Último CAPÍTULO - Dessa História. Obrigada!!! Deixo meus comentários no final e espero o de vocês.. recomendem e comentem!
obrigada! e me digam o que achou desse final!
POV ADRIAN CAVALIERI
Eu sempre fui um homem de cálculos, de estratégias e de silêncios frios. Durante muito tempo, acreditei que o ápice da minha existência era o poder que eu exercia sobre os outros. Mas, enquanto eu estava ali, parado na penumbra do nosso santuário particular, esperando pelo som dos saltos da Clara, percebi que eu só comecei a viver de verdade no dia em que aquela babá desastrada cruzou o meu caminho.
Mais de uma década se passou. Mais de dez anos desde que eu assinei o contrato que me ligou a ela, e cada dia que nasce parece ser mais feliz que o anterior. Se o Adrian do passado pudesse me ver agora, ele não me reconheceria. O homem que não aceitava ruídos hoje sente falta da gritaria das gêmeas quando a casa fica silenciosa demais.
Não foi um caminho fácil. Os primeiros anos foram uma maratona de exaustão, reuniões de negócios intercaladas com noites em claro cuidando de febres, fraldas e choros em dobro. Helena e Isadora testaram cada grama da minha paciência, mas me deram algo que nenhum bilhão foi capaz de comprar: a sensação de ser indispensável não pelo medo, mas pelo amor.
Minha única derrota — e eu admito isso com um rosnado preso na garganta — foi o Rio de Janeiro. Ver Ângela e Geovana, minhas primogênitas, partindo para estudar medicina foi um golpe. Mas vê-las escolherem morar com a tia Aurora... isso quase me fez perder a sanidade. Se eu pudesse, teria despachado aquela mulher em um foguete para Marte ou, no mínimo, para uma faxina eterna no Japão. Qualquer lugar longe das minhas filhas servia. Mas eu aprendi, a duras penas, que amar também é deixar voar. Elas herdaram a minha teimosia, e eu não tive escolha a não ser deixá-las serem livres, enquanto eu monitoro cada passo delas à distância, pronto para destruir qualquer um que ouse olhar torto para as minhas meninas.
Ouvi o clique da porta.
Clara entrou. A luz âmbar do porão refletiu na lingerie vermelha, e meu coração — esse órgão que ela aprendeu a dominar com maestria — falhou uma batida. Aos 34 anos, ela não é apenas a mulher mais linda que já vi; ela é a minha redenção.
Eu vejo as marcas do tempo nela e as desejo mais do que a perfeição intocada de antes. Cada curva que mudou, cada sinal de que ela gerou as minhas filhas, é um troféu da nossa história. Ela se acha poderosa, e ela está certa. Ela é a única pessoa no mundo capaz de me desarmar com um olhar.
— Você demorou, meu amor — eu disse, e minha voz saiu carregada daquela obsessão que o tempo nunca foi capaz de curar.
Eu continuo possessivo. Continuo ciumento. Continuo sendo o homem que compraria o mundo inteiro apenas para vê-la sorrir em um consultório que é só dela. Eu não trocaria a vida que tenho hoje, com todo o cansaço, com todas as preocupações e com o caos de quatro filhas, por nada no universo.
Ela caminhou em minha direção com a confiança de quem sabe que é dona de tudo o que eu sou. Eu a tomei em meus braços, sentindo o cheiro de sândalo e pele que é o meu único vício. O tempo pode passar, os cabelos podem mudar, e o império pode crescer, mas o meu lugar sagrado será sempre aqui.
Nesta vida, eu não sou apenas o Imperador. Eu sou o homem da Clara. E enquanto eu respirar, ela terá a minha alma, o meu corpo e a minha proteção incondicional.
O jogo acabou há muito tempo. E eu venci no momento em que ela disse "sim".
Eu estava encostado na mesa de mogno do porão, ouvindo o som dos saltos dela contra os degraus de madeira. Aquele som era o gatilho que disparava meu sangue há mais de uma década. Nosso ritual era sagrado: duas quartas-feiras e dois sábados por mês, sem exceção. Podíamos estar no meio de uma briga por causa dos negócios, exaustos ou irritados com a rotina de uma casa com quatro crianças, mas aquele porão era o solo neutro. Ali, deixávamos de ser "pais" ou "empresários" para sermos apenas Adrian e Clara.
A porta se abriu e ela surgiu sob a luz baixa. O loiro do cabelo brilhava sob as arandelas, e a lingerie vermelha... aquela cor ainda era a minha perdição. Ela estava mais velha, mais madura e, para mim, mil vezes mais gostosa do que a menina assustada que chegou à minha porta anos atrás.
Enquanto ela caminhava em minha direção, minha mente viajou por essa década. Eu, que nunca imaginei que poderia ser feliz, me vi cercado por um exército de mulheres que me dominavam sem esforço. Lembrei-me do nascimento das gêmeas; a sensação de segurar Helena e Isadora nos braços e perceber que meu império não era feito de rotas de comércio ou tecnologia, mas de cada batida de coração daquelas crianças. Senti falta de Ângela e Geovana naquele momento — o Rio de Janeiro parecia longe demais agora — mas o orgulho de vê-las seguindo a medicina compensava o vazio no corredor da mansão.
Clara parou a poucos centímetros de mim. O cheiro dela... aquele perfume de baunilha misturado ao calor da sua pele continuava sendo o meu vício mais destrutivo. Observei como ela se olhava, às vezes insegura com as marcas da maternidade. Ela não entendia que cada pequena imperfeição, cada traço de flacidez ou linha de expressão, era um troféu da vida que construímos juntos. Eu a amava mais hoje do que no dia do nosso casamento.
— Você está atrasada, meu amor — murmurei, puxando-a pela cintura e sentindo o encaixe que o tempo só fez melhorar.
— Desculpa... se quiser me punir, aceito minha sentença, mestre — ela respondeu com um sorriso audacioso que só eu tinha o privilégio de ver.
Meus 40 e poucos anos não diminuíram em nada a fome que eu tinha dela. Pelo contrário, o tempo apenas refinou o meu paladar. Ela se ajoelhou no centro do tapete, uma gata treinada e devota. Prendi a coleira em seu pescoço com as mãos firmes, sentindo a vibração do seu prazer.
— Boa menina... — rosnei, guiando-a enquanto ela engatinhava até a cama. — De joelhos, pequena.
O modo como ela obedeceu prontamente fez meu sangue ferver. Clara agora dominava o meu corpo com uma maestria que me levava ao delírio. Ela sabia exatamente onde pressionar, como usar a língua para traçar cada nervo e como me manter no limite absoluto. Eu me forçava à imobilidade, porque sabia que, se minhas mãos a alcançassem agora, eu perderia o controle que levei uma década para lapidar.
Envolvi o pescoço dela, sentindo a pulsação acelerada sob meus dedos. Eu precisava que ela soubesse que, apesar de todo o amor e da vida doméstica, eu ainda era o seu dono. Eu a via entregue, os olhos revirando sob o meu domínio, aceitando o prazer que só a minha escuridão podia dar. Desferi um tapa estalado em seu rosto, marcando a pele alva que eu tanto venerava.
— Eu te amo, Clara. Você é minha — sibilei, vendo-a aceitar cada grama da minha autoridade sem pestanejar.
Olhei para ela ali, aos meus pés, e entendi que o meu verdadeiro império estava ajoelhado à minha frente, olhando-me com olhos carregados de luxúria e lealdade. Ela era a minha patologia, a minha cura e a minha eternidade. Adrian Cavallieri não era mais um homem sozinho; eu era um homem completo.
Eu a possuía, mas a verdade era que, naquele quarto, eu era tão escravo dela quanto ela era minha. E eu não trocaria esse destino por nada no mundo.
Levei-a até a cruz de madeira escura no centro do nosso santuário. Prendi seus pulsos e tornozelos com as tiras de couro, deixando-a esticada, vulnerável e completamente à minha mercê. Eu queria cada milímetro dela exposto à minha visão. Inseri o plug anal com uma lentidão sádica, ouvindo-a ganir, e posicionei o vibrador sobre o seu clitóris. O som da vibração ecoando no silêncio era o ritmo da nossa luxúria.
Enquanto o aparelho trabalhava para deixá-la no limite, foquei em seus seios. Eles estavam mais macios agora, a pele cedendo levemente após anos amamentando nossas pequenas, mas para mim, cada marca era um troféu de guerra.

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