Capítulo 9
Sofia Kim
Em casa, simplesmente não o vi mais. Ótimo! Um pouco de privacidade. Elena trouxe uma bandeja com bastante comida e simplesmente dormi. Talvez fosse os remédios.
No dia seguinte acordei melhor. Elena sorriu quando o médico me examinou e disse que eu podia trabalhar.
— Senhora, tome seu café. — deixou uma bandeja nova.
— Obrigada Elena. Tenho muito trabalho hoje.
— Vá com calma senhora, ou qualquer hora vai matar o senhor Brown.
— Não, coisa ruim não morre fácil assim, Elena. — ela levou a mão na boca.
— Senhora! O patrão passou a noite na sua porta incomodando o neurocirurgião renomado que contratou só pra senhora ficar bem...
— Ah é? Deve ser remorso...
Elena apenas sorriu e saiu. Permaneci olhando para a bandeja por alguns segundos.
Remorso... ou preocupação? Balancei a cabeça.
Não. Richard Brown não se preocupava com ninguém.
.
Durante todo o caminho até a Kim, tentei tirar da cabeça o que Elena havia dito.
Quanto mais eu tentava convencer a mim mesma de que Richard só queria evitar problemas para a empresa, menos aquela explicação fazia sentido.
Que homem contrata um dos melhores neurocirurgiões do país por remorso?
Bufei. Não ia cair nesse jogo.
Comecei a trabalhar logo, mas o telefone interno tocou. Nem precisei atender para saber que era Richard. Atendi já irritada, porque saiu mais cedo hoje e me deixou vir com o motorista.
— Venha para minha sala. Agora.
Bufei e fui. Quando entrei, ele estava de pé atrás da mesa, com uma pasta grossa na mão e perto estava a pilha de papéis de antes que a tal chinesa levou pra mim. Mal me olhou, jogou-a sobre a mesa com força.
— Isso é seu — disse ele, seco.
— Ué? Sua queridinha não resolveu? — perguntei, apoiando a mão na cintura.
Richard fechou a caneta com força.
— A Yan, não é minha "querida", só trabalha pra mim. Mas já a enviei para uma das minhas empresas.
O jeito seco como respondeu me fez lembrar da conversa com Elena.
Droga... ele realmente parecia irritado por outro motivo. Ignorei o pensamento imediatamente.
Ergui uma sobrancelha e provoquei:
— Então a puniu por mim? Voltou a ser fofo Richard?
— Claro que não — respondeu ele, grosseiro. — Tenho mais o que fazer do que cuidar das suas obrigações. Agora leve essas coisas para sua sala que estou ocupado. Franzi o cenho e o encarei.
Por um instante lembrei da expressão dele quando acordei depois da explosão, parecia outra pessoa.
Agora já tinha voltado a ser o homem mais irritante que eu conhecia.
Era melhor assim.
— Eu já disse que não preciso fazer nada disso.
Richard levantou os olhos frios para mim.
— Eu não perguntei. Aqui eu mando e você obedece, é bem simples, porra. E só pra te informar… Tem um erro aí. Você deixou algo passar.
— Impossível. Sempre cuidei de tudo pessoalmente.
Comecei a folhear os documentos com raiva.
— Não é o que parece — disse ele, recostando-se na cadeira. — Primeiro verifica e depois podemos ter essa conversa.
— Eu tenho o melhor sistema. Até meus cofres são de alta tecnologia… Você não…
— Está falando daquele cofre? — apontou para a parede.
— Sim.
— É da Brown Security. Franzi a testa.
— Minha empresa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO da Máfia que me Odeia - Um acordo perigoso