O CEO sem coração romance Capítulo 113

RÔMULO

— Mas quando foi que ficou de verdade? Foi na noite do jantar lá em casa, quando você ficou bêbado? Quando foi?

— Não te interessa, Rodrigo! O importante é que você deve esquecer essa história de contrato, maus tratos. Esqueça tudo. — terminei de fechar a minha mala.

— Então vocês dois… então… peraí. Aquela menina disse que a Linda nunca tinha feito nada na vida. Então naquela época ela ainda não tinha feito?

— É…

— E então agora… — pigarreou. — Você ficou sabendo depois da garota ou já tinha tentado?

— Não é da sua conta, Rodrigo.

— Aposto que descobriu pela garota. Por isso que ficou doente de ciúmes da Linda não foi? Ela era sua namorada e nunca tinha feito nada com ninguém. A receita perfeita para um cara controlador se apaixonar.

— Eu sou controlador? Cala a boca, Rodrigo. — arrastei a mala para fora do meu quarto. — A minha intimidade com a Linda não é da sua conta.

— Agora faz sentido você ter colocado a gente pra correr daqui naquele domingo e ter deixado ela! Então ficaram sozinhos o domingo foi? Ela dorme aqui sempre? Como ela teve coragem de dar pra você depois de tudo o que você fez com ela?

Eu parei e virei para ele. — Rodrigo, é justamente por isso que estou dizendo que estamos juntos de verdade. Você tem que esquecer do passado. Olhe daqui para o futuro. Nada de passado. — esclareci e depois voltei a andar e ele veio atrás de mim.

— Mulher é bicho doido, né? Deve ser amor de pica. Vocês já transaram, não foi?

— Não é nada disso. Nós gostamos um do outro e é isso. Não tem a ver com sexo.

— Então vocês ainda são virgens?

— Rodrigo, cala a boca, porra! Eu tô falando que não quero conversar sobre isso. Não vai tirar nada de mim.

— Virgenzinhos num resort. A Linda está esperando o casamento? Me diz que sim. Eu idealizo esse casamento desde o casamento do Gustavo. Ter a primeira vez no casamento deve ser um negócio estranho, mas deve ser especial.

— Você está se guardando para isso?

— Se encontrasse alguém como a Linda eu não me importaria. — ele deu de ombros e saiu da minha sala.

Eu também não me importo muito não. Só é bem difícil não querer tentar. Na noite da premiação mesmo, eu estava louco de vontade, mas me controlei. Eu quero que ela tome a iniciativa.

Eu já perguntei se ela estava esperando o casamento, lá quando descobri que ela era virgem, mas ela não me respondeu. Não vou perguntar novamente.

Mas se ela quiser esperar… eu ainda não pensei sobre isso.

— Sérgio, cuide bem da casa. Você já sabe o que fazer, não é?

— Sim, Sr. Ótimo fim de semana.

— Obrigado. — saí de casa com a minha mala e meu motorista a colocou no fundo do carro.

Rodrigo descobriu sobre esse passeio para o resort e insistiu que queria ir com a gente. Ele foi insistente mesmo e no fim ele conseguiu convencer a Linda e ela… ela me convenceu com um só pedido.

Eu não entendo como me deixei chegar a esse ponto. Ela consegue qualquer coisa de mim!

Entrei no carro e o meu motorista nos levou até a casa dela.

Assim que paramos ali na frente, eu liguei para a Linda.

— Alô? — ela atendeu de imediato.

— Já chegamos. Estamos aqui na frente.

— Tô indo. — ela desligou e logo saiu na frente do prédio.

Ela já estava ali esperando!

Tá ficando pontual.

Saí do carro e o motorista também.

— Essa mala está muito grande? — perguntou, torcendo a boca, receosa.

— Na verdade, parece até pequena para ser de uma mulher. — fui cumprimentá-la enquanto o motorista guardava a mala no fundo do carro. Lhe dei um abraço e depois beijei seus lábios. — Está muito bonita hoje.

— Ontem eu estava feia?

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