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O CEO da Máfia que me Odeia - Um acordo perigoso romance Capítulo 10

Capítulo 11

Richard Brown

Eu estava prestes a destruir a mesa quando o telefone tocou.

— Senhor… encontramos o carro da senhora Brown.

Meu sangue gelou.

— Onde ela está?

O soldado hesitou do outro lado, certamente surpreso com a pergunta.

— Ainda não sabemos. Houve um homicídio no local.

Meu estômago afundou por um instante. Entrei no carro sem dizer mais uma palavra.

Quando chegamos ao prédio, meus homens já haviam isolado o perímetro. Desci do carro antes mesmo que ele parasse completamente. Subi as escadas três degraus por vez. Se algo acontecesse com ela teria problemas com a família Kim.

Abri a porta do escritório e congelei.

Sofia estava no meio da sala, com o corpo do cliente caído sobre a mesa e uma mensagem escrita com sangue na parede. Mas o que realmente me parou foi a Glock e a Taurus apontadas diretamente para a minha cabeça.

Seus olhos estavam frios. Dedo no gatilho. Meus homens ergueram as armas imediatamente, dezenas de miras apontadas para ela.

— Baixem as armas — ordenei, sem tirar os olhos dela.

Ninguém se mexeu.

— Eu mandei baixar, porra!

Os rifles baixaram lentamente. Sofia continuou com a Glock firme na minha direção. Ela nunca atiraria, conhece as regras da Strondda e da Kim.

— Você me seguiu — disse ela, a voz afiada.

— Claro que segui. Você ignorou uma ordem direta minha.

— Está atrapalhando.

— Você entrou numa armadilha, Sofia.

Foi então que olhei para a parede e li a frase.

Meu maxilar travou. O assassino não estava mandando um recado apenas para Sofia.

Estava me desafiando também.

— O assassino ainda está aqui — falei baixo.

Sofia não abaixou a arma imediatamente. Continuou apontando para mim por mais alguns segundos, analisando cada movimento meu. Só então a Glock desceu alguns centímetros.

— Se isso for um truque...

— Quer arriscar?

Ela não respondeu. Apenas passou por mim, ainda alerta.

Peguei outra pistola do coldre e fiz um sinal para que meus homens permanecessem do lado de fora.

— Ninguém entra até eu mandar.

— Senhor...

— Isso foi uma ordem.

A porta foi fechada, o escritório mergulhou num silêncio incômodo. Uma lâmpada piscava no corredor, estalando de tempos em tempos.

Sofia caminhava alguns passos à minha frente, a arma firme nas duas mãos. Seus olhos não paravam um segundo sequer. Porta, janela, teto, cantos. Ela observava tudo como uma predadora procurando qualquer movimento.

Emparelhei com ela.

— O tiro foi limpo.

— Profissional.

— Concordo.

Ela empurrou uma porta com o pé, estava vazio.

A seguinte também.

Na terceira sala, parou de repente e ergueu um dedo, pedindo silêncio.

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