POV/ CLARA
Adrian não perdeu um segundo. Ele me puxou pela cintura com uma força bruta, me fazendo sentar em seu colo de uma vez. Minhas pernas envolveram os quadris largos dele instantaneamente. Senti o volume rígido dele pressionando contra mim, e minha camisola de seda subiu completamente, deixando minhas coxas e a minha calcinha minúscula expostas ao olhar faminto do Imperador.
Ele começou pelo meu pescoço, depositando beijos castos e úmidos na linha da minha mandíbula, subindo até o lóbulo da minha orelha. Senti os dentes dele roçarem ali, e um gemido involuntário escapou da minha boca, morrendo contra a pele dele. Eu não deveria estar gostando tanto. Eu deveria estar lutando, mas o toque dele era um vício que eu não conseguia largar.
As mãos dele percorreram minhas coxas, subindo com uma pressão lenta que me fazia arquear as costas. Ele colocou as duas mãos embaixo da minha bunda e me puxou para mais perto, forçando meu corpo para baixo para roçar no dele. Senti a rigidez dele através da calça de moletom, e a humidade na minha calcinha se intensificou, deixando o tecido grudado na minha pele.
Com os dedos trêmulos, alcancei a barra da camisa. Eu precisava sentir o que estava por baixo.
— O que está fazendo? — ele murmurou, a respiração quente contra o meu lábio. — Eu não deixei você tocar em mim.
— Eu que mando aqui. — rebati, puxando o tecido para cima. — Esqueceu as regras, babá?
Ele soltou um riso rouco e levantou os braços, permitindo que eu tirasse a regata. No momento em que a luz da TV bateu no ombro dele, meu coração parou. A cicatriz estava lá. Um círculo irregular, ainda avermelhado e inchado, marcando a pele.
Passei a ponta dos dedos sobre o relevo da ferida. Era real. Ele realmente tinha se colocado na frente de uma bala por mim.
— Dói? — perguntei baixinho.
A música já tinha se perdido no silêncio da sala há muito tempo, mas eu não percebi. O único som que preenchia meus ouvidos era a respiração pesada do Adrian e o som úmido dos nossos beijos. Eu me esfregava nele com força, sentindo a rigidez por baixo do moletom me levando à loucura. Eu precisava daquele preenchimento; precisava apagar as feridas da alma com o prazer bruto do corpo.
Minhas mãos desceram para o cordão da calça dele, tateando com urgência. Adrian, em um último reflexo de proteção, segurou meus pulsos.
— Não... — ele arquejou, a voz falhando. — Clara, agora não. Você ainda está frágil, as costelas ainda dóem...
— Cala a boca — interrompi. Minha voz saiu carregada de uma autoridade que eu não sabia que possuía. — Eu que estou te usando agora, Adrian. Eu decido quando paramos.

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