Liz
Estamos no jatinho particular do Bryan já, as horas parecem que não passavam, o remédio para enjoo que o doutor Fernandes passou não está fazendo muito efeito, me sinto enjoada desde a decolagem.
_ Liz, só mais um pouco, já estamos chegando, Bryan diz preocupado, sentando ao meu lado.
_ Que bom, vou ver se durmo um pouco, digo me deitando. O quarto do Bryan no jatinho chegava a ser mais confortável e luxuoso que os dos hotéis, com banheiro até consideravelmente grande, com chuveiros e tudo, fico até impressionada com esse conforto, e ainda estou achando a viagem cansativa, imagino em um avião normal, essas horas todas sem se mover, ficando sentada em uma poltrona quase em pé.
Deito enquanto ele mexe em seu celular, desde a hora que entramos ele estava trabalhando em alguns documentos, deveria estar cansado.
Geovana ficou de providenciar tudo, logo estaria de volta para a inauguração da nossa segunda loja, estou tão animada com tudo que estamos conseguindo, e mais pela Geo, ela está se mostrando uma ótima empresária, sempre com as melhores ideias.
_ não consegue dormir, querida? Bryan se aproxima de mim.
_ não, acho que estou sem sono.
Ele se senta ao meu lado, deixando o celular na escrivaninha, e me puxando para seu peito.
_ Nem imagino como devem ser ruins os sintomas da gestação, me desculpe por fazê-la passar por isso, ele diz tão carinhoso que nem parece ele.
_ Não é sua culpa, esse processo é importante, mostra que eles estão crescendo saudáveis igual ao pai, não acha? digo sorrindo, olhando em seus olhos que brilham.
_ Espero que pareçam com a mãe deles, linda e inteligente, além de ser muito forte, diz, levando sua mão até meu ventre e acariciando ali, mas a sensação me traz uma excitação, seu toque em minha pele me provoca, seus lábios e sua boca pareciam tão apetitosas.
_ Bryan, digo, estendendo minha mão e levando-a ao seu rosto. Toco sua face, sentindo sua pele. Minha mão sente a parte áspera da barba feita, me trazendo lembranças de quando ele me arranhava enquanto me beijava lá.
Ele segura minha mão, me parando.
_ Você não está bem. Quer mesmo me provocar? Sabe que não consigo me segurar… ele diz, safado, me olhando como nunca.
Quero. Quero que ele me beije, me agarre, me tome. Não sei por quê, mas a gravidez me deixa com mais desejo, mais vontade…
_ Se eu dissesse que sim… digo tímida por estar falando essas coisas.
_ Liz… Liz… ele diz com aquela voz grossa e sensual, bem perto do meu ouvido, passando o nariz no meu pescoço como se estivesse sentindo meu cheiro. Aquilo me fazia sentir arrepios pelo corpo…
_ Eu desejo que faça o que quiser comigo… digo perto de seu ouvido.
Bryan não espera. Me vira para a cama, ficando sobre mim. Seus olhos de predador sobre sua presa, e eu gostava de sentir esse medo, sentir o perigo. Ele desliza sua mão pelo meu corpo até entrar através da minha calça, indo para minha parte sensível. Sinto quando ele me toca. Meu corpo reage ao seu toque, seu dedo desliza em mim, fazendo eu ficar tão molhada…
_ Como gosto de tocar você… sentir o quanto fica molhada para mim, ele diz, tirando seu dedo de dentro de mim e chupando, saboreando meu gosto. Aquilo me deixou tão envergonhada que meu rosto ficou queimando.
Ele sorri me olhando. Logo se livra das roupas e faz o mesmo com as minhas, me observando completamente nua, minha barriguinha já aparecendo. Ele me beija e segue por cada parte do meu corpo, percorrendo cada pedacinho em um caminho de tortura. Suas mãos me tocam, apertando minhas coxas. Então ele desce completamente, me devorando lá embaixo. Sua boca me beijava como nunca, ele conseguia me levar à loucura…
Acabamos dormindo depois de termos feito muitas loucuras. Bryan dormia tão tranquilamente ao meu lado, seu rosto relaxado.
Passo meu dedo acariciando sua face. Ele era tão lindo que eu até duvidava se realmente esse homem me pertencia, se esse nosso desejo poderia durar muito, tantas coisas me assombram.
“Então, o aviso da cabine do piloto soa nos alto-falantes:”
— Estamos iniciando nossa descida. Em aproximadamente quinze minutos pousaremos. Por favor, retornem aos assentos e mantenham os cintos afivelados.

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