( CAPÍTULO GRANDÃO PARA VOCÊS. O PENÚLTIMO DESSA HISTÓRIA - DESFRUTEM! !!!! E por favor não esqueçam de comentar, mesmo que já tenham comentado, deixem toda a opinião e sentimentos de vocês aqui nos comentários e recomendem a história..)
Essa historia ganharaá versão física que sairá como " Vício do imperador pela Editora Doce veneno me sigam no Inst.a nanda_ericca para ficarem de olho e receberem novidades.
o físico virá com brindes e 5 ilustrações hots para vocês.. aguardo vocês! para fazer esse sonho virar realidade..
E acima de tudo obrigada! a quem acompanha desde do começo!.
Amanhã eu volto com o epílogo do Adrian....
Eu chorei demais escrevendo, foi triste e duido escrever! obrigada!!!!!! Amo vocês!!! E comentem! comentem!!! comentem....
Do fundo do meu coração e que o senhor abençoe vocês! obrigada!!!
POV/ CLARA
Sentei-me na poltrona da varanda, deixando o sol suave da tarde de Porto Alegre aquecer meu rosto. Aos 34 anos, olhei para as minhas mãos e vi muito mais do que a aliança de diamante que Adrian me deu há mais de uma década; vi a história de uma mulher que sobreviveu à tempestade para encontrar o seu porto seguro.
Lá embaixo, no jardim, a cena era um bálsamo para a alma. Helena e Isadora, minhas gêmeas de 9 anos, corriam e brincavam de bola com uma energia contagiante. E quem corria com elas, descalço e com o sorriso que ele só mostrava para nós, era o Adrian — o Imperador rendido por suas princesas. Ver Isadora e Helena brincando com o pai me fez sorrir; elas herdaram a determinação dele, mas o coração era todo meu.
Abri o álbum de fotos no meu colo e senti uma lágrima solitária escorrer.
As primeiras imagens me fizeram rir e chorar ao mesmo tempo: o dia do parto. Que lembrança avassaladora. Eu queria um parto normal, mas Helena e Isadora já mostravam desde o ventre que tinham outros planos. Foram horas de dor excruciante, um sofrimento que parecia não ter fim. No hospital, o caos foi total.
Adrian e Isadora quase foram expulsos pela segurança. Eles estavam tão fora de si ao verem o meu sofrimento que começaram a gritar e a ameaçar o médico. Adrian rosnava que, se algo acontecesse comigo, ele transformaria o hospital em cinzas, enquanto Isadora batia boca com a equipe médica, exigindo providências imediatas. Eu, mesmo entre contrações e gritos, tive que juntar forças para berrar com os dois: "Parem agora ou eu expulso vocês daqui!".
Eles pararam, mas não saíram. Isadora, fiel como sempre, disse que não arredaria o pé nem que chovesse sangue. Ela insistiu tanto que o hospital abriu uma exceção inédita: tanto o pai quanto a madrinha assistiram ao parto, que acabou sendo uma cesárea de emergência. Eu não recomendo parto normal para ninguém depois do que vivi, mas ter os dois ali, segurando minhas mãos enquanto as meninas vinham ao mundo, foi o que me manteve sã. Isadora foi minha rocha, e o Adrian... bom, ele quase desmaiou de emoção ao ver suas novas rainhas.
A página virou, e lá estava: a foto da minha formatura em Psicologia. Olhar para aquela imagem trouxe um turbilhão de memórias. Não foi nada fácil. Eu me formei carregando o peso de uma rotina insana, estagiando em um consultório enquanto as gêmeas, ainda bebês, revezavam para ficar doentes. Somado a isso, havia a rotina maluca de Ângela e Geovana. Era um caos de febres, noites em claro e choros em dobro que só quem é mãe entende.
E, no centro de tudo, estava o Adrian. No início, ele relutou contra a minha independência; o instinto possessivo dele queria me manter trancada em uma redoma de ouro. Mas ele acabou se tornando o meu maior suporte, do seu jeito torto e exagerado. Para garantir que eu não fosse incomodada por ninguém, ele simplesmente comprou a empresa onde eu trabalhava e o meu próprio consultório. Ele queria que eu florescesse, mas queria ter certeza de que o solo era dele.
Os primeiros anos de formada foram uma loucura. Uma casa com quatro crianças — Ângela e Geovana já maiores, ajudando como podiam, e as bebês demandando tudo de mim — somada a um marido que não facilitava as coisas. Adrian continuava sendo aquele homem insaciável; ele dizia que me queria pelo menos duas vezes por semana, com a mesma sede do início, mas como dar conta?
Houve um dia em que eu simplesmente desabei. Sentei no chão da cozinha, cercada por brinquedos e mamadeiras, e implorei, chorando, por trégua. Eu amava minha carreira, minhas filhas e meu marido, mas o meu corpo pedia socorro. Adrian me olhou com aquele olhar escuro e protetor, e no dia seguinte, providenciou mais duas babás — um reforço total. Ele aprendeu a controlar o monstro possessivo para que eu pudesse ser a mulher que sonhei.
Passei a página e vi a foto da família reunida no dia da formatura. Eu, de beca, segurando o diploma com orgulho. Adrian estava ao meu lado, segurando as mãos de Ângela e Geovana, enquanto as pequeninas Helena e Isadora estavam nos braços seguros de Isadora e Mathew.
Ao virar a página, meus olhos se encheram de lágrimas ao ver as fotos do aniversário de 5 anos das gêmeas. Aquelas imagens me transportaram imediatamente para os nove meses mais desafiadores da minha vida. A gravidez da Helena e da Isadora, iniciada naquela noite de entrega absoluta em outubro, foi um teste de resistência para o meu corpo e para a minha alma. Passei mal, enfrentei cólicas lancinantes e o medo constante do líquido reduzido me manteve em repouso absoluto. Foram meses de castidade forçada, sem o toque do Adrian que eu tanto ansiava; apenas a vigília silenciosa e protetora dele ao meu lado, cuidando de mim como se eu fosse a joia mais rara do seu império.
O parto, em maio, foi a nossa última grande batalha. Lutei pelo natural até onde minhas forças permitiram, mas quando vi o Adrian chorar de desespero ao me ver exausta, entendi que o milagre viria de outra forma. E quando elas finalmente nasceram, e vi Ângela e Geovana recebendo as irmãs, soube que cada segundo de dor foi o adubo para a nossa felicidade.
Mas o que realmente fazia meu peito apertar de gratidão era a foto seguinte: a pequena Clarinha, a filha de 6 anos da Isadora com o Mathew.
Senti um nó na garganta ao lembrar do dia em que Isadora me contou o nome da bebê. Depois de eu ter homenageado minha mãe e ela com os nomes das minhas gêmeas, Isadora retribuiu o gesto da forma mais linda possível. Ver a "minha" Clarinha crescer era como ver a nossa amizade ganhar pernas e correr pelo jardim.
Isadora agora era uma advogada brilhante, comandando a firma do Mathew com a garra de uma leoa e vivendo como a rainha que sempre mereceu ser. Nossa amizade se tornou o pilar da nossa sanidade. As quintas-feiras eram sagradas: a nossa "noite das meninas" para fofocar e recarregar as energias. E eu, como uma madrinha completamente babona, não perdia uma oportunidade de mimá-la. Fui eu quem deu a primeira bicicleta para a Clarinha, e ver o sorriso dela ao pedalar sem rodinhas pela primeira vez foi uma das maiores vitórias que já presenciei.

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