estivesse em jejum há meses.

— Eu sou o que você quiser que eu seja. Sempre fui — ele disse, passando a língua pelos lábios de um jeito tão pecaminoso que me fez perder o fio da meada por um segundo inteiro. Alguém desliga o aquecedor dessa casa, por favor?

— O que você quer que eu faça hoje? — ele perguntou, me encarando de forma desafiadora. — Quer que eu lave a louça? Arrume a casa?

— Quero comer algo muito gostoso — respondi, sustentando o olhar dele, enquanto sentia uma umidade traidora começar a florescer entre minhas pernas. Sério, corpo? Agora? Nós temos padrões, tenha modos! — Mas duvido que você saiba fazer algo além de reservas em restaurantes cinco estrelas.

— O que você quer comer? — ele me ignorou totalmente e perguntou, caminhando até a despensa e abrindo-a com uma familiaridade que me irritou e me excitou ao mesmo tempo.

— Cadê as meninas? — O ignorei completamente e escorei no balcão sobre uma perna e cruzei a outra por cima, deixando a fenda da camisola abrir "sem querer". Se eu vou sofrer com esse calor, ele também vai entrar em combustão.

— Elas estão bem, com a Adelaide na mansão.

— Você devia estar com elas. Você sabe que eu estou bem, né? E que não preciso de babá. Você e a Isadora não me deixam sozinha, me tratando como um passarinho que precisa de cuidado constante.

— Lógico que vai. Porque você me pertence, Clara. É uma questão de tempo.

— Eu odeio você — cuspi as palavras, tentando ignorar o fato que o meu coração estava batendo no ritmo de uma bateria de escola de samba.

— Tá... Tá. Continue dizendo isso para si mesma — ele se inclinou, sussurrando perto do meu ouvido enquanto abria a lata de milho como se fosse um guerreiro espartano. — Você é minha, mesmo que a sua mente tente lutar contra. O seu corpo sabe disso, Clara. Olha para você... Você pode me odiar, pode sentir raiva, mas você não tem controle nenhum sobre o que sente quando eu chego perto.

Ele voltou para o fogão, me deixando ali, segurando o balcão para não derreter no chão. Eu odeio como ele está certo. Eu odeio esse macarrão. E, principalmente, eu odeio como o bíceps dele contrai quando ele mexe a colher de pau. É o fim dos tempos.

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