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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 172

POV/ CLARA

Caralho, eu vou ficar marcada. Ele está me marcando como se eu fosse dele, e o pior é que eu estou deixando.

O couro do sofá rangia sob o peso dos nossos corpos, um som abafado que se perdia no ritmo frenético que Adrian impunha. Ele me mantinha de joelhos, as mãos grandes ancoradas nos meus quadris como garras de aço, enquanto desferia t***s estalados em minhas nádegas. A cada impacto, uma onda de calor subia pela minha espinha; a dor não era um aviso, era um convite. Minha pele queimava, pulsando em um tom rubro que contrastava com a brancura do estofado, marcando visualmente que eu era o seu território para quem quisesse ver.

Ele enrolou os meus cabelos no punho com força, tracionando minha cabeça para trás em um ângulo que me deixava vulnerável, expondo a curva do meu pescoço ao seu hálito quente.

— Você é minha, porra... — ele rosnou, o som saindo das profundezas do seu peito. Eu sentia cada centímetro dele me invadindo, um preenchimento tão absoluto que parecia fundir nossas essências. A preocupação dele com minhas costelas havia se evaporado, substituída por um lado faminto e brutal que eu ainda não conhecia, mas que meu corpo reconhecia como o seu mestre.

Meus gritos eram abafados pelas almofadas de Isadora, mas o som da carne contra a carne ressoava pelo corredor, um estalo seco e possessivo. Eu não sentia ódio, como minha mente tentava sugerir; eu sentia uma fome que espelhava a dele. Entre o fantasma do Imperador e o homem que me desestruturava agora, a escolha estava feita no suor e no prazer cru.

Quando o ápice veio, foi como se o mundo implodisse. Adrian me prensou contra o estofado com uma força final, descarregando-se em espasmos que me fizeram arquear o corpo até o limite. Caí tremendo, o peito subindo e descendo enquanto o oxigênio parecia ter abandonado o apartamento. Ele me deu um último tapa, um selo final de posse que vibrou na minha alma antes de passar a mão suada pelo meu corpo, reivindicando cada centímetro da caça que tinha acabado de dominar e me disse.

— Você é tão gostosa, amor. Eu te amo...

O silêncio que se seguiu era pesado, carregado com o cheiro de sexo e a visão do estrago maravilhoso que ele havia feito. Adrian me observava com o sorriso de um predador orgulhoso, as pupilas ainda dilatadas. — O que aconteceu? — minha voz era um fiapo de som.

— Explosão de sentimentos — ele respondeu, com uma satisfação possessiva que me fez estremecer.

Que vergonha. A Isa vai me matar, ou pior, vai saber exatamente o que aconteceu aqui.

— Eu sei que sabe. Mas eu quero te carregar.

Fiquei aninhada no peito dele, enquanto ele caminhava em direção ao banheiro. Sob o calor dos braços do Adrian, eu só queria que aquele banho nunca terminasse. E nem tinha começado. É assustador como eu me sinto segura aqui, mesmo sabendo quem ele é.

Ele me colocou dentro da banheira com um cuidado quase religioso. Pegou o chuveirinho e começou a molhar meus ombros. O vapor da água quente começou a embaçar os espelhos, criando uma redoma de intimidade onde o mundo lá fora, com suas mentiras e perigos, simplesmente não existia.

Adrian sentou-se na banheira atrás de mim e eu me acomodei entre suas pernas, sentindo a pele dele grudando na minha. Senti o peito dele contra as minhas costas e o braço dele circulando minha cintura, como se estivesse me protegendo de mim mesma. Ele pegou o sabonete líquido e começou a espalhar a espuma pelos meus braços, subindo pelo pescoço e descendo pelo sulco dos meus seios com uma lentidão que me fazia fechar os olhos e esquecer de como respirar.

Adrian lavou meus cabelos com uma delicadeza extrema, usando as pontas dos dedos para massagear meu couro cabeludo, protegendo meus olhos para que o sabão não entrasse. Depois, enxaguou os fios com a caneca, deixando a água morna escorrer pelas minhas costas em um fluxo constante. Ficamos em silêncio durante todo o tempo, um silêncio que só era quebrado pelo som da água caindo e pelo bater rítmico dos nossos corações, que finalmente começavam a desacelerar. Se eu pudesse congelar o tempo, seria exatamente nesse rastro de espuma e silêncio.

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