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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 135

Nadir estava perto. Perto demais. E, considerando que eu era uma mulher casada — com um marido absurdamente controlador —, essa proximidade me deixou desconfortável. Dei um passo para trás, cruzando os braços.

— Sim — respondi, firme.

Ele assentiu devagar, como se estivesse processando minha resposta. Então, sem outra palavra, virou-se e caminhou para o salão de convidados.

Observei suas costas se afastarem e, de repente, comecei a me sentir estranhamente inquieta. Talvez Alexander estivesse certo em seu ciúme irracional. Afinal, Nadir tinha dito que me via como uma irmã, mas aquele olhar que ele me lançou… bom, vamos dizer que não era exatamente fraternal.

O amor realmente assume muitas formas. Mas… será que eu deveria continuar acreditando que Nadir era tão inocente assim?

E como foi a visita à fazenda?

Bem, para começar, foi um desastre.

E eu deveria ter previsto isso desde o instante em que entrei no salão de convidados e vi minha sogra ao telefone, tagarelando animadamente com alguém.

— Se ela estiver ocupada, diga que Alexander estará lá. Ela vai liberar a agenda na hora, você sabe que ela o adora como se fosse um filho.

Foi aí que senti aquela premonição sombria e inevitável de que meu dia estava prestes a descer ladeira abaixo.

Cruzei o salão com passos cautelosos, sentindo o olhar frio de Alexander em mim como uma faca afiada. Desde o momento em que entrei, até me sentar ao seu lado, ele não desviou o olhar por um segundo sequer.

E por quê? Porque eu havia entrado no salão segundos depois de Nadir. Ou seja, na cabeça do meu marido paranoico, isso significava que tínhamos nos encontrado antes.

Ignorei a pressão esmagadora do seu olhar e sussurrei, esperançosa:

— Sua mãe está convidando mais gente para a fazenda?

Era uma pergunta simples. S-i-m-p-l-e-s. Um “sim” ou “não” seria suficiente. Mas Alexander, como sempre, decidiu complicar as coisas.

— Explique.

Pisquei, confusa.

— Explicar o quê?

— Explique. — Ele repetiu, e desta vez sua voz veio carregada de gelo.

A temperatura caiu alguns graus ao meu redor. Ótimo. Alexander no modo “CEO vingativo” antes do café da manhã era uma experiência que eu não queria repetir.

Refleti por alguns segundos, tentando entender o que ele queria que eu explicasse. Minha pergunta era inocente, mas, ao que parecia, o problema era outro.

Depois de um longo momento de silêncio tenso, ele cedeu um pouco e adicionou uma palavra ao comando:

— Dele.

A ficha caiu. Ah, então era sobre Nadir. Claro que era.

Alexander não era de falar muito quando estava irritado, mas eu esperava algo um pouco mais… articulado. Normalmente, ele teria sido direto, algo do tipo:

“Charlotte, acredito que fui claro ao pedir que mantivesse distância do Sr. Dubois. No entanto, vejo que a primeira coisa que fez foi andar ao lado dele. Explicações seriam bem-vindas.”

Mas não. O Alexander ciumento parecia acreditar que palavras demais eram desperdício de oxigênio.

Sendo a esposa compreensiva que sou — ou tento ser —, sussurrei:

— Quando eu estava descendo as escadas, os criados estavam apavorados porque ninguém queria chamar Lily e Nadir. Então, decidi ajudar. Foi só isso.

Antes que ele pudesse responder, minha sogra decidiu que aquele era o momento perfeito para gritar meu nome.

— Charlotte!

Fechei os olhos por um segundo, implorando por paciência, e me virei para encará-la.

— Sim?

— Eu estava dizendo que você precisa levar outro conjunto de roupas para o jantar. O senhor “bla bla” e o senhor “outro bla bla” estarão lá, sem falar no “bla bla bla” da empresa de tecnologia.

Enquanto ela desfilava a lista interminável de convidados, senti o olhar assassino de Alexander perfurando meu perfil. O ar ao meu redor ficou pesado, e eu tinha certeza de que, se olhasse para ele, provavelmente veria vapor saindo de seus ouvidos.

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