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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 25

Por um segundo, pensei que desmaiaria de verdade — o sangue no tubo, aquele vermelho intenso, era só o toque final do meu drama particular. Felizmente (ou não), meu colega de trabalho, com reflexos dignos de um herói trágico, me segurou antes que eu beijasse o chão. É claro que sua tentativa de ajuda apenas espalhou o pouco sangue que havia escapado, transformando o “incidente” em algo digno de um filme de suspense médico.

— Doutor! A situação piorou! — ele berrou, em um tom de urgência como se eu estivesse no último suspiro.

Foi o grito ouvido por toda a enfermaria. E, como na pior das ironias, o primeiro rosto que apareceu na porta foi justamente o de Alexander. O Alexander. Ele estava ali, parado, me observando com aquele olhar que misturava incredulidade e... uma sombra de preocupação?

Tentei me recompor, ainda zonza e sem firmeza nas pernas, mas já era tarde demais. Alexander me alcançou em um segundo, arrancando-me dos braços do pobre funcionário e me erguendo como se eu não passasse de um saco de farinha.

— Chame uma ambulância — ordenou, a voz gelada como uma lâmina.

Eu deveria protestar, dizer que era só uma bobagem, mas algo na força dele, na maneira como me segurava… fez meu coração dar uma batida estranha, quase confortante. Era confuso e contraditório. Em vez de me soltar, como qualquer pessoa sensata faria, Alexander permaneceu ali, firme, ignorando o médico e o resto da comitiva que agora lotava a sala.

Enquanto ele me colocava de volta na cama, os fragmentos de memória de outros momentos parecidos me invadiram. Alexander nunca admitiu, claro, mas de alguma forma ele sempre estava presente nos meus piores momentos, um pilar silencioso, forte — o que era ridículo, dado que eu estava convencida de que ele mal suportava minha presença. E, no entanto, aqui estávamos nós de novo, nesse estranho paradoxo. A angústia que eu não conseguia verbalizar parecia encontrar refúgio nele, no toque dele, mesmo que ele continuasse sempre tão distante.

Voltei ao presente, notando que o médico mal conseguia se aproximar de mim com Alexander ali, bloqueando seu caminho. Meu marido mantinha aquele rosto levemente azedo, mais rígido do que nunca, como se eu tivesse cometido um crime ao me descontrolar por uma agulha.

Suspirei, tentando ganhar um pouco de dignidade.

— Estou bem — murmurei, tentando ignorar o olhar de Alexander. — Não precisa de ambulância.

Dirigi-me ao grupo administrativo que acompanhava Alexander, tentando compensar o drama que havia causado:

— Desculpem pelo… inconveniente.

Mas Alexander não pareceu se comover. Sem um pingo de compaixão na voz, ele se inclinou para mim com aquele tom de quem investiga um suspeito de crime:

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