Pov/Adrian
Beijei a boca dela com uma profundidade desesperada, em um embate de línguas que parecia o único oxigênio disponível naquele quarto. Eram os beijos mais intensos e reais de toda a minha vida, carregados de uma urgência que eu não conseguia mais mascarar sob a minha pose de Imperador. Ela se esfregava contra mim com uma força instintiva, tentando desesperadamente aliviar a pressão insuportável que a sufocava ali embaixo, onde nossos corpos se encontravam e entravam em combustão.
— Garota infernal! Olha o que você está fazendo com o meu controle... — exclamei contra os lábios dela, sentindo cada barreira da minha sanidade virar fumaça diante do calor que ela emanava.
Ela se afastou minimamente, o suficiente apenas para se levantar da cama. Com um movimento fluido e uma audácia que me fascinava, ela deixou o vestido de cetim escorregar pelo corpo, revelando a imensidão da sua pele alva até ficar apenas de lingerie.
— Porra, que mulher... — a palavra morreu na minha garganta enquanto eu devorava cada centímetro daquela visão. Eu tive um milhão de fantasias sobre este momento, planejei cada detalhe no silêncio do meu escritório, mas nenhuma projeção mental era tão perfeita, tão farta e tão viva quanto ela parada ali na minha frente.
A vulnerabilidade dela era a minha maior perdição. Clara se aproximou e, com as mãos trêmulas mas decididas, livrou-me do resto das minhas roupas, revelando minha nudez pulsante e a sede que eu tinha dela. Quando ela me tocou pela primeira vez, sem a barreira do tecido, senti um choque percorrer minha espinha. Ela segurou minha masculinidade com uma reverência que me destruiu; eu estava pronto, latejando com o sangue acumulado e a expectativa de possuí-la.
Ela arregalou os olhos diante da minha anatomia, mas a surpresa logo deu lugar a um brilho predatório. Clara lambeu os lábios com um sorriso que era pura tentação, uma promessa de que o paraíso e o inferno ficavam no mesmo lugar.
— Vou te devorar... Posso? — ela riu baixo, tratando meu desejo como se fosse algo precioso e proibido.
O choque quente e úmido da boca dela me atingiu como uma descarga elétrica de alta voltagem. Ela era inexperiente, dava para sentir na forma como seus dentes roçavam a pele com uma falta de jeito que, ironicamente, era mil vezes mais excitante do que qualquer técnica refinada das mulheres que passaram por aquele quarto.
— Mel... para... — ordenei, mas minha voz era um trapo, falhando em um gemido que vinha do fundo da alma.



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