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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 20

Liz

Acordo com os gritos da senhora, nos chamando de preguiçosas e mandando levantar, dizendo que precisávamos limpar os lugares como fazíamos todos os dias. Aqui era uma escravidão. Uma vez dentro, não éramos mais donas de nós mesmas e, para sobreviver, precisávamos obedecer. Quando alguém ficava velha demais para ser “utilizada”, era obrigada a cozinhar e limpar sem descanso.

Isso me revoltava. Como poderia existir um lugar desses e as autoridades não faziam nada? Meninas sendo exploradas, mulheres mais velhas tratadas como escravas… Me levanto e ajudo a Amanda a se trocar e fazer suas necessidades. As outras garotas, graças a Deus, estavam bem e não tinham sido torturadas, mesmo contando a experiência nada agradável de perder a virgindade com estranhos. Pelo menos disseram que os homens haviam sido pacientes e compreensivos.

— Vamos, Liz, não demora — Gabi fala preocupada, para que eu não seja repreendida por estar demorando.

— Tá! Já estou indo… — respondo, ajudando Amanda com a roupa. — Acho melhor você ficar no quarto. Eu limpo sua parte — digo, preocupada.

— Tenho que ir. A Gabi falou que a senhora não vai gostar se eu não for ajudar. Estou melhor, Liz — ela diz, saindo, e eu sigo atrás.

— Tudo bem, mas se não aguentar, deixa que eu ajudo.

— Tá bom! Obrigada.

Saímos e vamos para o salão. As meninas já estavam lá, esperando a senhora dizer onde cada uma iria limpar.

— Vejo que a nossa queridinha já se acha a patroa! — a velha fala, e todas olham para nós. — É com você mesmo, princesinha. Soube que um dos mafiosos gostou tanto que até pagou uma fortuna por você.

Ela fala me olhando com desprezo, e todas viram para mim, curiosas com a novidade.

— Não vai falar nada? O que fez para o mafioso Bryan querer comprar você? Estou muito curiosa. Uma fortuna por uma escrava… — ela ri com desprezo.

Todas olham sem entender. Amanda, ao meu lado, me encara preocupada.

Senti vergonha. Não sabia o que dizer. Ele pagou uma fortuna para me tirar dali, mas isso só significava que minha vida seria dele. Não sabia se estava saindo no lucro. Eu sequer o conhecia. E agora, ouvindo da boca dela que ele era um mafioso… o medo crescia. Ele era um mafioso. Um bandido. Igual eles.

— O que você fez, Liz? — Elaine pergunta, se aproximando junto com as outras.

— Ei, sem muvuca! — a senhora grita. — Vocês devem ir trabalhar! Vamos! Deixem que a princesinha trabalhe também. Talvez ela ache que vai ficar melhor com ele, sendo a put... exclusiva dele — ela ri alto, zombando de mim. — Mas não fique muito feliz. Esses homens enjoam rápido. Logo você volta pra cá de novo.

Ela ri como se a nossa infelicidade fosse o entretenimento dela.

— Fale, Liz? Como conseguiu fisgar um mafioso? Nossa, que inveja. Você vai sair daqui, mesmo sendo escrava dele… talvez ele permita você sair de casa — Eliane fala animada e com inveja.

— Nossa, grande coisa. Logo estará aqui de volta, como já aconteceu com outras. Eles só querem brincar exclusivamente, mas logo se enjoam e devolvem. Ninguém casaria com uma put… — Fernanda fala com raiva.

— Vamos, garotas! Uma turma começa nos quartos VIP, e as outras nos banheiros e no salão. Tem a cozinha e as outras alas — a senhora grita, brava com todas.

Vou com a Gabi, Amanda, Eliane e a Carol para os quartos VIP, enquanto as outras vão para outros setores.

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