Bryan
— Bom dia, filho!
Olho ao redor com os olhos ainda sonolentos por ter dormido muito mal, já que fiquei conversando com a Liz por algumas horas, contando sobre o país, os lugares e as coisas de que ela iria gostar.
— Mamma, bom dia! Aconteceu algo? — falo, levantando-me.
— Claro que não, Bryan. Só queria te acordar como fazia antigamente. Não sabe como é difícil entrar nesse quarto e saber que você não está mais aqui — ela fala manhosa, sentando-se ao meu lado.
— Tudo bem, Mamma. Tudo bem me acordar — digo carinhoso, olhando-a. Ela era a pessoa mais importante da minha vida e a única que eu sabia que daria a vida por mim.
— Querido, sei que já conversamos da outra vez, mas seu pai está impaciente, e você só vive no Brasil. Sabe como ele é preconceituoso com aquelas mulheres brasileiras.
Quando ela fala isso, já imagino o que vem pela frente.
— Então, ele convidou a Chiara Conti. Lembra dela? Ela sempre foi apaixonada por você, querido. Poderia dar uma chance para ela?
Respiro para manter a calma e não ser grosseiro com a minha mãe. Sabia que meu pai estaria por trás de tudo isso.
— Entendo vocês, entendo as preocupações, mas ainda não estou preparado para o casamento. Não quero casar com alguém e fazê-la sofrer.
Digo, e minha mãe sorri aliviada.
— Você sempre foi assim, né, filho? Por favor, só receba ela bem, ok? Pela sua mãe, não seja grosseiro com ela.
— Tudo bem. Não vou tratá-la mal, mas também não a tratarei como pretendente?
Ela vê que não vai conseguir me convencer e sai.
Pego o celular, olho as mensagens e vejo se a Liz mandou alguma, mas ela deve ainda estar dormindo. Digito: “Bom dia!” e envio.
Tomo banho, me arrumo e desço. Todos já estavam lá me esperando.
— Bom dia! Achei que tinha perdido a hora — meu irmão brinca, sentado ao lado do meu pai, que me olhava sério.
— Bom dia, papá — cumprimento com respeito.
— Bom dia. Sente-se ao lado da Chiara. Seus pais mandaram que ela viesse cumprimentá-lo. Não lembra dela?
Viro-me, olhando a bela moça sentada com um sorriso para mim. Ela era muito bonita: cabelos loiros ondulados, amarrados em um coque. Vestia-se muito bem, já que era filha de um dos mafiosos mais respeitados aqui da Itália. Seus olhos azuis, como o céu, eram de se admirar. Me surpreendia que ainda estivesse solteira com tamanha beleza.
— Bom dia, Chiara — cumprimento educadamente.
— Bom dia! Quanto tempo. A última vez que o vi foi na faculdade, lembra?
— Lembro sim. Continua linda — elogio sincero.
— Obrigada!
— Ah… irmão, ficou feliz com a presença da princesinha dos Conti — ele fala me provocando.
Olho bravo para ele.

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