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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 185

POV/ ADRIAN

Meu telefone tocou. Era o segurança.

— Senhor... — a voz dele estava tensa.

— O que foi? Fala logo!

— Tem algo errado. Um grupo de homens está cercando a mesa e...

A ligação caiu. Tentei retornar, mas caía na caixa postal. O pânico e a fúria colidiram dentro de mim. Que se foda a pirraça dela. Que se foda o espaço que ela pediu. Se alguém tocasse em um fio de cabelo da minha mulher, Porto Alegre não seria grande o suficiente para o que eu faria.

Peguei as chaves do carro e saí da mansão como um animal saindo da jaula. O motor rugiu na noite, e o álcool no meu sangue era o combustível para o desastre que eu estava prestes a causar.

Estacionei o carro de qualquer jeito na calçada, sentindo o sangue pulsar nas minhas têmporas. Entrei naquela boate de quinta categoria com a fúria de um animal enjaulado. O lugar fedia a álcool barato e falta de segurança. Eu tentei dar a liberdade que ela pediu, mas o pensamento de que aquela imprudência quase me custou a vida dela fazia meu peito arder.

Abri caminho pela multidão como um trator. Quando cheguei à área VIP, a briga era generalizada. Vi Zeide, o líder da minha segurança, no chão trocando socos com um sujeito, enquanto Clara estava encostada no balcão, gritando em meio à confusão. Outro homem tentava afastá-la dali, segurando seu braço. Corri e o empurrei com violência. Ninguém toca nela. Ninguém.

— Adrian! — Clara gritou, a voz trêmula. — Vão matar ele! Ajuda ele, por favor!

— Você está bem? — perguntei, ignorando o caos ao redor e segurando o rosto dela com as duas mãos para procurar qualquer marca.

— Estou, eu estou bem.

Tentei tirar um dos homens de cima do meu segurança, mas um brutamontes que participava da briga acertou um soco direto na minha mandíbula. O impacto estalou. Senti o gosto metálico do sangue inundar minha boca e minha cabeça girou por um segundo. Revidei por puro instinto, devolvendo um murro que o jogou para trás, antes que os outros homens chegassem para passar o rodo no resto da confusão.

— Meu Deus, Adrian! Você está sangrando! — ela exclamou.

Os olhos verdes dela brilhavam com uma preocupação genuína que eu não via há semanas.

— O que aconteceu aqui, Clara? — rosnei, tentando recuperar o fôlego.

— Eu vi um cara colocando algo na bebida de uma menina. Eu já fui vítima disso, Adrian, não podia ficar parada! Tentei ajudar a garota e ele veio para cima de mim. Mas o segurança o impediu de me machucar.

— E você está bem? Não bebeu? — passei as mãos pelo rosto, afastei o cabelo para ver melhor testa, pescoço. Ela estava bem, e no impulso a abracei segurando ainda sua cabeça.

— Eu estou bem, eu sei me cuidar! — ela sussurrou. — disse me afastando.

Levei a mão à cabeça, sentindo uma mistura de alívio e fúria.

— Acabou a palhaçada — declarei, a voz gélida. — Chega disso. Você não sai nunca mais sozinha.

Eu a peguei pelo braço e sai a puxando, parecia mais um pai protetor arrastando a filha teimosa do que um CEO respeitado, mas eu não me importava. O silêncio no carro foi tenso, mas os olhos dela não saíam do meu corte no lábio.

Quando entramos nos portões da mansão.

— Vamos lá área da piscina, na dispensa da cozinha tem um kit de primeiros socorros. Que eu deixo caso as meninas se machuquem algum dia. — ela tomou a dianteira. Eu a segui, observando o balanço decidido de seus quadris até chegarmos à área da piscina.

— Deixa que vejam. Eles trabalham para você, não é?

Ela se levantou me dando espaço, me levante e puxei o cinto deixando a calça cair, ficando apenas de cueca boxer. Ela tirou meus sapatos e os jogou no gramado com um chute leve. No momento em que eu ia me sentar novamente e puxá-la para o meu corpo, ela se abaixou. Suas mãos pequenas desceram até a minha cueca e a puxou para baixo, e com as mãos envolveu meu membro, que latejava de prontidão, e em um movimento técnico e rápido, ela baixou minha cueca e a tirou pelas pernas.

Me empurrou e eu cai sentado na espreguiçadeira.

— Clara, o que...

Ela massageou meu membro e eu fechei os olhos e fiquei esperando o calor de seus lábios, porem não aconteceu nada, abri os olhos confuso e a vi recolher minhas roupas do chão, abraçando o "pacote" — camisa, calça e cueca — contra o peito. O sorriso que ela me deu foi a coisa mais cruel e excitante que já vi.

— Eu acho melhor você bater uma aqui fora, Adrian — ela disse, arqueando a sobrancelha com um desdém vitorioso. — Porque se não fizer isso, você vai explodir antes de conseguir entrar lá dentro.

— Você está louca? Me devolve isso! — tentei me levantar, mas a visão da minha própria nudez e o som de uma tosse seca vindo dos arbustos — um dos meus seguranças de vigília tentando não rir — me fizeram sentar novamente, tentando me cobrir com as mãos de forma patética.

— Boa noite, imperador — ela provocou, rindo. — E vá para o hotel, não quero te ver pela manhã. — E correu em direção à casa e ouvi trancando a porta com um estalo seco.

Fiquei ali, pelado, excitado ao ponto da agonia e cercado por seguranças que agora fingiam olhar para as estrelas para não perder o emprego.

Antes estava preocupado, furioso e agora estava humilhado, com o pau na mão no meio do meu próprio jardim. Que audácia... que mulher terrível. Tive que esperar minha ereção baixar, exposto ao sereno e à vergonha, enquanto via a luz do quarto dela se apagar lá em cima. Ela não me perdoou; ela apenas descobriu que a melhor forma de me punir era me deixando exatamente assim: desarmado, excitado, despido e completamente louco.

Ela é um demônio. Um demônio lindo que sabe exatamente como me torturar. Soltei uma risada seca, misturada com um gemido de frustração. Ela me tinha na palma da mão.

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