POV/ ADRIAN
Fiquei ali por alguns segundos, dentro dela, sentindo meu coração bater imaginando que estava na mesma frequência caótica do dela, retirei o plug da vagina dela e passei o dedo ensopada e ela arqueou estava sensível.
— Você está bem? — perguntei, preocupado.
— Sim... — ela murmurou, os olhos pesados. — arde um pouco, mas estou bem.
Rodei e agachei na altura de seu rosto, retirei a fita da boca e beijei seus lábios delicadamente.
— Casa comigo.
Ela riu.
— Adrian... não é assim que se pede.
— É assim que eu peço. Casa comigo — repeti, sem desviar o olhar do dela.
— E se eu disser não? Você vai me amarrar de novo? — ela provocou com um sorriso surgindo nos lábios.
— Eu vou mesmo se disser sim. Mas vou deixar você descansar primeiro — respondi, dando um beijo casto em sua testa.
Com cuidado, comecei a soltar as amarras principais. Peguei seu corpo amolecido nos braços e a deitei na cama king-size. À medida que a corda saía, as marcas revelavam o mapa da minha posse: sulcos vermelhos e profundos que contrastavam com a pele alva dela. Clara abriu os olhos devagar, focando em mim com um cansaço visível, mas sem um pingo de arrependimento.
— Estou bem... — ela sussurrou, a voz rouca.
Levei-a para o banheiro e a coloquei na banheira de mármore. Eu a banhei com uma dedicação silenciosa, limpando cada rastro da nossa batalha anterior, removendo as fitas com cuidado. Não demorei; a urgência ainda pulsava em minhas veias porque eu não havia terminado com ela.
Ao tirá-la da água e enxugá-la, o desejo reacendeu no instante em que vi o estado em que a deixei. O Imperador em mim não aceitava o fim da noite. Eu a queria imobilizada novamente.
— Não, Clara. Ainda não acabou.

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