Capítulo 12
Richard Brown
Sofia passou por mim em direção à porta.
Quando seu ombro roçou o meu, senti o perfume dela pela primeira vez desde o casamento.
O mesmo perfume. A mesma droga de perfume que ela usava anos atrás.
Por um segundo, a imagem daquele galpão voltou inteira à minha cabeça.
O abraço. Um flash de câmera. Fotografias espalhadas sobre uma mesa. A sensação de ter sido feito de idiota. A humilhação.
A vontade de matá-la. E, pior que isso... de beijá-la também.
Meu corpo confundia ódio e desejo de um jeito que eu já não conseguia separar. Por um instante, as duas imagens se misturaram. O galpão. Este escritório. Sofia sozinha diante de um cadáver.
A única coisa que passava pela minha cabeça era uma pergunta absurda:
E se eu tivesse chegado cinco minutos depois?
Não. Mas não era por ela, era pelo acordo.
Uma guerra entre Brown e Kim começaria antes do amanhecer.
Mas Sofia passou por mim em direção à porta.
— Vamos sair daqui. — falou e fez um movimento. Segurei seu braço. Ela tentou se soltar. Puxou outra vez, me empurrou. Me olhou daquele jeito desafiador.
Foi ali que eu perdi o resto da razão.
Ela tentou se soltar imediatamente.
— Me larga.
— Você foge de tudo?
Ela riu sem humor.
— Só de você. Agora vamos.
Ela tentou passar por mim outra vez.
Segurei seu braço de novo. Ela me empurrou, como se eu fosse invisível, como se minhas ordens não significassem absolutamente nada.
— Quem pensa que é pra me dar ordem ou me negar alguma coisa? Você já me desobedeceu pra caralho, agora vai fazer o que eu quero.
— Do que está falando, Richard? — seu olhar confuso me deixou mais louco de desejo.
Ela me desafiava. Me fazia lembrar a cada maldito segundo tudo o que me fez.
Apertei sua cintura com mais força, fazia anos que eu queria fazer aquilo. Perdi a paciência, prensando-a contra a parede.
— Nem pense Richard...
Antes que ela pudesse reagir, tomei sua boca com força. O beijo foi bruto, raivoso, cheio de tudo que eu estava segurando desde o noivado e o casamento. Seu gosto era doce como veneno.
Sofia tentou me empurrar.
— Abre a boca, Sofia.
Ela me encarou com aqueles olhos azuis como de um anjo. Seus cabelos loiros e cacheados bagunçando a minha mente.
Meus homens ainda estavam parados na porta, sem saber se deviam interferir. Mas eu não conseguia mais pensar neles, só conseguia pensar em arrancar a roupa dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO da Máfia que me Odeia - Um acordo perigoso