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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 166

POV/ CLARA

Fomos para o sofá. A luz da sala estava apagada, restando apenas o brilho da tela e o calor do corpo dele ao meu lado. O vinho tinha deixado meu corpo leve, e o balanço das imagens de O Chamado me fez cochilar.

Em algum momento, senti mãos grandes e cuidadosas me moverem. Acordei deitada sobre um edredom macio estendido no tapete, bem na frente do sofá. O brilho da TV agora era apenas um clarão azulado no escuro tocando algumas músicas internacionais aleatórias. Senti algo se arrastando atrás de mim. Um calor sólido, firme, que pressionou minhas costas.

Meu coração disparou. Tentei me virar, mas um braço pesado me envolveu, me puxando para trás até que minha nuca encontrasse o peito dele.

— Calma... sou eu — a voz do Adrian vibrou no meu ouvido, rouca, o hálito quente batendo na minha pele.

— Por que você faz isso? — sussurrei, sentindo o ar fugir. — Você tem tudo, Adrian. Bilhões, poder, o mundo aos seus pés. Por que insiste em vir aqui todo dia?

— Eu já disse. Nosso corpo sabe a resposta. Mas se você quer ouvir... eu te amo, Clara. De um jeito que não me deixa escolha.

— Eu não sei o que fazer com isso. A Isadora me contou sobre a Bahia, sobre como você pagou tudo. E sobre a Sarah... como ela está?

— Os rins dela pararam — ele disse, seco. — Ela está em uma cama na mansão, cercada de aparelhos. As meninas precisam de você.

— E você? — Girei meu corpo no edredom, ficando de frente para ele. Apoiei-me no cotovelo para encará-lo de cima. Nossos rostos estavam a centímetros. — Você precisa de mim?

— Eu necessito de você. Quero que você precise de mim. É só isso que importa.

— Adrian... de onde você conhece o Imperador? Foi você que falou de mim para ele?

O olhar dele mudou. O brilho predatório voltou, substituindo o carinho.

— Tem uma coisa que eu preciso te falar, Clara. Mas se eu falar agora, você vai me mandar embora. E eu não vou embora. Não hoje.

— Você me confunde — murmurei, frustrada.

— Eu nunca menti sobre o que sinto.

— Ah, é? — Senti o vinho me dar uma coragem perigosa. Sentei-me no edredom, cruzando as pernas e encarando-o de frente. — Então qual foi a maior loucura de amor que você já fez por alguém?

Ele deu um sorriso de canto, sombrio e possessivo, começando a enumerar nos dedos:

CAP. 166/ 167 - Como resistir a tentação? Impossivél 1

CAP. 166/ 167 - Como resistir a tentação? Impossivél 2

CAP. 166/ 167 - Como resistir a tentação? Impossivél 3

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