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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 45

Foi a pior ideia do mundo escolher aquele restaurante. Mas, no meu currículo de decisões catastróficas, já não era novidade. Mesmo que eu cancelasse a reunião, os abutres da imprensa iriam continuar farejando, especulando e, claro, infernizando Alexander por minha causa. Já tinha bagunçado tudo, então o mínimo que eu podia fazer era limpar a sujeira.

Joguei meu crachá de jornalista em volta do pescoço, segurei meu gravador como se fosse uma arma e segui para o restaurante. Estava vestida casualmente, mas o acessório dava o toque de “estou trabalhando” que eu precisava para passar pela horda de jornalistas sem levantar suspeitas. Eles me ignoraram, provavelmente acreditando que eu era só mais uma jornalista desesperada atrás de um furo.

Alexander, como sempre, estava impecável e inalcançável, sentado perto da janela, imerso no cardápio, como se o restaurante não estivesse explodindo de gente tentando capturar um vislumbre dele. Seus ombros relaxados e o olhar atento às letras no papel faziam parecer que ele estava lendo poesia, e não decidindo entre espaguete ou filé mignon.

Eu me aproximei, e ele ergueu os olhos com aquela calma que me tirava do sério.

— Você está atrasada, Charlotte.

Respirei fundo, forçando um sorriso que doía mais do que sapato apertado.

— Engarrafamento — menti, porque dizer “estava tentando bolar uma desculpa melhor para a burrada de hoje” não parecia apropriado.

Sentei-me, tentando ignorar os olhares famintos à nossa volta, como se toda aquela gente estivesse mais interessada em nossa interação do que na comida.

Alexander baixou o cardápio e inclinou a cabeça, analisando o crachá pendurado no meu pescoço.

— Pensei que quisesse falar sobre nosso casamento, não dar uma entrevista.

O sangue subiu rápido à minha cabeça. Sério? Ele achava que eu estava ali para ganhar um Pulitzer às custas dele?

— Isso é só para despistar os jornalistas. Se eles pensarem que você está dando uma entrevista, não vão te seguir depois, suspeitando que temos algum relacionamento… pessoal.

— Você está dizendo que usou isso como fachada? Para me proteger? — Ele me olhou com aquele ar cético, como se eu tivesse dito que preferia pizza fria ao invés de chocolate quente.

Eu estreitei os olhos, irritada. Lá estava eu, arriscando meu emprego para livrar a cara dele, e ele duvidando das minhas intenções.

— Acredite no que quiser, Alexander. Mas que fique claro: isso não vai acontecer de novo.

Ele assentiu, e eu soltei o ar que nem percebi estar segurando. Por um momento, pensei que tudo ficaria bem. Ilusão.

Ele pegou o telefone e, em segundos, uma tropa de seguranças vestidos de preto invadiu o restaurante. Antes que eu pudesse processar, estavam expulsando todo mundo — clientes, garçons, até jornalistas foram removidos como se fossem peças de mobília velha.

Quando o último garçom saiu, fiquei paralisada, olhando para ele.

— O que você está fazendo?!

Ele largou o telefone na mesa, apoiou o queixo na mão e me encarou com aquela expressão irritantemente imperturbável.

— Agora, podemos conversar sem interrupções.

Era oficial: eu havia casado com um lunático controlador. E o pior? Parte de mim não achava tão ruim assim.

Ele apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos diante do rosto enquanto me observava em silêncio, como se estivesse analisando uma obra de arte confusa. Eu não sabia se ele estava tentando decifrar meu súbito acesso de raiva ou se já estava acostumado com meus picos emocionais. O silêncio só aumentava minha inquietação.

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