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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 183

POV/ Adrian

Três semanas. Vinte e um dia vivendo entre as paredes frias de uma suíte de hotel, cercado por luxo que não significava nada e o silêncio ensurdecedor do meu celular. Eu enviei dezenas de mensagens. Bom dia, boa noite, declarações, pedidos de perdão. Ela visualizou todas. O "check" azul era a minha tortura diária, a prova de que ela estava lá, mas eu não.

Até que, no sábado de manhã, o visor brilhou. Não era um "eu te amo".

— Você poderia ficar com as suas filhas hoje? Tenho um compromisso.

Meu coração deu um solavanco que quase me fez perder o fôlego. Digitei rápido demais, os dedos trêmulos de ansiedade.

— Claro. Posso perguntar para onde você vai?

— Não. Não pode perguntar. Esteja aqui às sete.

Aquilo foi como um soco. Curto, seco e eficiente. Eu me arrumei com uma urgência que não sentia há décadas. Terno sob medida, o perfume que ela gostava, o cabelo impecável. Eu não ia apenas cuidar das minhas filhas; eu ia ver a minha mulher.

Cheguei à mansão antes do horário. O cheiro de sândalo parecia deslocado naquela sala onde eu já não reinava mais. Fiquei parado ao pé da escada, o relógio de pulso marcando os segundos como se fossem batidas de um tambor.

Então, eu a vi.

Clara surgiu no topo da escada e o mundo, simplesmente, entrou em câmera lenta. Ela usava um vestido de lantejoulas pretas que abraçava cada curva, cada centímetro daquelas coxas grossas que eu conhecia tão bem. A luz do lustre refletia no brilho do tecido, mas nada brilhava mais do que ela. Uma sandália de tiras trançava suas pernas, e uma bolsa pequena de brilho pendia de seu ombro.

Meu Deus. Ela está perfeita. Ela está pronta para ser desejada por qualquer um que não seja eu.

Senti meu corpo reagir instantaneamente. A pulsação acelerou, o sangue desceu. Ela desceu os degraus com uma elegância que eu nunca tinha visto, uma confiança que me desarmou por completo. Quando chegou ao último degrau, o rastro do perfume dela me atingiu — era doce, floral, mas com uma nota agressiva de quem estava saindo para conquistar o mundo.

Notei tudo. As unhas pintadas de um vermelho profundo, a maquiagem impecável que destacava seus olhos verdes, a sobrancelha feita com precisão. Ela parou a um passo de mim, e por um segundo, achei que ela cederia.

— Eu não vou te contar aonde eu vou — ela disse, a voz firme, sem nenhuma hesitação. — Porque não é da sua conta.

— Clara, eu só... — tentei falar, mas a voz morreu na garganta. O Imperador estava mudo.

— Eu sei que vai ter uns dois cachorrinhos seus me seguindo — ela continuou olhando-me de cima a baixo com um desdém que me fez sentir minúsculo. — Mas peça para eles não me incomodarem. Entendeu, Adrian?

Ela nem esperou minha resposta. Passou por mim como se eu fosse um móvel caro, mas sem vida. O som dos saltos dela contra o mármore ecoou enquanto ela caminhava em direção à porta.

Fiquei estático. O homem que dava ordens a presidentes e comandava um império de metais estava ali, parado, sentindo-se um intruso na própria casa. O perfume dela ainda pairava no ar, um lembrete de que ela estava livre.

Que porra está acontecendo? Ela é audaciosa... ela é letal. E eu nunca a desejei tanto quanto agora, que ela me trata como se eu fosse ninguém.

Fiquei olhando para a porta fechada, constrangido e sem palavras, enquanto o silêncio da mansão me lembrava de que, naquela noite, as únicas mulheres que eu teria em meus braços seriam as minhas filhas. E o perfume dela ainda zombando da minha solidão. Peguei o celular e disquei para a única pessoa que poderia abrir aquela caixa de Pandora.

— Isadora. Para onde ela foi? — perguntei, sem saudações. Minha voz estava áspera, carregada de uma urgência que eu não conseguia esconder.

— Adrian... eu já disse que não vou me meter nisso — ela respondeu, mas o tom não era de raiva, era de quem se divertia com o meu desespero. — A Clara precisa de espaço. Você a sufocou por meses.

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