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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 163

POV/ CLARA

1° de setembro

Eu ouvi a chave girar. O estômago deu um solavanco, e por um segundo, fechei os olhos com força, apertando o edredom. Por favor, que não seja ele. Por favor, que seja a Isadora voltando atrás ao invés de ir trabalhar naquele clube maldito. Mas o cheiro de sândalo e fumaça que invadiu o corredor antes mesmo dos passos ecoarem não me deixou mentir.

Era ele. Sempre seria ele.

Corri para o banheiro como se minha vida dependesse disso. Tranquei a porta e liguei o chuveiro. Eu precisava me limpar, precisava estar cheirosa. Mas enquanto a água quente caía, meu cérebro raciocinou: Por que você está fazendo isso, Clara? Por que se preparar como se fosse ser tocada? Eu odiava o fato de que, mesmo com raiva, eu queria que ele sentisse o meu perfume. Eu queria que ele soubesse exatamente o que estava perdendo.

Saí do banho e encarei o espelho embaçado. O último mês tinha me deixado mais magra, mas as minhas curvas ainda estavam lá. Minhas coxas grossas, o quadril largo, a leve dobra na barriga que eu sempre tentei esconder, mas que ele parecia adorar. Eu era uma mulher real, com minhas celulites e minhas marcas, mas naquele momento, eu me sentia poderosa. Vesti um camisola de seda preta, curta o suficiente para mostrar que eu não estava para brincadeira, e uma calcinha de renda da mesma cor.

Abri a porta do quarto e saí para o corredor, ainda meio tonta de sono. Adrian estava parado lá no final, encostado na parede como se fosse o dono do prédio inteiro. Ele vestia um moletom cinza que marcava o volume absurdo das coxas e uma regata cavada por baixo da blusa de frio. Ele parecia... humano. A barba por fazer dava um ar rústico, o olhar estava cansado e eu conseguia sentir o cheiro inebriante de uísque misturado ao sândalo vindo dele.

Minha nossa, como ele consegue ser tão bonito sendo um babaca? É um crime contra a humanidade.

— Oi — eu disse, parando no meio do caminho.

— Daquelas orgias? — cruzei os braços, arqueando a sobrancelha. — Bem que eu podia estar lá também, né? Me divertindo um pouco.

— Jamais. — Ele sorriu sarcasticamente e se aproximou com passos predatórios, me prensando contra a parede. Ele continuou com as mãos dentro do bolso do moletom, mas a proximidade era sufocante. — Só por cima do meu cadáver. E eu sou bem difícil de morrer, você sabe.

Deslizei pela lateral da parede para escapar do calor dele, mas meu coração já estava batendo no meu pescoço. O cheiro dele era uma covardia... como era bom.

— Então você é minha babá hoje? Inversão de papéis? — disse, passando à frente dele e indo para a sala de estar, rebolando o quadril só um pouco mais do que o necessário.

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