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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 19

Liz

Depois de alguns minutos, ele sai com o Carlos, me deixando sozinha no quarto. Mas logo a Gabi entra animada junto com a senhora.

— Vamos, já está na hora de voltar ao seu quarto. Esse quarto é só para os VIP.

— E aí, como foi a sua primeira vez? Ele te machucou? É grande? — ela começa a perguntar curiosa, no caminho para o nosso quarto. O Senhor tinha me alertado a dizer que transamos. Por mais que eu confiasse nela, era para eu mentir. Mas como eu podia falar sobre uma experiência que não tive?

Então lembro da mão dele descendo pelo meu corpo, entrando na minha calcinha e me deixando vermelha. Ao lembrar da sensação, eu já me sentia úmida.

— Andem e parem de fofocar! — a bruxa fala fria para nós duas. — Nem todos os clientes serão bonitos igual esse, então não criem expectativas aqui, entenderam? Também não se iludam! Vocês são de todos. Quem quiser pagar para usá-las poderá.

Entramos… mas ao ver a cena, meu coração se despedaçou.

Corro até a Amanda, que estava toda machucada. Seus olhos roxos, sua boca mordida. Ela estava encolhida no canto, chorando, e eu me ajoelho ao lado dela desesperada.

— Meu Deus! Como eles deixam aquele filho da pu…! — grito, com os olhos cheios de lágrimas. — Como, Gabi?!

Ela só me olha triste também, porque com certeza não era a primeira vez… ou talvez já tivesse acontecido com ela.

— Amanda… — abraço ela, chorando e sentindo seu corpo tremer de medo e dor.

— Eu quero morrer… — ela fala entre soluços. — Eu não quero ficar aqui… Cadê minha mãe? — ela chora desesperada, e aquilo me faz me odiar por não poder fazer nada. Eu estava bem e tinha esperança de sair… mas ela estava destruída. Sua vida tinha sido arruinada por aquele velho maldito.

Meus olhos lacrimejavam. Sentia uma dor imensa no peito. Eu não tinha nem palavras para dizer a ela, nem sabia como confortá-la. Aqui era o inferno. Tudo o que eu conseguia fazer era abraçá-la e chorar junto com ela. Queria poder tirá-la dali. E me sentia ainda pior por saber que eu a deixaria ali… sozinha… naquele lugar.

— Liz… ele… — ela gagueja, a voz fraca e dolorida. — Ele me obrigou a fazer cada coisa… — antes de terminar, ela chora. Seu corpo dizia tudo sobre o que aquele monstro havia feito. Seus braços cheios de hematomas, suas pernas roxas, marcadas por espancamento. Aquilo doía no meu ser. Só de imaginar que uma menina daquela idade tinha passado por isso… eu sentia ódio do mundo. Injustiça. A Gabi toca minhas costas, tentando me dar apoio.

— Eu sei que é difícil… mas juro que nem sempre é assim. Não são todos os clientes que são monstros. Não chorem, meninas… se a senhora ver vocês assim, é capaz de bater em vocês.

— Eu quero que essa bruxa morra! — digo entre dentes. — Gabi, como ela pode permitir que alguém faça isso com uma criança? Porque, pra mim, ela é só uma criança… uma criança! — grito revoltada.

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