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O PAI DA MINHA AMIGA romance Capítulo 39

Mattia de Luca

Fecho os olhos e eternizo a aproximação da Alessa até mim, o sorriso emocionado dela segurando a mão da Giulia enquanto ela era entregue a mim, por sua melhor amiga e irmã. A pele dela em uma maquiagem tão discreta que a deixou ainda mais linda como ela realmente é.

Seu sorriso ao tocar em minha mão era a confirmação que sou o seu porto seguro, que sou aquele que ela sempre se sentirá tranquila e confiante ao seu lado. Sou a porra de um homem sortudo por reencontrar a felicidade em outra mulher, mesmo que ela não tenha uma idade aproximada da minha.

Via o quanto ela amadureceu desde que a conheci e decidiu se tornar mãe de um garotinho que precisará de cuidados hospitalares por muito tempo depois de tudo o que passou. A vi através de uma tela de celular a Alessa que saiu de casa para ajudar outros se tornar mãe dia após dia, velando e cuidando o Ruslan.

Me sinto orgulhoso em saber que a mulher que está agora aos meus braços é decidida, corajosa e principalmente linda.

O sol já estava brilhando no horizonte, expulsando as últimas estrelas e o tom azulado da madrugada. Estava com uma mão na barriga da Alessa e a via tranquila conversando com Ruslan sobre não forçar para olhar para fora do cesto.

Nosso guia havia colocado um pequeno banco para poder olhar por cima, mas mesmo assim ele é uma criança curiosa que está se descobrindo. Sem contar que para ele ainda tudo o que o cerca é uma novidade.

Não fazemos ideia de como era a sua vida com seus pais, se eles eram pessoas sem muita condição financeira ou se tinham alguma posse. Entendia que ele estava eufórico em ver tudo lá embaixo, mas também entendo que precisamos cuidar para não piorar as cicatrizes que têm. O ajudo a ver o que deseja e o seguro no colo ao lado da Alessa.

Aproveitamos o nosso passeio apenas nós três ali naquele balão, enquanto a minha filha e o seu noivo estavam em um balão um pouco mais longe.

— Como está se sentindo, com o pedido que o Erick fez para a Giulia? — Ouço a Alessa perguntar.

— Ele me pediu a permissão e minha benção, vejo que ele está fazendo ela feliz, então vamos nos preparar para o próximo casamento. — Digo beijando a têmpora de minha linda esposa.

— Como faremos essa noite? Tenho que levar Ruslan até o hospital e pegar alguns medicamentos. — Viro em sua direção preocupado.

— Está tudo bem? — Pergunto.

— Ele está com alguns pontinhos inflamados e não tenho penicilina no kit médico dele. — A vejo preocupada.

— Essa noite vamos para o Sudão, a viagem não é longa, resolverei o que preciso com o Salim e vamos para Kiev. — Digo para Alessa que ainda estava preocupada.

— Não passaremos o dia todo em Kiev, não é? — Confirmo com a cabeça.

Mudamos de posição ao perceber que começamos a descer com o balão, com o nosso passeio de quase uma hora chegando ao fim, podemos ir para o mercado e fazer um pouco de turismo e nos preparar para ir viajar novamente.

Sei que minha filha precisa voltar para Washington, tem seus plantões para cumprir e poder concluir a faculdade que está se dedica e com o retorno da Alessa ela deve voltar para o George e concluir a sua faculdade também.

A descida do balão é um pouco mais cheia de adrenalina, a sensação de queda tira algumas gargalhadas do Ruslan e de minha recém-esposa que o abraça com ternura.

— Adorei o passeio, talvez em outro momento possamos repeti-lo. — Ouço a Alessa dizer.

Ajudo meu bambino sair da cesta e logo depois a minha jovem esposa que passa os braços por meu pescoço e adoro ver o seu jeito apaixonado, agarro e deixo que o beijo se aprofunde, aperto um pouco mais a sua cintura deixando claro como estava a minha ereção.

— Adoro saber que sente tesão por mim… — Alessa sussurra.

— Preciso te foder, agora… — Suspiro e olho para ela cheio de tesão.

— Resolverei isso, vamos esperar a Giulia e Erick. — Ela diz girando em meus braços e rebolando aquela bunda redondinha e empinada no meu pau.

— Vou comer essa bunda mais tarde, só porque está me atiçando. — Aperto o meu pau um pouco mais em sua bunda.

— Mattia…

Ruslan volta a se aproximar e beijo o seu ombro, terminando a nossa conversinha safada.

Olhamos o balão onde estava a minha filha e meu genro, seu rosto era de pura felicidade e sei que de onde estiver Antonella está feliz por nossa filha, assim que descobrimos que estava doente ela nunca deixou de dizer o quanto a amava e desejava que a nossa filha encontrasse a pessoa certa para ser o seu companheiro de toda a sua vida.

Agora estava aqui, abraçando a melhor amiga da nossa filha, sentindo o meu peito acelerado apenas em saber que estou apaixonado outra vez, de uma forma diferente como foi com a Antonella. É como se a minha meta de vida é fazer com que a mì ragazza esteja sempre feliz e segura.

Um sentimento que era diferente com a Antonella, amei a minha esposa profundamente, mas nunca tive esse sentimento de desejar que ela estivesse feliz e protegida, porque sabia que os seguranças de casa a manteriam protegida, e a Giulia era a nossa felicidade.

Com a Alessa não, eu quero ser o seu protetor, quero que ela confie em mim a sua vida e farei o que estiver ao meu alcance para ficar sempre protegida e segura.

Deixo que ela saia dos meus braços e a vejo conversar com a Giulia por um momento, aproveito e vou até o dono do balão e faço o pagamento pelo nosso passeio. Recebo as suas felicitações.

Quando já ia me virar e procurar a minha esposa, sinto suas mãos delicadas passando pelo meu abdome, passo um dos meus braços e me viro em sua direção. Fixo meus olhos no dela e vejo que ela aprontou alguma coisa.

— Temos meia hora no carro e consegui convencer que ela fosse conosco para o Sudão e nos acompanhasse até Kiev. — Começo a rir do olhar travesso que havia ali em seus olhos claros e brilhantes.

— Então, vamos aproveitar… — Deixo um beijo em seus lábios.

Aceno para a minha filha que estava ajudando Ruslan a entrar no carro deles, seguro firme na mão da minha esposa e a conduzo até o nosso carro, ajudo que ela entre e vou para o meu lado, pego a mão da minha esposa e coloco sobre a minha ereção, dirijo nos afastando um pouco de onde estavamos.

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