Liz
Chegamos ao aeroporto internacional. O motorista estaciona o carro, parando bem próximo do jatinho particular do Bryan, e isso só aumentava ainda mais o meu nervosismo.
— Vamos, garota! — disse, abrindo a porta e saindo.
Desço seguindo-o. Os seguranças vêm atrás com nossas bagagens. Na escadaria, havia dois homens parados nos esperando. Um deles estava bem-vestido, com terno branco bem alinhado e gravata azul; em seu ombro havia uma platina com listras douradas, indicando sua posição. Ao seu lado, o outro usava roupas no mesmo estilo, mas as listras em seu ombro eram prateadas, indicando uma posição inferior à do piloto.
— Senhor, já está tudo ok para partirmos — disse o piloto assim que nos aproximamos. Ele me olha, e imagino que deva estar surpreso por me ver ali.
— Que bom, senhor Marcos. Quero chegar o mais rápido possível.
Ele cumprimenta os dois sem muitas palavras, totalmente frio, como sempre. Meu coração batia com tanta força que parecia que a qualquer momento iria sair pela boca. Cada degrau que eu subia me lembrava que logo não estaria mais no meu país, mas no dele… e que ele poderia fazer o que quisesse comigo.
Entro na aeronave, admirando o quanto é luxuosa. Não parecia nada pequena para ser um jatinho. Ele segue para dentro, caminhando pelas poltronas até uma porta. Paro enquanto ele entra.
— Venha! — ele grita, ordenando que eu entre.
— Estou indo — respondo, entrando e me deparando com um quarto luxuoso. Havia uma cama de casal grande, impecável, com lençóis de seda; uma poltrona de couro; pequenas mesas; uma tela embutida na parede. Era um quarto sofisticado dentro de uma aeronave. Havia até closet e banheiro. Imagino o que o dinheiro não podia
comprar.
Ele estava deitado na cama, já com as roupas afrouxadas e o peitoral exposto, fazendo-me engolir em seco ao vê-lo tão lindo daquele jeito relaxado.
— Vai ficar aí me admirando? — diz, rindo ao perceber que eu olhava para seu peito exposto.
Fico envergonhada por ter sido pega e me viro, tentando disfarçar.
— Estava olhando as coisas que tem aqui, só isso. Nunca imaginei que seria assim dentro de um jatinho particular.
Caminho observando tudo. Vou até um pequeno bar ao lado, vejo várias bebidas, pego um copo e sirvo a primeira que vejo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira