POV/ ADRIAN
Pov/ Adrian
Troquei a camisa. Coloquei a lente. A máscara.
E me sentei na poltrona, esperando a Mel chegar.
A porta abriu devagar.
Ergui o rosto.
Clara entrou.
Usava um vestido branco simples, delicado demais para aquele ambiente. O contraste me arrancou um sorriso antes que eu pudesse impedir. A máscara dourada com detalhes brancos escondia metade do rosto dela. Na mão, segurava uma garrafa de vinho suave quase vazia. Soltei um riso involuntário daqueles idiotas. Sabe? Pois é meu corpo reagia sozinho.
Ela franziu as sobrancelhas.
— Por que você está rindo?
— Porque eu não faço ideia do que está acontecendo — respondi alargando o sorriso nos lábios — A Eleonora disse que você queria me ver.
Clara respirou fundo, nervosa.
— Eu… vou viajar. E não vai ser a viagem que eu queria fazer. E eu também queria conversar um pouco… — Ela hesitou, desviando o olhar. — E queria que você me ajudasse a esquecer alguns problemas.
Inclinei a cabeça, observando cada detalhe dela.
— O que eu posso fazer por você?
Fiz um gesto com o dedo, chamando-a. Clara caminhou até está alguns metros de mim parando na minha frente enquanto eu continuava sentado.
— Eu terminei com o homem com quem eu estava saindo — ela disse.
Eu ri, baixo.
Ela estreitou os olhos.
— Por que você está rindo?
— Porque eu estou feliz.
— Minha desgraça amorosa te diverte?
A aproximação aconteceu sozinha, como se nossos corpos tivessem vontade própria.
Quando percebi, nossos rostos estavam separados por meros centímetros.
O cheiro dela aquela mistura de baunilha e o doce do vinho preencheu cada espaço entre nós.
Segurei sua nuca, os dedos se perdendo em seus cabelos, e encostei meus lábios nos dela devagar.
O beijo veio lento, profundo, carregado com o peso de tudo que eu vinha tentando negar.
Ela correspondeu com uma urgência que me pegou de surpresa.
No segundo em que sua boca cedeu à minha, o mundo simplesmente deixou de existir lá fora.
— Você quer saber a diferença entre desejo e tesão, Mel? — sussurrei contra a boca dela, sentindo sua respiração falhar.
— Desejo é o que eu sinto quando te olho e tesão... tesão é o que eu sinto agora, querendo te rasgar inteira só para sentir sua pele nua contra a minha.
Nos beijamos com fome enquanto nos arrastávamos pelo quarto, em uma dança desajeitada e faminta.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido