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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 136

Recusei-me a deixar minhas emoções tomarem controle. Com um gesto suave, tirei as mãos de Alexander do meu rosto e tentei soar despreocupada.

— Estou bem… Minha maquiagem está arruinada?

Ele me observou por um longo tempo, os olhos percorrendo cada detalhe do meu rosto como se procurasse alguma rachadura invisível. No fim, apenas murmurou:

— Sua maquiagem está ótima.

Avaliando seu tom, percebi que ele dizia isso mais para me acalmar do que por qualquer outra razão. Balancei a cabeça, desviando o olhar.

— Antes que você surte ainda mais, eu realmente não fui atrás do Nadir para te irritar. Eu achei que estava tudo bem chamar Lily e ele no caminho… como eu disse aos funcionários.

Alexander cortou minha explicação com um simples aceno.

— Não importa. Sei que você tem seus motivos.

E então, sem aviso, ele deu um passo atrás de mim, deslizando os braços ao redor da minha cintura e descansando o queixo no meu ombro.

— Eu só não gosto quando as coisas fogem do meu controle — murmurou, a voz grave e quente contra minha pele.

Ah, ótimo. O CEO frio e calculista estava agindo como um marido carente.

Fiquei tentada a apontar como ele geralmente é a própria definição de controle absoluto — e infantilidade, quando se trata de mim —, mas preferi manter minha boca fechada. Especialmente porque sua atenção estava se desviando perigosamente para o meu pescoço.

Olhei para a porta, que havia sido deixada aberta. E, claro, ela se fechou lentamente, como se alguém do outro lado estivesse nos dando privacidade.

— Isso provavelmente era Pedro. — Alexander sussurrou contra minha pele. — Você deveria lembrar de trancar a porta quando estivermos sozinhos.

Revirei os olhos, segurando as mãos dele antes que começassem a explorar demais.

— Como eu deveria saber que você ia me agarrar depois de sair friamente do salão? Além disso, não estrague minha aparência, preciso estar apresentável para o jantar.

Ele soltou um suspiro quase divertido, os lábios roçando minha clavícula.

— Acho que, pela primeira vez, minha mãe fez algo útil. Ela convidou todas as pessoas que deveriam vir visitá-la depois do seu acidente. Assim ela resolve isso de uma vez e pode ir embora.

A tensão tomou conta de mim no mesmo instante. Ele sentiu.

Alexander deslizou os dedos pelo meu braço, sua voz saindo mais baixa.

— Não precisa me dizer nada. Como filho dela, eu consigo perceber. Ela fez algo que te incomodou, não fez?

Seu toque era tão cuidadoso, como se estivesse tentando arrancar a verdade de mim sem pressões. E, por mais que eu quisesse desabafar, aquilo não era algo que eu queria discutir agora.

Afastei-me suavemente, virando-me para encará-lo.

— Podemos voltar? Acho que Lily já deve estar descendo.

Ele assentiu, mas antes de me deixar ir, sussurrou contra meus lábios:

— Preciso falar com Pedro primeiro. Vá na frente, nos encontramos no carro.

Claro, fui expulsa.

Saí do escritório, engolindo minha frustração e, para meu azar, Pedro estava no corredor, parado como se esperasse a deixa para entrar.

— Sra. Speredo. — Ele me chamou, sua voz formal e firme. — Posso lhe pedir um favor?

Ah, ótimo. Meu dia estava realmente só melhorando.

Pedro nunca me pediu nada. Aliás, ele raramente falava comigo primeiro. Geralmente, eu que iniciava qualquer conversa, e isso sempre envolvia uma necessidade urgente. Então, quando ouvi aquelas palavras saindo da boca dele, meu radar de curiosidade ativou no nível máximo.

Inclinei a cabeça levemente, tentando esconder meu entusiasmo desnecessário.

— Claro... sobre o quê?

Ele olhou discretamente para os lados, checando se o corredor estava vazio. Depois, seu olhar recaiu sobre a porta fechada do escritório de Alexander, como se quisesse ter certeza de que não seríamos ouvidos.

Se ele queria manter isso longe de Alexander… ah, eu definitivamente estava interessada.

Finalmente, Pedro respirou fundo e disse, com sua expressão imutável de sempre:

— É sobre a Srta. Maida Kareem.

Oh.

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