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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 79

POV/ ADRIAN

E assim se passaram dois meses.

Entre reuniões estratégicas e viagens internacionais, tentei me manter o mais presente possível.

Eu me vi decidindo tons de amarelo e conversando sobre tecidos de tule.

Nunca me imaginei organizando uma festa de princesas.

Mas com a Clara tudo era tão tranquilo e gostoso que o tempo simplesmente voou.

Enquanto isso, a vida seguia seu curso natural.

A festa se aproximava.

Os ensaios de dança começaram.

No dia do primeiro ensaio, tentei ser apenas o Adrian, o pai dedicado.

Mas quando vi a Isadora, o meu instinto de sobrevivência apitou.

Eu sabia exatamente quem ela era. Cereja.

E tive a certeza absoluta de que ela também me reconheceu.

— Eu te conheço de algum lugar? — ela perguntou, de repente.

O mundo deu um tranco sob os meus pés.

— Não — respondi rápido demais.

Isadora me olhava com uma profundidade desconfortável.

Não era o olhar de quem observa uma coreografia.

Era o olhar de quem estuda um padrão de crime.

Mais tarde, quando as meninas já estavam no banho e a casa silenciava, ouvi passos no corredor.

Eu estava no meu quarto, tirando o paletó, quando Isadora entrou sem bater.

— Então é você — ela disparou.

Levantei o olhar devagar, mantendo a máscara de gelo.

— Do que você está falando?

— Não mente para mim — ela disse, cruzando os braços.

— Eu estudo Direito e sou muito boa em ler homens.

O silêncio se esticou entre nós como uma corda prestes a arrebentar.

— Eu não estou brincando — retruquei, sentindo o peso da acusação.

— Não? Como não? A Clara tem problemas graves de confiança. Quando ela descobrir, ela vai odiar você.

— Eu gosto dela — respondi, antes de conseguir impedir as palavras de saírem. — E estou respeitando cada termo do nosso acordo no clube.

As palavras ficaram suspensas no ar, pesadas e definitivas.

— HA! — ela soltou uma risada seca e sem graça. — Então conta para ela — Isadora rebateu. — Ou eu conto.

Engoli em seco, sentindo o cerco se fechar.

— Não agora. Deixa o aniversário passar. Eu vou contar, eu prometo. Só não atrapalhe o aniversário das minhas filhas. Não faça as meninas pagarem por um erro que é apenas meu.

Isadora me mediu por longos segundos, avaliando a sinceridade na minha voz.

— Um mês — ela sentenciou, por fim.

— Se em trinta dias você não contar a verdade, eu mesma conto.

Assenti, aceitando o pacto.

Eu tinha um mês para descobrir como revelar à mulher que eu desejava que o homem que ela desejava e o chefe dela eram a mesma pessoa.

Um mês para não a perder para sempre.

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