Bryan
Chego à casa dos meus pais. Logo quando os carros vão se aproximando da residência dos Bellucci, os homens já são informados, liberando a entrada para os carros entrarem no grande portão.
A movimentação aumenta na mansão; todos estão à espera do meu grande retorno. Meus pais deveriam estar ansiosos, mas meu irmão, tinha certeza de que não estaria. Já havia me informado sobre tudo o que ele andava fazendo aqui esses anos todos sem mim. Não me surpreendia em nada o quanto ele vinha desviando dinheiro dos Bellucci, e na máfia estava fazendo de tudo para me queimar. Os carros param, e um dos mordomos aparece abrindo o carro, me recebendo como sempre.
— Seja bem-vindo de volta, senhor Bryan.
— Obrigado, José — respondo, vendo o velho mordomo que nos servia há muitos anos, um dos mais leais à família.
A senhora Carmem também vem; ela era a governanta da família e esposa do senhor José. Sempre me tratou como um filho.
— Menino Bryan, graças a Deus está de volta. Sua mãe anda tão aflita ultimamente. Venha, eles estão todos esperando pelo senhor.
— Olá, senhora Carmem, como é bom ver a senhora. Vejo que anda muito bem, como pode não envelhecer nadinha? — brinco com ela, como sempre faço.
Ela vem e me abraça. Não recuso; ela, para mim, era minha segunda madre.
— Seu moleque, não demore tanto para nos ver. Ficamos com tantas saudades.
— Prometo que retornarei agora com mais frequência, tá bom assim? Ficará mais tranquila.
— Sim — ela balança a cabeça.
Seguimos para o interior da mansão. O José vem trazendo as bagagens junto com um dos seguranças. Entro e vejo, no grande salão, meus pais sentados, junto com meu irmão, me esperando.
— Filho… — minha mãe se levanta e vem ao meu encontro.
— Mamma… — abraço-a, e ela me abraça com os olhos cheios de lágrimas. Já meu pai não demonstra que estava tão feliz assim com meu retorno.
— Como pode demorar tanto para voltar? Não pensa em sua família? Não sabe o quanto sinto sua falta? Filho, prometa ficar mais tempo aqui?
— Mamma, os negócios não deixam, mas prometo vir com mais frequência — digo, depositando um beijo em sua testa. — Senti sua falta.
— Esse filho ingrato mal vem à Itália. Como acha que sua mãe fica? Já falei para deixar o Breno cuidar também dos negócios no Brasil.
Meu pai fala rígido, me dando um sermão.
— Olá para você também, Papá.
— Olá, irmão. Que bom que tenha retornado — fala cinicamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira